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segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Você " tem que"



Você " tem que".
Tem que ser bem sucedida como fulana. Tem que formar e arrumar emprego. Tem que casar, tem que ter filho, tem que emagrecer. Tem que ter o cabelo liso da moda que combina com a saia que estão usando. Tem que ter likes e visualizações pra ser vista.Tem que ter preparo físico, tem que gostar de tudo pq "todo mundo gosta". Tem que dizer a gíria da moda. Tem que ser a filha que não dá problemas. Tem que fingir ser feliz o tempo todo pq ninguém tem paciência com a tristeza alheia. É drama, "mimimi". Tem que ser feliz. Tem que fingir ser feliz o tempo todo em todas as redes sociais. Você tem que gostar das músicas que são "hit". Tem que contar uma mentirinha as vezes, "todo mundo faz isso"...
Tem que desejar mal pra quem falou mal de você. Tem que ter inveja de quem segue todos padrões da sociedade,o que inclui estar na moda, ja que você não.Você tem que procurar ajuda, tem que controlar a ansiedade, o peso, a vontade de doces, a celulite, os cabelos brancos...
Daí você descobre que a sua luta interna as vezes é ser você num mundo tão diferente de você. Num lugar de pensamentos tão fechados você é a que gosta de colorir os dias e pensar em cores. Redescobre que não controla nada. Não é porque "Gratidão" é a palavra da moda. E que "ter que" não te leva a nada a não ser sentir um produto da expectativa alheia, ou ainda um produto da "moda".
A liberdade de ser somente você, deve ser realmente muito boa.

quinta-feira, janeiro 18, 2018

Escrevendo um livro por sonhos

Dos sonhos que acontecem sem pedir licença, da vida que  vem em capítulos que ninguém escreveu. Você construiu, e o outro lê.

Dariam longo capítulos...

Devaneios jogado num papel.

A Universitária 
O curso tão pouco importa, se ligado a natureza ou não, se vinculado a burocracias e papeis também não. Sabe se que a paixão existiu ali. Veio gerando dúvidas, frustrações, inseguranças, medos.  Por qualquer “vacilo”  a vida mudou de rumo. Atou “nós” que viraram discussões sem fim, era o medo bobo de não dar certo. Insegurança em assumir uma responsabilidade: amar ao outro além dos outros.  Tudo não passou de “nós” dados com interferências de duas mentes inseguras no amanhã. Viria uma responsabilidade ali se um fruto dessa história brotasse. Não houve, a paixão dissipou ficou a mágoa revestida de visitas intimas ocasionais no intuito de não perder contato. Flagelação de vidas, ligação confusa num misto de expectativa e desgaste. História inacabada.


A funcionária
Veio da forma inusitada, interesses comuns, conversar simpáticas e beijos despretensiosos. Veio a oportunidade de sentir mais do que saber. Com o tempo sentir virou desejos, virou continuidade mesmo que enrustida de uma amizade despretensiosa. Pra se manter o elo, ela fez planos e projetos foram refeitos, oportunidades expostas por uma questão de: manter contato como fosse. Importante era ser lembrada, já que duas ou mais semanas o foco seria outro e ausência dele não deveria ser sentida por ela.  A proximidade continuou, ainda que de forma “meio assim” sem muito porque, só encontros carnais e conversas regadas de descontração. Rede de interesses sem fins concisos.


A ciumenta
Era o amor de infância, cresceram juntos ali, um de frente ao outro. Ela viu toda a vida dele acontecer. Desde as brincadeiras de médico as responsabilidade de adulto. Foram anos, mulheres, acontecimentos e viagens. E mesmo assim, se manteve ali, de fora da grade, com olhar voltado pra dentro da casa, espiando uma brecha, uma vínculo qualquer que mantivesse o que sentia acesso. Com os anos,nem o corpo bonito, da pele morena atraia mais atenção dele. Era uma insegurança que surgia e diariamente perguntava pra sí, se ele já a esquecera. Perguntava então a ele se o sabor dela ainda existia. Ele, mantendo mais um nó na vida, correspondia. Ainda que em sua mente só pensasse histórias corriqueiras, alimentava o seu ego e a expectativa dela. Mesmo com todas as dúvidas a mente da jovem continuava a produzir histórias, medos, receios e até orientações diferentes e questionamentos a fé. Ora! Se ele não a via mais como amiga nem mulher, que enxergasse como distração e diferença entre todas as outras. Um “nó” do avesso sem ponto final.


A paixão
Ela era morena, cabelos longos e tinha toda vida pela frente. O conheceu e apaixonou-se, entregou a ele sonhos, desejos  e segredos dos mais secretos.
Com tantas histórias passando diante deles se afastaram. Houve saudade, tristeza, conversas de dias e uma incoerência entre o que sentiam e que o que de fato acontecia. Ele então contou a ela, o que uma vidente disse sobre a sua vida. “Nó” que amenizou a dor do tempo, das queixas e dos sonhos.


A mulher do passado
Encontrou depois de anos, um homem formado. Aquela cara de menino franzino não fazia mais parte do visual, e talvez nem tanto das atitudes. Foi dali que nasceu o desejo. Vidas que se encontraram com o desejo a flor da pele. Encontro marcado pelo compromisso de viver uma vida a três. Responsabilidade precoce, cobranças despretensiosas e sufocantes. Escolhas feitas, tentativas inúmeras e uma certeza: o que existia ali era só o desejo e promessas de um homem que não sabia dizer não para os desejos. E uma mulher que nutria uma história acreditando no sim de todas as noites quentes. Existia ali, a força pra uma vínculo pra vida inteira, existia ali desacordos que parecem existir pra uma vida inteira. As falhas do passado desconstruiu uma aproximação. Hoje o elo permanece por não serem dois, e sim três.


A viajante
Ela conheceu despretensiosamente. Foi ele quem mudou o ritmo da história propondo um algo além, talvez um: sentir no lugar de saber o porque. E ela, resolver tentar. Seriam poucos dias e dali um tempo se esqueceriam. Ela foi vivendo um dia de cada vez, sem a pretensão de “ter que dar certo”. A aproximação era mútua, com histórias, trocas, risadas madrugada a dentro. Ele dizia entender toda a trajetória de vida dela, e acreditava em todo amor que ele sente pelo mundo. E ela ouvia todas as aventuras dele com os olhos brilhantes de entusiasmo.  Não houve adeus pra tudo isso, apenas um até logo.
Em assuntos divinos, perguntaram a ela porque não contar a ele,  de fato tudo que se passou, assumir então um vontade de ser mais que alguns dias. Ela com um “nó” na garganta, respondeu já em lágrimas, que tinha medo. Medo da distância. Medo de sentir que todas as imaturidades virariam brigas, e que a insegurança seja uma constante, já que ele mantém vários “nós”. Ao contrario dela, que a cada “nó” ela fez laços. Enfeitou seu passado e resolveu suas pendências. Os laços de amizade existem naturalmente, sem apertar, sem choro, sem medo de um até breve, que ano após ano ganham novas cores  e não dessabores. Aconselharam-na decidir sobre o que fazer. Ela até tentou contar ele todas as descobertas de sí, e sobre um “eles” que existiu, quem sabe fosse correspondida. Ele não teve tempo, ela então calou. Pegou toda história e guardou pra si, pegou o projeto de esperar mais um ano para revê-lo e reavaliou. Serão anos de amizade, talvez uma vida inteira sem ele saber a verdade. Se é que de fato, ele não sabe.

Das origens, da terra.
Interesses comuns, munidos de história encantadoras. A história vem sendo construída com quebras se não houvesse tantos “nós” distribuídos por aí. Vem no misto de amizade. Talvez ele encontro serenidade na vida pensando nela. Talvez ela aprende a rir das coisas sérias com ele. Novas histórias munidas de “nós” ou de nós. Vai saber. O tempo dirá...


(Aquele capítulo chamando: Veio por sonhos que ninguém acredita)

terça-feira, junho 06, 2017

Somos Passarinhos*...

O frio, o dia dos namorados, ou sei lá o que se passa nessa época do ano. Sei que a maioria começa a querer se aninhar. Achar um par, alguém que esquente os pés, as costas e que tenha o abraço que acolhe.

Por anos (sim, você leu certo), muitos deles, optei e ficar quieta. Obvio, sou alguém que sente  (as vezes até de mais), logo, me envolvi , decepcionei, fiz amizades, retratei alguns erros com pessoas no qual me relacionei em alguma época da vida até aqui, me apaixonei, desapaixonei, fiz da vida o que bem quis ou aconteceu. Fazer algumas opções nos levam algumas renúncias, rever prioridades... Enfim, escolhas.

 Escolhi desta forma por não me achar o suficiente ”boa” pra compartilhar com alguém um caminho. Por ver meus problemas com um microscópio enquanto o que deveria ter usado era um caleidoscópio.

Quem topa de verdade entrar na sua vida, veja bem estou falando de relacionar seja de qualquer esfera (a maioria só pensa em casamento, noivado, namoro – não necessariamente nessa mesma ordem), mas falo sobre algo que pra mim sempre foi importante: Parceria.  Talvez a parceria venha em forma de amizade, às vezes de um relacionamento de “trocas” ou de um sem nome. Digo dessa forma, por acreditar que existem relacionamentos “sem nome” no qual existe um interesse em satisfazer algumas expectativas e desejos, mas há a preocupação com o outro.  Sinceridade em demonstrar em que fase da vida está e o que quer.

Mesmo tendo o espírito de alguém velho, sempre me esbarrei na tendência em aguardar expectativas de situações nos quais eu não tenho como prever, mas se topei arriscar, que eu assuma mesmo quando der tudo errado.
E foi numa dessas que reencontrei.  Reencontrei pessoas, situações, sentimentos, interesse e encontrei de novo “Eu”. Um eu que anda se aceitando um pouco mais, com defeitos, com ou sem saúde, com cabelo ou sem, sendo padrão ou não, com desejos e vontades... 

Penso em ter vida! Se por mais 40 anos, mais cinco ou apenas dias, mas que seja de verdade.

*Título: trecho da Música Passarinhos 

segunda-feira, abril 10, 2017

Precisa de aperfeiçoamento

Ele é míope. Só pode.
O danadinho tem  asas e se quer voa longe.
Precisa aprender a voar.
Cisma sempre em disparar as flechinhas em que está mais perto.

Cupido, bobo, ou será sábio!?

Por muitas vezes fiquei com raiva e outras tantas fiz as pazes.
Ele teima, que o coração do lado de cá é mole.
Eu insisto que já foi.
É uma briga danada.

Juro que matriculo ele nas aulas certas.

- Como enxergar com miopia.
- Como atirar flechas apropriadas em pontos estratégicos.
- Uma vida, um amor – como entender seu cliente.
- Aprenda em 5 passos como identificar o alvo.
- Voos para iniciantes – Aprenda voar sem medo da direção.


Ah! Danadinho. Se te pego nessa “sapecagem” que anda fazendo...
Tem tentado amolecer o que já endureceu faz tempo. Talvez só por fora.

Trouxe de volta o que achei que tinha perdido de vista a muito tempo.

segunda-feira, março 27, 2017

Ah! Essa menina.

Ela nasceu no Nordeste.
Não, não...  Ela é de Minas Gerais.

Já me avisaram que mineiro é “baiano que não terminou de subir a serra”.
Parou  no caminho pra uma prosa, pra uma reza e quisá um golin de pinga.
Quem dera, tivesse mar  pras bandas de lá.

O coração dela já parou e voltou a bater inúmeras vezes.
Quase morreu de amor...
Quase se foi com a solidão...
Solidão que ela escolheu por querer um mundo só seu.

Das asas que os pais deram, ela aproveitou para voar.
Do chão que a razão lhe traz ela aprendeu a pegar impulso.
E do coração que nasceu com ele, ela ainda teima em escutar.

Ah! Essa menina. Essa menina de moça prosa, que é ligeira e não é formosa.
Geniosa! As vezes teimosa.

Ah! Essa menina...
Não faz parte desse mundo quando dispara a falar da vida.
Quem dera poder enxergar a vida por esses olhos brilhantes.
Que insiste em ter uma felicidade constante.

Insiste em dizer que já viveu um século.
Que tem a alma jovem e o espírito de velho.

Pouco sabe ela o que quer da vida.
Pediu o universo que traga alegria.

A alegria vem todo dia ao amanhecer...
Quando ela encontra motivos para agradecer.
Ela abre os olhos e lembra que hoje não é mais um dia.
Hoje é O dia pra viver.


Ah! Essa menina...


sexta-feira, janeiro 27, 2017

" Para reabrir o mundo e fazê-lo dançar"

Ilustração: Luiza Normey (https://matizablog.com) 



Acordei e desejei que com o passar dos meses...
A vida tivesse diluído o que aconteceu.

Sinto falta da inteligência.
Sobre falar de todas as coisas... Das mais capciosas as mais corriqueiras.
Do sorriso bobo... Das gargalhadas de dar soluços.

De ver as coisas por um outro ângulo que não fosse só o meu.
De deixar fluir a amizade que caia bem, que surgiu sem pretensão de “dar certo”...

Talvez  a lembrança tenha surgido a mente, depois dos olhos notarem em um filme, o quanto em comum parecia* existir... E que amizades assim acontecem ...

Coisas boas acontecem.
Ruins também!

E com todas elas o aprendizado de que nada é pra sempre.
Por isso: “ Isso também passa”.

*parecia por ser como eu vejo a situação, de  fato hoje penso que não sei bem o que era para você.

sexta-feira, novembro 04, 2016

Quando as pistas levam a ... Sonhos!

Voltando  a fazer as pazes com a tranquilidade.

Em meio à meses turbulentos do ano. Em que muitas situações aparentemente pacíficas e puras foram sendo mostradas como interesseiras e descometidas. Novembro vem pra acalmar.
Ando agradecendo, mais do que pedindo, de novo. Eu, sei parece falsa modéstia, mas atribuo a minha falta de capacidade de pedir com medo de exatamente pedir errado. Nessa horas viria uma frase irônica sobre esse fato, mas vou abrir mão dela é pensar que uma hora eu aprendo a pedir... Tô tentando ser um tico menos irônica com tudo...

Por estes dias tive um sonho, não sei se pesadelo porque as falas da senhora loira me deixou inquieta.
Mas tenho ideia de que isso não me sirva de fato agora. Parece mais um daqueles “problemas de criação” que quando você desconecta é que vem a melhor saída.

Não sei quem era, nem tão pouco sei se conheço alguém como ela. Mas ela calmamente comentou sobre equilibrio, sobre as coisas estarem desalinhadas pra poder voltarem ao normal. Que mesmo precisando hoje de cuidados, viriam até a minha presença pessoas precisando de mais cuidados e seria por elas que eu ficaria melhor. Não sou madre Tereza (entenda, isso náo é um deboche) nem ninguém importante digna de uma atenção grandiosa. Mas realmente em algumas situações me vi mais preocupada em ajudar e fazer as coisas pras pessoas do que pra mim. SIMMM eu acredito na lei do retorno. Mas tenho esquecido de respeitar os meus limites...  Sabe quando lembro disso?
Quando “tchanam!” o corpo pifa total. Você se vê doente e pergunta-se em que parte da história não notou os sinais. E olha! O que geralmente acontece quando o corpo adoece o primeiro que fica desequilibrado é meu senso de humor... E você se frustra por não ter prestado atenção e ter chegado a algo tão extremo.

Sobre a loira, ela tinha cabelos nos ombros partidos ao meio lisos e dos olhos azuis. Pareço ter visto ela em algum lugar, mas tentei numerar as pessoas loiras ou com o mesmo cabelo e não lembrei de ninguém tão próximo a imagem que vi. O olhar talvez me lembre alguém... Não tenho certeza.  Mas, lembro de ter visto a mesma expressão nos olhos há um tempo atrás. Vai entender!

A ultima frase foi “ Está dentro de você toda essa inquietação por ter mais pra dar do que pra receber, não espere receber, mas saiba que merece receber, sempre.”

E assim acordei sem saber quem era, nem quem poderia ser. Com a certeza de que aquele olhar ..HUmm esse, me parece familiar... 

terça-feira, outubro 25, 2016

De dentro pra fora.

Pedindo ao universo força, fé e saúde.
Pedindo perdão pelas vezes que não compreendi nem as minhas próprias vontades e decisões, e me culpei por elas. 
Pedindo perdão pros que me desejam mal. Que ao deitarem não conseguem emitir amor com relação a minha lembrança. Não é reciproco. 
A mágoa existe pela expectativa não correspondida... Mas não pelo mesmo sentimento de des-amor.
Enquanto pessoas, falhamos, enquanto alma, padecemos ... 
Pedindo perdão ao coração que por várias vezes não soube lidar com a falta de amor em algumas situações, e sofreu.

Perdoar a si mesmo, perdoar ao próximo e evoluir.
Somos todos capacitados a cometer erros, e poucos dispostos a praticar o amor de verdade.
Um processo de anos, pra vida inteira.
Pelo menos nesta. 

quinta-feira, outubro 20, 2016

Falando dela...

Aquele mapa astral com uma pitada de "senta lá Claudia".
 Como você nasceu num momento próximo ao pôr do sol, Gabriela, seu signo ascendente é Capricórnio que, combinado ao Sol em Câncer, sugere uma natureza introspectiva e profunda, capaz de se dedicar com afinco e extrema persistência às coisas que deseja. Uma tremenda força concentrada é o resultado natural desta combinação Câncer-Capricórnio, e você também conta com uma inteligência social pronunciada, uma capacidade de compreender o outro, de se colocar no lugar do próximo, justamente porque no momento de seu nascimento o Sol se projetava para o oeste - marca registrada de indivíduos dotados de uma alta percepção do "outro".(Seria isso Empatia??)
Cuidado, entretanto, com uma espécie de desconfiança fóbica oriunda de um exagero de percepção da dureza da realidade. A sensação de que o mundo é um terreno perigoso pode lhe conduzir a agir de uma forma muito defensiva, se censurando, e ainda por cima achando que os outros estão a lhe censurar, o que não é absolutamente uma verdade! Você nem necessita de outra pessoa a lhe criticar: você já tem a si. (Opa! Quase não faço isso o tempo todo rs*)
 Seus melhores objetivos são aqueles de longo prazo, portanto nem sonhe em batalhar por coisas que exijam resultados imediatos.
O tempo é seu melhor amigo, Gabriela. Imagine só: você une em sua alma a tenacidade do caranguejo, que prefere perder a pata a largar a isca, à persistência da cabra que sobe uma montanha. Seus melhores objetivos são aqueles de longo prazo, portanto nem sonhe em batalhar por coisas que exijam resultados imediatos (Isso também serve pra relacionamentos?). Há também um outro lado, entretanto: procure observar até que ponto algumas insistências suas são, de fato, relevantes. Como eu disse, muitas vezes o caranguejo perde a pata quando seria mais inteligente simplesmente largar a isca. (Mais uma vez , também serve pros relacionamentos?) E isso tem a ver com apego e teimosia, nada que um pouco de reflexão racional não amenize.

Seriedade demais pode lhe levar a parecer uma pessoa um pouco amarga, e de fato vale se questionar: até que ponto as coisas devem ser levadas com tanta preocupação? (né!? Depois de longas situações de stress vem sempre esse questionamento, sinal de que ainda é um processo que não aprendi) 

quarta-feira, setembro 28, 2016

Desfazer pra refazer...

Desabafo!

Desfazer do que te envolve as vezes é complicado.

Me pego pensando: “vi tal coisa massa, vou mandar msg pra contar”...
Vi um vídeo de um passo que dá pra estudar...
Vai passar na Tv aquele filme... Aquele que você indicou.
Aquela música tocou hoje na  rádio ...
Aquele exame que tanto insistiu, eu vou fazer...
Aquela mancha na parede, vou ter que limpar. Já teria, mas ela não me incomodava Hoje, me faz lembrar de como surgiu ali.
Aqueles dias parecem ter evaporado... Assim como água na panela de tantos dias de “panelaterapia”.
O bolo não fizemos. Sobrou a listinha anotada com todo itens que passou...
Queria eu poder amassar tudo como papel e jogar fora...
Mas é difícil, quando você dá valor a boas cias. Ou ainda raras amizades...
Sim, discordar também é dar valor. Respeitar ainda é dar valor.

Na hora da raiva você disse tudo que queria, tão pouco ouviu o sentido das palavras que eu tentei dizer.
Anda deslumbrado com o mundo novo. Ele tem carinho e colo, aconchego de amigos e vislumbra todas as coisas belas e pessoas diversas (indo contrário a tudo que sempre comentou).
Eu sou sim simplesmente... aquela “enorme” pessoa que ... Eu.  

Ofereci um coração desconfiado, mas que aprendeu a dar espaço.
Ofereci ombro, e ouvidos e muitas risadas... É o que tenho de melhor.
Um dia desses um vizinho no corredor comentou, “Sempre achei que você não morava ao lado, e estes dias ouvi uma das risadas mais gostosas e era do seu apto”.
Era felicidade, vizinho!
Era poder brincar com todas as coisas sem ferir o outro. Era puro “mimimi”.
Brincar de lutinha como irmãos, sem se machucar. 
Dormir e acordar juntos ou separados, mas em sintonia. 
Dançar no lago ou no mercado, dançar onde quer que fosse.
Era topar todos os passeios malucos que se quer aconteceram ou aconteceriam, mas na imaginação existiam.
Era poder dividir barraca, dividir ideias profissionais e ideias malucas...Risadas! Muitas, das mais escandalosas (as minhas) as mais sem motivos (as suas).
O canil dos vizinhos vai virar recordação...
Era poder olhar de canto de olho e torcer o nariz, e você entender todo contexto.
Poder escrever num pedaço de papel todas as ideias e rabiscos e mesmo assim você ler e guardar (!?)

No fim das contas, a gente precipita as coisas por querer que elas deem certo. Quando o errado de fato seria o ideal. Real ou ideal? 
Seria, mas não é. Então a ausência dói. O silêncio dói... Tentar não sentir nada dói.

Por que sou dessas que sente... Infelizmente.

Um dia aprendo, ou aprendem a me aceitar assim desse jeitinho.

quarta-feira, setembro 14, 2016

A caixa, a cena, a diferença e a vida.

Dos cabelos brancos encaracolados que começaram a surgir em maior número pós 2014. Das mil dúvidas que surgiram pós o coração amolecer mesmo depois de tanta pancada. O que são 6 anos?

Se a cada 365 dias tanta coisa acontece, dois mil cento e noventa dias, é chão hein!?
Chão esse que andou me tirando sono. Sono esse que alimentou expectativa. Expectativa que novamente tirou sono.
É diferença de época, é vivenciar de alguma forma a mesma época. É encontrar duas gerações tão diferentes com valores iguais (talvez) e propostas diferentes de vida.
Bater de frente com uma força pra manter o foco e ao mesmo tempo ser perdido por tanta informação instantânea. É ter a diferença de pensar em estabilidade e ser instável em tantas outras áreas da vida. É ver que arriscar faz bem, que a aventura é incrível, mas ao mesmo tempo lutar contra qualquer coisa que te induza a situações de risco. O que é a vida se não essa vontade latente de acertar e dar certo, quando o “errado” das muitas vezes , pode não ser!?

O teatro de caixa avisou:
Surge o amor na história e com ele? As Dúvidas. E novamente o amor entra em cena, e com ele? Mais dúvidas. Entram os personagens em cena. Pausa dramática! As cenas continuam  e como toda boa história : a crise e o conflito.  Com o desenrolar da história surge: a esperança, e com ela? A alegria.  Novamente o amor é colocado em cena, e com ele? Mais dúvidas! O amor continua, e as dúvidas também (Dizem: o mistério é ser assim). E com o amor vem... Os amigos...  E a história volta a se repetir tantas outras vezes sol a sol  e noite após noite. Mesmo com a lua dos “apaixonados”, ali tão próxima à história se repete em meio a crise, torcendo pra que aconteça a felicidade. Foram assim 28 vezes no espetáculo e na vida real talvez mais... Ou menos...

A história que se passou na caixa, apenas de fato alguns ouviram... Ela passou entre os olhos e o que os ouvidos captaram ali, naquela hora, por fones nos ouvidos. Sem interferência externa, sem opinião alheia. Sem  especulações. Apenas de fato, o que existiu.

Ou não existiu?!

Vai saber!

Já dizia OTM : “Vai saber quem souber me salve!

(Sobra tanta falta)

terça-feira, setembro 13, 2016

45" do segundo tempo



Talvez ...
Eu tenha que viver pra aprender que as vezes, quase sempre, o que realmente digo as pessoas, cabe de fato a minha vida.
Quase sempre comento que as surpresas também podem ser boas mas quase nunca vivencio isso, passa se a ser um conselho vago. E quando acontece, parece surreal.

E agosto com todo desgosto que costuma ser atribuído a ele, trouxe brisa, trouxe vendaval e como boa “canceriana”, saudades. Saudades da casa que não é mais minha, da fase que não é mais minha e de toda aquela euforia que fez um tempo acreditar ter uma família em Londrina.

É agora que rumo ao fim do ano começamos a fase “reflexão dos dias”, todo mundo passa por isso mesmo que afirme que não, nos quarenta cinco do segundo tempo (ano novo) acaba pensando a respeito.
O que veio de bom com 2016, o que se foi, o quanto a vida mudou...

Agosto foi com seus 53 dias longos e um sensação boa de novidade no ar. Setembro tende a reafirmar, o que tiver que ficar...

Aguardando os últimos meses do ano, processando toda informação nova. Tendo certeza que o processo é longo. Pedindo resiliência e plasticidade pras atitudes.


Do que adianta ser inteligente pra tanta coisa se tanta outras ser tão mole?!

quarta-feira, março 02, 2016

E de novo, e de novo...



Ontem, li de uma amiga algo muito interessante.
Não exatamente por sermos cancerianas rs*, mas talvez por essa vontadizinha de fazer acontecer. Damos muito a cara tapa. Ralamos no muro, no asfalto, a quebramos... Dalí a pouco passamos um pano com água pra limpar as feridas, levantamos, olhamos pra frente e voltamos a sonhar com algo melhor...  Fênix? Ah! Nem sei. Burrice? Talvez. Excesso de positividade? Talvez. Almas sonhadoras? Acho que sim!!

Me sinto assim. Diante de tantas vezes “meter os pés pelas mãos”.
Como pode, depois de tanto tempo. De muitos anos de tentativas ter uma em que me arrependa.
Já limpei, já levantei já voltei a sonhar e tem gente que insiste me atrelar a situação.

Arrependo, porque desde o começo não era o foco, arrependo pelo alvo ter sido outro e aquele anjinho maroto de assas devendo ser míope, acertou ao outro ali do lado. Arrependo, porque sempre sou lembrada do sexto sentido gigante que tenho e as vezes que tento ‘dar uma chance’, ‘deixar acontecer’ deu no que deu.

De todos os erros da minha vida, no final das contas aprendi muito e hoje dou boas risadas. Este, eu diria que foi fazendo o “certo” que me vi na situação do arrependimento profundo.

AHHHH eu sei, sempre tem o lado bom de tudo. Ainda que não enxergamos no momento, depois sempre é válido. Nesse, confesso que mesmo meses depois, muitos eu diria, tem desenrolado mais confusões desnecessárias do que risadas e aprendizado. Vontadizinha de sentar e chorar, depois lembro que “Isso também passa” já dizia Chico Xavier. Vou tentar ser menos ansiosa e deixar passar. Podia ser hoje né?! :P

Como pode, em tão pouco tempo, meu excesso de preocupação e “neuras” (segundo alguns), ter deixado acontecer.
Arrependo, por ter sido desnecessário. Arrependo por que nunca quis ser um buraco na vida de ninguém, muito menos tampar tantos outro deixados por outras pessoas. Buraco?
Sim, buraco. Buraco pode ser tudo e mais um pouco. Pode ser fome, pode ser falta de colo de mãe, pode ser falta de amigos, pode ser falta de sexo, pode ser falta de amor próprio. O que as pessoas que gostam de buraco não entendem que quando se usa alguém pra “buraco” , há uma outra vida em questão, então há consequências.

No momento, a vida podia ser um enorme bloco de papel, pra rasgar a folha daquele mês de 2015, ou simplesmente passar a borracha ainda que a marca do lápis fique no papel, o fato já não seria mais o mesmo.

Por falar nisso, saudade da época que a preocupação da vida era colorir cachoeiras e aguardar bilhetinhos do “namoradinho” da escola no qual morria de vergonha de assumir que tinha. Bons tempos aqueles...


quarta-feira, setembro 09, 2015

Desejar tudo.

Eu te desejo.
(Título sugestivo né? Rs*)



Sim, eu te desejo mais cafés em todo lugar no mundo.
Mais risadas no final da tarde. 
Um pôr-do-sol de aquecer o coração 
E uma luar daqueles de tirar o fôlego.
Humm pão de queijo! Queijo!
Te desejo que permaneça a humildade conquistada em saber pedir desculpas,
Quando de fato for assumir um erro.
Desejo que prospere ainda mais os sonhos até aqui planejados,
E todos os outros guardados no coração.
Te desejo ainda o que muitos consideraram loucura e pra mim é amadurecimento:
Viagens! Muito mais delas, sempre que for necessário sair da zona de conforto e se reencontrar. 
Reencontrar a essência, a origem, refazer novos finais.
Ah os finais! Nem sempre são felizes, fazem de parte de uma etapa. Já vi finais virarem recomeço.
Te desejo sabedoria pras horas que o coração apertar e quiser sair pela boca,
Tranquilidade e serenidade na hora de pensar e agir.
Te desejo mais “ogrisses”, 
Mais macarrão de madrugada com um bom vinho,
Mais risadas,
Mais programas de pescaria, mais “mexe no meu cabelo”,
Mais “esquenta meus pés”, 
Mais Gabrielas, mais bailarinas, mais administradoras... Todas as mulheres!
Mais intensidade onde quer que vá, durante o tempo que for necessário pra saber definir sobre suas escolhas.
Se isso te fizer mais feliz, mesmo que não pareça, ficarei feliz por você!
Talvez seja esse o real valor da amizade, amar até quando não te faz bem, ainda assim, desejar ver o outro feliz.
Ou talvez burrice. Vai saber!
Pode ser fase, ou não. 
Pode ser que fique assim pra sempre. 
Ainda que tudo que aconteceu se embarace e desembarace daqui 5 anos. 
Não importa. O importante é saber que aconteceu. 
Que vou guardar no coração.
Você, é um mito. Uma pecinha pra lá de irreverente.
Não acredito em coincidências, acredito em sabedoria divina de colocar na nossa vida quem precisamos conhecer.
Independe do que eu te falo de cabeça quente, que é quando 
O coração num “guenta mais” e sai pela boca da maneira errada.
Seja feliz! É o que deseja quem te conheceu e quis desconhecer em 30 dias. 
Quem, talvez, passe alguns meses e você não
se lembre mais. 
Mas, que sinceramente te deseja tudo de bom.


Poderia escrever de diversas formas e diversas línguas, 
O importante é: GosDI Mai doCÊ!
Com afeto,

Gabi.

quarta-feira, julho 15, 2015

O valor de um: Tchau!

   Pudera eu poder voltar no tempo. Talvez, uns 15 anos atrás. Na adolescência tudo é bem I-N-T-E-N-S-O.  Ama se muito, vive, chora, cuida, odeia e questiona-se tudo.  Queria entender se deixei algo lá trás sem resolver. Por quê? Simples. Tenho encontrado pessoas pela vida que parecem ser tão maduras, centradas no que quer pra vida e ‘de repente’ mostram um lado que desconheço hoje nos meus 30 anos.  Minha calmaria vira ansiedade perto de acontecimentos assim. Demoram-se anos pra tentar amadurecer a ideia de não agir por impulso sempre, mas leva-se apenas um mês pra que tudo volte como um tufão. Angustia.
   Será? Que envelheci 20 anos nos dois últimos anos? Será que toda ‘rabugice’* de infância vem de fato de um espírito velho?  Sei, que desde o primeiro relacionamento (se é que posso dar esse nome) em que um garoto de 13 anos me presenteava todos os meses  com mimos comprados com sua mesada, em que mantínhamos uma amizade além da escola desencarnou precocemente, penso em o quanto as ultimas palavras com as pessoas são eternas.  Eternas? Sim. Eternas, ainda lembro-me daquele domingo de janeiro de 1998.
   Como toda pré-adolescente que se preze, eu tinha sonhos, vontades e um turbilhão de sensações acontecendo. Lembro-me do carinho que ele tinha por mim. Da companhia, nos trabalhos feitos em dupla, no qual ele sempre brincava com minha falta de paciência só para ver minhas bochechas rosadas.  Caramba! Como a nossa mente às vezes é um HD, uma caixa preta de informações das quais acreditamos que já esquecemos. Pareço agora ter um filme rodando na mente. (Sinto que vou escrever muito rs*)
   Aquele mocinho sentado na carteira de trás da minha chamava José, apelidado por nós de “Zezinho”. Era tímido, baixinho como eu e  quando ria tinha covinhas logo abaixo das sardas nas bochechas.  Era meu “parzinho” (nome carinhosamente dado por Khalel, meu sobrinho, a pessoas que são companhia um para o outro e se querem o bem um para o outro) em todas as situações, na fila da famosa Hora cívica, nas danças: Junina, temáticas e das olímpiadas, nos trabalhos em grupo e até mesmo nas aulas de natação. As que eu mais burlava por não querer aparecer de maiô. Ah! Aquele menino sapeca, que desamarrava meus cadarços quando não estava vendo só para depois me ‘acusar’ de esquecida. Que por diversas vezes ligava em casa e desligava se não fosse eu quem atendesse. Quantas saudades!
   Ele se foi num domingo. Aquele domingo tinha amanhecido estranho. Um apertinho no peito como se fosse um presságio. Dias antes do fim das aulas, ele tinha escrito um bilhete.  Sim, fui e sou dessas que conversa por papeizinhos.  Nele dizia que “mesmo você brigando comigo, você está sempre em meus pensamentos. Gosto muito de você.” Quando o recebi, quis rasgar, afinal eu não era tão briguenta assim (ou era né?), ia me esquecendo da última frase, daquele bilhetinho com letras tremidas que tem tanto significado pra mim até hoje. No fim das aulas do ano anterior, como de costume, conversamos no final do dia, e ele contou que estava feliz com o início das férias chegando. Que veria seu primo ‘Coxinha’ e que teria vários assuntos pra contar e diversos dias para passear. Despedi no telefone, toda sem graça, desejando um bom fim de semana e querendo mandar beijos, mas morrendo de vergonha. Do outro lado da linha, uma voz mais tímida ainda fala: “Você sabe o quanto gosto de você, não se esqueça disso.” E com a voz ainda mais engasgada respondi: Pode não parecer, mas eu também.
   No sábado, como de costume, a vida andou em família. Sim, sou dessas que a família ficava aninhada na casa da vó, com primas e primos todos jogando “mal, mal”, buraco e coisas afins.  Na noite de domingo o telefone toca, era uma colega da escola dizendo: “ Ficou sabendo? O Zezinho morreu.” Eu com toda a não paciência comentei:  - Poxa! Que brincadeira sem graça Isis. Ela respondeu: “Eu queria te avisar primeiro, sempre gostei dele, mas ele sempre foi apaixonado por você”. Vai aparecer no jornal, me contaram que foi acidente feio. “Queria te ligar pra avisar, bjo.” Sem entender muita coisa, desliguei o tel e comentei com minha mãe, era uma colega da escola, parece brincar com a minha cara com um tipo de brincadeira que eu não gostei. Passado nem um minuto da ligação, o telefone toca novamente e eu atendo na esperança de ser realmente uma “zuação” dela.  A voz do outro lado pergunta: “ Gabi? Você é Gabriela que estuda no SESI?” Eu já tremula respondi: SIM! “Seus pais estão em casa? Posso conversar com sua mãe?” Naquela hora só olhei pra minha mãe provavelmente pálida e passei o telefone dizendo: É pra você!  Em menos de um minuto de conversa vejo os olhos de mamãe olharem pra mim com se fosse “ Como vou te contar isso”, seguidos da frase: Pode deixar, verei como contar da melhor forma , qual será o local?”. 
   Entre a ligação e o velório, pareço ter ficado fora do ar. Lembro-me da minha mãe me contando, explicando que aparentemente ele morreu na hora, sem dor.  E que estava junto da mãe, do primo e da tia. Morreram todos. Horas depois no Fantástico a notícia de que o primeiro acidente do ano registrado após a alteração na lei matará 4 integrantes de uma mesma família em Contagem/MG e havia indícios que o motorista do caminhão que entrou na contramão estava embriagado.  Eu, não conseguia ter raiva , nem chorar, pensava: Como será esse ano (o ano letivo ainda não tinha começado de fato)? E quem vai me fazer raiva, vai aprontar todas, de quem eu comentaria com cara de brava “porque não fez o para casa”. A sensação era de um nó. Um vazio sem ar, um vácuo!
   No dia seguinte, após avisar meio mundo do ocorrido, fomos todos no velório. Eu não chorava, ainda tinha um nó na garganta que me impedia até mesmo de falar. Chegando à sala da funerária, encontro um senhor alto, meio ruivo e sardento como ele que me viu rodeadas de pessoas e disse baixinho: “Você é a Gabi? Ele sempre comentava de você, de que tinha amigos e conversava com todos, que foi por você que ele fez mais amigos. Queria te conhecer em outra situação. Meu filho que era apaixonado por você. E sei que você também é por ele.” Me deu um forte abraço e nessa hora senti que ia cair no chão. Que algumas lágrimas saíram dos olhos e eu mais que depressa as enxuguei. Mamãe veio e perguntou: quer chegar próximo a ele pra despedir? Eu queria, mas também queria lutar pra não ver ele ali, gelado, sem o rosto corado de menino levado. Ele estava ali deitado, gelado como uma pedra na beira do rio, a angústia voltou no peito esmagando o soluço do choro. Uma moça, muito bonita se aproxima, coloca a mão nos meus ombros e diz: “Ele havia planejado te pedir em namoro novamente no seu aniversário. Ele era meu meio irmão, de uns anos pra cá que o conheci, o sorriso dele me encantou desde o primeiro dia. Tenho certeza que lá do céu ele olhará por você, tenho ternura por saber do carinho de vocês. Tão novos e respeitando a vontade um do outro”. Explicando melhor a fala dela, no ano anterior, José tinha me pedido em namoro, após uma festa de Hellowen e eu disse que não. Porque não tinha idade para namorar, e que tinham outras meninas interessadas nele e que talvez um pouco mais velha, saberia como agir com essas situação. O fato era como contar pra minha família que eu tinha um namorado. Timidez boba, já que nossas mães acompanhavam o desenrolar de toda história. O motivo do aniversário, provavelmente por que o dele era um dia após o meu, ele poderia provavelmente alegar que: agora comigo mais velha, poderíamos namorar. Em 98, óbvio, o dia 29/06 não foi o mesmo.  
   O motivo de toda a história contada aqui é: E se o tchau no telefone não fosse como foi? Por muitos meses eu ainda permaneci engasgada, os mais próximos na escola viviam tentando me animar com frases sobre ele, sobre como ele estaria se estivesse vivo após o acidente que foi grave, e de alguma forma, pensar que ele estava em paz me confortava. E que desencarnou junto com a mãe, a quem era  tão agarrado. Não consigo nem imaginar ele sem ela ou ela sem ele. Precoce? Eu sei, ninguém planeja morrer tão jovem. Mas cabe a Deus determinar como cuidar dos “seus”. Passado muitos meses que consegui chorar a ausência que era presença em todo lugar. Um arrependimento? Talvez, só talvez, ter planejado muito os anos dali pra frente de alguma forma com ele. E a vida tentando desde sempre mostrar que: Quem muito planeja, às vezes esquece de viver.  Desde então, e após muitos outros casos que um dia descrevo aqui, que penso em não dormir magoada, não esperar até o outro dia pra resolver mal entendidos, aprendi o valor do “Tchau”. Afobação? Não. Apenas ter a certeza que se por algum desígnio do céus eu for embora amanhã. Com você eu estou em paz! Há muitos que estão em hospitais acamados, por guardarem sensações engasgadas e sentimentos feridos. Não quero ser doença pra ninguém e nem adoecer por ter hesitado em falar.


*Que demonstra mau humor, que não tem tolerância, que vive implicando ou se queixando de tudo

sexta-feira, junho 19, 2015

O que pedimos

O medo, a dúvida, são frutos de nossa insegurança. A insegurança está cercada de elementos que contradizem nossa vivência e impede a fruição de pensamentos positivos. Como na música da Julieta Venegas :
“O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como un laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar”

Ver a letra toda: YOUTUBE


Aquela chavinha da porta que deixamos de abrir para novas oportunidades, o passo a diante que muitos não dão. É o medo do desconhecido que te anula.
Digo isso, por desde criança ser “programada” para enfrentar a vida e muitas das vezes ainda ter medo. Ainda parar de frente a enorme porta de ferro cuja chave está nela e não saber se realmente quero abri lá.
Por que falar sobre tudo isso? O que tem haver com o que “pedimos”?
Simples. Ou parece ser simples, depois de duas noites até dormidas, porém conturbadas em sonhos mil. Se acredito em sonhos? Muitos. Digo sonhos sonhados não sonhos de projetos e metas. Por muitas vezes me ajudaram a resolver questões na vida que neles eu questionei e refleti por muito tempo. Deve ser esse o motivo de falar enquanto durmo rs*.

Pois bem, de uns dois anos pra cá tenho pedido muito esclarecimento divino do que realmente quero e gosto na vida. E se consigo conciliar as duas coisas. Pedi ao universo que me surpreendesse. Sim! Desafiei e duvidei que algo assim existisse.  Existe!
Incrivelmente, encontrei alguém com uma criação, valores e objetivos na vida particularmente parecidos com os meus. Aliás, sempre desejei encontrar pessoas que entendessem minha paixão pela dança e a respeitasse. Que pouco entendesse de cultura, mas respeitasse. Que eu pudesse falar sobre Deus e as diferenças entre as crenças e não me julgasse por isso. Em resumo, que tivesse os mesmo valores e de bom caráter. 
Talvez, o mesmo tenha acontecido com o outro lado da história. Se questionou, ou duvidou, não sei. Mas sinto que por diversas vezes pediu o mundo “surpreenda-me se for capaz”. E novamente, a vida pregou a peça. Diz ter encontrado várias coisas que acompanham a mesma linha de raciocínio, as brincadeiras, os gostos e a forma de respeitar as escolhas e sonhos do outro. Esqueceu, provavelmente, que alguém que faça boa companhia, seria em qualquer lugar e da melhor forma possível. Forma essa que não o afastaria dos amigos, de forma alguma, agregaria outros grupos. Afinal, companheirismo não é para dividir grupos, é ver no outro a felicidade compartilhada e querer também estar nela sem precisar ser DON@ de ninguém.
O incrível? Não são as duas pessoas se conhecerem “num dia improvável”. É elas sem pretensão alguma de fazer acontecer, perceberem que aconteceu. Que a velha história do: “parece que te conheço há anos” é real. E o que impede de continuarem a diante? O medo.
Medo esse de influenciar a vida do outro, de invadir um espaço ocupado hoje por outros problemas e assuntos. Medo esse que envolve a vontade de estar fisicamente perto e provavelmente estar longe por muito tempo nos próximos meses.
Me vi, depois de muitos anos, de mãos e pés atados. Atordoada eu diria. Por não poder resolver da melhor forma possível se não “metendo os pés pelas mãos”. Quando um laço vira nó, ele perde o sentido de ser laço. Mas se há forças suficientes para desamarrotar a fita, a beleza do laço novo será consequência das duas pontas. Compreender, ou tentar, os motivos da outra ponta me fez pensar sobre isso. O que eu pedi por muitas vezes, fui atendida e por medo deixei passar? Até onde nosso medo mascara a oportunidade que a vida nos dá e fugimos? Se há fé, há cuidado e respeito. O desenrolar do nó é consequência, independente dos próximos meses e da boa educação que recebeu.
Entre tantos pensamentos das duas pontas da fita. Fico com a vontade de ser laço, um dos mais bonitos, pelo menos hoje. Afinal, quem estará vivo amanhã?!

Inconsequência? Talvez. Ou talvez seja a vontade de te fazer feliz por hoje. Um dia de cada vez foi assim que 2014 me fez existir...


sexta-feira, junho 20, 2014

Pão de queijo


Estaria tudo bem, se não só 2 reais e a dignidade amassados na mão, eu fiquei.

Foram 4 horas assim.


Início

Lugar relativamente cheio, logo em seguida você. Despretensiosamente amarrotado e charmoso.

Exitei em ir até você, afinal mil e uma pessoas no mesmo espaço e entre nós.


O erro

Decidi então que de forma "moleca" e sem refinamentos lhe enviaria um correio elegante.

E onde estavam às ditas cujas que foram preparadas para enviar a mensagem que falava de abraço? Sumiram...

Lá se foram quase 2 horas de procura.


Constatação

No decorrer de um "olá” e muitos abraços, da procura incansável de trocar a ficha do quentão, vejo você.

Agora aquecendo outro corpo, dedicando os ouvidos a outras falas...

Distanciei, distrai com a música que pra mim soa como um amor. Aquece o coração e a alma: forró.


Os dois reais permaneceram amassados na mão, agora sem coragem (necessidade) de sair de onde estavam.


Distrai novamente, dançando! O forró mais rápido de todos com vigor, pra exalar os sentimentos/pensamentos ruins.


Como dois adultos, nos cumprimentamos, tive que conviver outros longos prováveis 60 minutos com você do meu lado, aliás vocês.

Abstraí por diversas vezes, afinal o forró estava tão bom!!!


Imaginei tantos por quês que me esqueci do obvio. Falta de interesse.

Desisti de imaginar.

Voltei  pra casa com o coração mais leve, ainda que azedo pelo situação e não pelo fato.


Como massa de pão de queijo que estraga e se joga fora, mas o desejo de comer não passa...

Desfiz da massa...


Fico com a vontade do pão de queijo.

Minas, aí vou eu!

domingo, fevereiro 16, 2014

Ciclos

Mais um ano. 

Meu blog deixou de ser: semanal, quinzenal, semestral e passou a ser anual. Entra ano e sai ano, algumas dúvidas aparecem outras somem... 


Ciclos... 

Aqueles que estendem se.Outros que acabam. Tantas coisas para resolver, ou apenas "deixar o corpo ir". Sim! Estranho não parecer comigo este tipo de atitude. Há diferença em "empurrar com a barriga" e "deixar o corpo ir". Aquela sensação que viver pensando no ontem e preocupada com o amanhã me adoece.

Presente! Viver do "agora"é tão estranho. Falta de costume. Nessa tentativa do viver o hoje, que me descobri, redescobrindo coisas. Coisas? Fatos? Pessoas? Ah sim! Situações. Daquelas que acreditava não presenciar mais.

Encabulei, as pernocas tremeram, a voz engasgou e o sentimento entalou. Entalou de forma que me consumiu, me fez querer vomitar o que não me fazia bem. O desconhecido, ou o conhecido de forma desconhecida. O coração parou, palpitou, e hoje tennta ficar em 'paz', tudo em 15 dias. Um turbilhão de emoções e descobertas. Hoje procuro paz, mas me pego pensando na definição do que realmente é. 

É engolir um não, ou suposto não e seguir a vida. É entender que o tempo supera todas as coisas, aliás, transforma. É pegar pensando que 'valeu a pena'. É desejar bem, mesmo quando o sentimento ainda ferido te entristece. 

Outro dia, peguei pensando, esmiuçando o que ouvi. A maioria das vezes o que um 'doente' precisa é de amor. Amor, na simplicidade da palavra. Sentir que alguém te quer bem, te deseja o bem. Amor! Amor de mãe, de pai, de irmão, de amigo (a), do namorado,  simplesmente: Amor.  Aquele de ver o outro feliz e poder sorrir junto, carinho o cuidado de um: alô do outro lado da linha. Tá ok, me rendendo a tecnologia:um sms no meio do dia pra dizer que lembrou de você.Tenho pra mim que as coisas mais simples da vida, são as vezes as que complicamos mais.

Me vi pensando em coisas que ha muito tempo, pra ser sincera anos, não pensava. Como é bom pode imaginar envelhecer ao lado de alguém que sabe o valor de 'um beijo na testa' que vai entender que quando não houver sexo, a presença é muito mais importante. Aquela coisa de sentir o frio na barriga quando vai encontrar e ainda sim, sentir como velhos amigos. Acredito que voltei a me apaixonar. Pasme! Sim, talvez platonicamente. Por quê? Porque me pego sozinha, pensando em coisas boas, mas sozinha. Eu sei, ficantes, beijantes nada são além de tentativas, porém o pensamento acaba voltando na mesma página. Aquela que precisa ser 'colorida' pra dar certo.  (Se já não coloriu)

quinta-feira, setembro 01, 2011

Alma e coração


Ah se meus pés falassem, agradeceria cada bolha, cada calo e cada esparadrapo grudado. Riria comigo das vezes que ele por cansaço não obedeceu me levando ao chão e que por muitas vezes por força me levou a grandes saltos.  Fez de mim uma bailarina que por muitos anos dedicou a vida e abdicou de uma infância comum pra ser feliz dançando.
Quantas e quantas vezes não andei de patins nem de carinho de rolimã por que o festival se aproximava e lesionar seria um erro, esfolar então, uma catástrofe.
Aprendi desde os quatro anos que dançar era mais do que gostar das músicas clássicas que ouvia e ficar quase japa com os cabelos todo puxado para os coques impecáveis. Era disciplina, era treinar, era ser chata com contagem de tempo e ainda assim colocar as coleguinhas no lugar (sim sou antipática e detalhista desde criança). Aprendi novinha com uma professora carinhosa.  Depois de anos, depois de muitos professores extremamente qualificados e dedicados, larguei tudo!
Ser bailarina é estado de espírito, é pensar em passos quando anda, quando toma banho e principalmente quando houve uma boa música tocando.  Ser bailarina é fazer cara de tudo bem quando o sapato aperta e o corpo boicota. É graciosidade acima de qualquer “sobrepeso”  é acima de tudo ser feliz por dançar.
Depois de cinco anos quase sem dançar o corpo enferruja, o pé, os joelhos doem, mas a alma sempre vai ser de bailarina. A vontade virou prática em Londrina reascendeu o foguinho de tentar mais uma vez.  Bom retorno alegria no coração e pessoas fazendo parte dessa alegria.
Enfim, uma coisa eu digo, se morrer posso não usar o Tutu (pronuncia-se "titi" ou too-too), e sapatilhas, mas terei comigo a alma e o coração de bailarina.