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sexta-feira, março 02, 2018

O hoje


Quando toda sua inquietação encontra paz dentro de você mesmo...
Sensação de que é aí que mora a solução... Dos problemas que de fato não existiram.

Quando o presente é de fato mais importante, algumas coisas deixam de fazer sentido, algumas pessoas deixam de fazer sentido...

Quem é que te abraça hoje quando você precisa de rir ou de chorar?
Esses são os companheiros de alma, hoje.

Seja grato com o aprendizado dos dias bons e ruins.
Seja grato pelas pessoas no seu caminho, não são e nunca foram por acaso.

No despertar da vida, cada um tem sua função, mesmo que seja, despertar a pior sensação em você, pra que saiba que é isso que não quer pra sua vida.

Soltando as amarras com o passado, vivendo o presente.


Gosto quando sonhos me inspiram a escrever, e gosto mais ainda quando pessoas me motivam a agradecer... Gratidão!

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Você " tem que"



Você " tem que".
Tem que ser bem sucedida como fulana. Tem que formar e arrumar emprego. Tem que casar, tem que ter filho, tem que emagrecer. Tem que ter o cabelo liso da moda que combina com a saia que estão usando. Tem que ter likes e visualizações pra ser vista.Tem que ter preparo físico, tem que gostar de tudo pq "todo mundo gosta". Tem que dizer a gíria da moda. Tem que ser a filha que não dá problemas. Tem que fingir ser feliz o tempo todo pq ninguém tem paciência com a tristeza alheia. É drama, "mimimi". Tem que ser feliz. Tem que fingir ser feliz o tempo todo em todas as redes sociais. Você tem que gostar das músicas que são "hit". Tem que contar uma mentirinha as vezes, "todo mundo faz isso"...
Tem que desejar mal pra quem falou mal de você. Tem que ter inveja de quem segue todos padrões da sociedade,o que inclui estar na moda, ja que você não.Você tem que procurar ajuda, tem que controlar a ansiedade, o peso, a vontade de doces, a celulite, os cabelos brancos...
Daí você descobre que a sua luta interna as vezes é ser você num mundo tão diferente de você. Num lugar de pensamentos tão fechados você é a que gosta de colorir os dias e pensar em cores. Redescobre que não controla nada. Não é porque "Gratidão" é a palavra da moda. E que "ter que" não te leva a nada a não ser sentir um produto da expectativa alheia, ou ainda um produto da "moda".
A liberdade de ser somente você, deve ser realmente muito boa.

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Continuando

Essa noite sonhei  e novamente histórias passaram diante dos meu olhos. Linhas escritas entre o que houve de fato e devaneios de um sonho incompleto.

Como um Dèjavú  vi você passar por tudo ‘de novo’, e de novo... Incansavelmente tudo se repetia.
Até o momento que me vi no seu lugar. As várias histórias se repetiam. As amizades que surgiam uma após a outra em troca de sentir, de vivenciar mais um pedaço de história, mais uma história de aconchego, desejos e trocas. Parece sempre como um “acaso” , mas nunca é. São idealizações traçadas com muita reflexão. Pelo menos da sua parte. A despretensão é sempre do outro lado.

Quando me vi no seu lugar, pude sentir o medo. O medo que te rodeia em “ficar sozinho”, o medo de não dar certo por detrás de toda essa aparência de “tudo bem”. Talvez seja justamente esse sentimento que nunca entendeu. Como as pessoas conseguem ficar sozinhas. Te respondo por mim. Que tenho medos e tendo amenizá-los.

 Sozinho podemos estar de fato só em casa, morando sozinho, ou andando sozinho. Ou, ainda estando perto de várias pessoas, conversando sobre várias coisas e ainda assim, sozinhos.  Há uma diferença entre solidão e solitude. Quase sempre enxerga a minha vida como solidão. E tenho meus momentos de solidão, mas muitos de solitude. Não confunda a fase atual com: sempre. Solidão, é o olhar de estar sozinho e não estar bem, sofrendo. Solitude é o oposto. É o contato consigo mesmo sem a necessidade de companhia. É estar bem com ou sem pessoas ao redor. Há um equilíbrio entre estar consigo e estar com o outro, e bem.

Talvez, esteja aí o viver cada coisa, e não aparentar cada uma delas. Esperando resposta de uma plateia que gera algumas ‘curtidas’, mas nem sempre de fato, estão preocupadas com você. Digo preocupação como forma de incentivo, de torcer por pequenas coisas.

Com os anos fui percebendo que  a sabedoria dos mais velhos existe uma razão de existir. Daquelas palavras ditas por uma senhora de cabelos brancos, são validas. Ninguém exatamente está feliz por você, sempre. Quem de fato está com você por você, comemora as coisas ínfimas, e não grandes conquistas. Comemora a “sorte” que teve no dia de não pegar aquela chuva. Comemora também e da risadas daquela chuva que pegou e se divertiu. Comemora o animal novo de estimação. Comemora aquela descoberta que mesmo já sabendo deixa você descobrir de novo e fica feliz. Sorri com a alma não com aparências. O Coração de fato fica feliz.

Enfim, de diversas histórias, hoje te entendo. Pra encerrar um primeiro capítulo sobre histórias contínuas onde deveria haver finais e não há. Pontas soltas que te enroscam sem você perceber.

Talvez, agora venha outros capítulos . Continuidade de vida. Vida sem medo, de solidão ou de não dar certo. O certo é o hoje, vivido a cada dia. 

terça-feira, junho 06, 2017

Somos Passarinhos*...

O frio, o dia dos namorados, ou sei lá o que se passa nessa época do ano. Sei que a maioria começa a querer se aninhar. Achar um par, alguém que esquente os pés, as costas e que tenha o abraço que acolhe.

Por anos (sim, você leu certo), muitos deles, optei e ficar quieta. Obvio, sou alguém que sente  (as vezes até de mais), logo, me envolvi , decepcionei, fiz amizades, retratei alguns erros com pessoas no qual me relacionei em alguma época da vida até aqui, me apaixonei, desapaixonei, fiz da vida o que bem quis ou aconteceu. Fazer algumas opções nos levam algumas renúncias, rever prioridades... Enfim, escolhas.

 Escolhi desta forma por não me achar o suficiente ”boa” pra compartilhar com alguém um caminho. Por ver meus problemas com um microscópio enquanto o que deveria ter usado era um caleidoscópio.

Quem topa de verdade entrar na sua vida, veja bem estou falando de relacionar seja de qualquer esfera (a maioria só pensa em casamento, noivado, namoro – não necessariamente nessa mesma ordem), mas falo sobre algo que pra mim sempre foi importante: Parceria.  Talvez a parceria venha em forma de amizade, às vezes de um relacionamento de “trocas” ou de um sem nome. Digo dessa forma, por acreditar que existem relacionamentos “sem nome” no qual existe um interesse em satisfazer algumas expectativas e desejos, mas há a preocupação com o outro.  Sinceridade em demonstrar em que fase da vida está e o que quer.

Mesmo tendo o espírito de alguém velho, sempre me esbarrei na tendência em aguardar expectativas de situações nos quais eu não tenho como prever, mas se topei arriscar, que eu assuma mesmo quando der tudo errado.
E foi numa dessas que reencontrei.  Reencontrei pessoas, situações, sentimentos, interesse e encontrei de novo “Eu”. Um eu que anda se aceitando um pouco mais, com defeitos, com ou sem saúde, com cabelo ou sem, sendo padrão ou não, com desejos e vontades... 

Penso em ter vida! Se por mais 40 anos, mais cinco ou apenas dias, mas que seja de verdade.

*Título: trecho da Música Passarinhos 

quarta-feira, maio 03, 2017

“A sua loucura parece um pouco a minha”...

Se Clarice Falcão, sabia do meu dilema? Eu, não sei.
Ou talvez, seja a narração do o dia-a-dia mais comum entre semelhantes.

Ao descobrir esse turbilhão, quis fugir. É sempre assim quando me deparo com o que não controlo. A vontade é de estar perto estando longe... Possível? Talvez sim, talvez não.  

A moda antiga? Sim, talvez. Nasci num equivoco do tempo.
Possivelmente os 82 anos que me circundam demonstram naturalmente o que a alma deseja.
Desejo de passividade, ainda que ligada no 220v. Abraço que envolve e  dá segurança, sem precisar de falar, só ouvir o coração. Intimidade que um olhar descreve e reciprocidade. Sem precisar grandes demonstrações de afeto vazias de sentimento e recheadas de público, mas poder ver algo que lembrei e entregar de coração. Uma bala, um bombom ou um pedacinho de papel de pão.

A sensação é de um afeto pueril, daqueles que me recordo ter presenciado duas vezes na vida.
Ainda que por caminhos diferentes e destinos opostos, a saudade do tempo vivido é grande.  


Talvez, seja um sentimento passageiro, daqueles que vem se vive intensamente, e vira história pra contar. Histórias que tecem um trajeto percorrido que ninguém precisa acreditar. 

sexta-feira, janeiro 27, 2017

" Para reabrir o mundo e fazê-lo dançar"

Ilustração: Luiza Normey (https://matizablog.com) 



Acordei e desejei que com o passar dos meses...
A vida tivesse diluído o que aconteceu.

Sinto falta da inteligência.
Sobre falar de todas as coisas... Das mais capciosas as mais corriqueiras.
Do sorriso bobo... Das gargalhadas de dar soluços.

De ver as coisas por um outro ângulo que não fosse só o meu.
De deixar fluir a amizade que caia bem, que surgiu sem pretensão de “dar certo”...

Talvez  a lembrança tenha surgido a mente, depois dos olhos notarem em um filme, o quanto em comum parecia* existir... E que amizades assim acontecem ...

Coisas boas acontecem.
Ruins também!

E com todas elas o aprendizado de que nada é pra sempre.
Por isso: “ Isso também passa”.

*parecia por ser como eu vejo a situação, de  fato hoje penso que não sei bem o que era para você.

quarta-feira, setembro 28, 2016

Desfazer pra refazer...

Desabafo!

Desfazer do que te envolve as vezes é complicado.

Me pego pensando: “vi tal coisa massa, vou mandar msg pra contar”...
Vi um vídeo de um passo que dá pra estudar...
Vai passar na Tv aquele filme... Aquele que você indicou.
Aquela música tocou hoje na  rádio ...
Aquele exame que tanto insistiu, eu vou fazer...
Aquela mancha na parede, vou ter que limpar. Já teria, mas ela não me incomodava Hoje, me faz lembrar de como surgiu ali.
Aqueles dias parecem ter evaporado... Assim como água na panela de tantos dias de “panelaterapia”.
O bolo não fizemos. Sobrou a listinha anotada com todo itens que passou...
Queria eu poder amassar tudo como papel e jogar fora...
Mas é difícil, quando você dá valor a boas cias. Ou ainda raras amizades...
Sim, discordar também é dar valor. Respeitar ainda é dar valor.

Na hora da raiva você disse tudo que queria, tão pouco ouviu o sentido das palavras que eu tentei dizer.
Anda deslumbrado com o mundo novo. Ele tem carinho e colo, aconchego de amigos e vislumbra todas as coisas belas e pessoas diversas (indo contrário a tudo que sempre comentou).
Eu sou sim simplesmente... aquela “enorme” pessoa que ... Eu.  

Ofereci um coração desconfiado, mas que aprendeu a dar espaço.
Ofereci ombro, e ouvidos e muitas risadas... É o que tenho de melhor.
Um dia desses um vizinho no corredor comentou, “Sempre achei que você não morava ao lado, e estes dias ouvi uma das risadas mais gostosas e era do seu apto”.
Era felicidade, vizinho!
Era poder brincar com todas as coisas sem ferir o outro. Era puro “mimimi”.
Brincar de lutinha como irmãos, sem se machucar. 
Dormir e acordar juntos ou separados, mas em sintonia. 
Dançar no lago ou no mercado, dançar onde quer que fosse.
Era topar todos os passeios malucos que se quer aconteceram ou aconteceriam, mas na imaginação existiam.
Era poder dividir barraca, dividir ideias profissionais e ideias malucas...Risadas! Muitas, das mais escandalosas (as minhas) as mais sem motivos (as suas).
O canil dos vizinhos vai virar recordação...
Era poder olhar de canto de olho e torcer o nariz, e você entender todo contexto.
Poder escrever num pedaço de papel todas as ideias e rabiscos e mesmo assim você ler e guardar (!?)

No fim das contas, a gente precipita as coisas por querer que elas deem certo. Quando o errado de fato seria o ideal. Real ou ideal? 
Seria, mas não é. Então a ausência dói. O silêncio dói... Tentar não sentir nada dói.

Por que sou dessas que sente... Infelizmente.

Um dia aprendo, ou aprendem a me aceitar assim desse jeitinho.

quarta-feira, setembro 14, 2016

A caixa, a cena, a diferença e a vida.

Dos cabelos brancos encaracolados que começaram a surgir em maior número pós 2014. Das mil dúvidas que surgiram pós o coração amolecer mesmo depois de tanta pancada. O que são 6 anos?

Se a cada 365 dias tanta coisa acontece, dois mil cento e noventa dias, é chão hein!?
Chão esse que andou me tirando sono. Sono esse que alimentou expectativa. Expectativa que novamente tirou sono.
É diferença de época, é vivenciar de alguma forma a mesma época. É encontrar duas gerações tão diferentes com valores iguais (talvez) e propostas diferentes de vida.
Bater de frente com uma força pra manter o foco e ao mesmo tempo ser perdido por tanta informação instantânea. É ter a diferença de pensar em estabilidade e ser instável em tantas outras áreas da vida. É ver que arriscar faz bem, que a aventura é incrível, mas ao mesmo tempo lutar contra qualquer coisa que te induza a situações de risco. O que é a vida se não essa vontade latente de acertar e dar certo, quando o “errado” das muitas vezes , pode não ser!?

O teatro de caixa avisou:
Surge o amor na história e com ele? As Dúvidas. E novamente o amor entra em cena, e com ele? Mais dúvidas. Entram os personagens em cena. Pausa dramática! As cenas continuam  e como toda boa história : a crise e o conflito.  Com o desenrolar da história surge: a esperança, e com ela? A alegria.  Novamente o amor é colocado em cena, e com ele? Mais dúvidas! O amor continua, e as dúvidas também (Dizem: o mistério é ser assim). E com o amor vem... Os amigos...  E a história volta a se repetir tantas outras vezes sol a sol  e noite após noite. Mesmo com a lua dos “apaixonados”, ali tão próxima à história se repete em meio a crise, torcendo pra que aconteça a felicidade. Foram assim 28 vezes no espetáculo e na vida real talvez mais... Ou menos...

A história que se passou na caixa, apenas de fato alguns ouviram... Ela passou entre os olhos e o que os ouvidos captaram ali, naquela hora, por fones nos ouvidos. Sem interferência externa, sem opinião alheia. Sem  especulações. Apenas de fato, o que existiu.

Ou não existiu?!

Vai saber!

Já dizia OTM : “Vai saber quem souber me salve!

(Sobra tanta falta)

terça-feira, abril 26, 2016

Também passa...

Dos fins que não justificam os meios, ou justificam.
Sei que a cada dia o processo tem sido de descobertas e tentativas.

As vezes, a sensação é como no famoso ditado: “Descobrir um santo pra cobrir outro”.
Ao descobrir um dos monstros internos e tentando resolve-lo, apareceram tantos outros.

Acreditando que estava resolvendo um problema, criei outras questões aqui dentro. Um “mexido” de sentimentos...

Algumas perdas eu tive...
Já faz tempo que sinto uma frieza desmedida onde “por ser forte” . Não sou das que são calorosamente escandalosas, nem do puro recato, apenas alguém tentando controlar a imensa vontade de dizer o que está vendo e não guardar a bela frase: “Te avisei!” para o final.

Ainda tentando enxergar os ganhos. O coração pedindo paz pra alma inquieta.
E uma voz lá no fundinho dizendo: Vai passar!

“Isso também passa! “.

quarta-feira, setembro 09, 2015

Desejar tudo.

Eu te desejo.
(Título sugestivo né? Rs*)



Sim, eu te desejo mais cafés em todo lugar no mundo.
Mais risadas no final da tarde. 
Um pôr-do-sol de aquecer o coração 
E uma luar daqueles de tirar o fôlego.
Humm pão de queijo! Queijo!
Te desejo que permaneça a humildade conquistada em saber pedir desculpas,
Quando de fato for assumir um erro.
Desejo que prospere ainda mais os sonhos até aqui planejados,
E todos os outros guardados no coração.
Te desejo ainda o que muitos consideraram loucura e pra mim é amadurecimento:
Viagens! Muito mais delas, sempre que for necessário sair da zona de conforto e se reencontrar. 
Reencontrar a essência, a origem, refazer novos finais.
Ah os finais! Nem sempre são felizes, fazem de parte de uma etapa. Já vi finais virarem recomeço.
Te desejo sabedoria pras horas que o coração apertar e quiser sair pela boca,
Tranquilidade e serenidade na hora de pensar e agir.
Te desejo mais “ogrisses”, 
Mais macarrão de madrugada com um bom vinho,
Mais risadas,
Mais programas de pescaria, mais “mexe no meu cabelo”,
Mais “esquenta meus pés”, 
Mais Gabrielas, mais bailarinas, mais administradoras... Todas as mulheres!
Mais intensidade onde quer que vá, durante o tempo que for necessário pra saber definir sobre suas escolhas.
Se isso te fizer mais feliz, mesmo que não pareça, ficarei feliz por você!
Talvez seja esse o real valor da amizade, amar até quando não te faz bem, ainda assim, desejar ver o outro feliz.
Ou talvez burrice. Vai saber!
Pode ser fase, ou não. 
Pode ser que fique assim pra sempre. 
Ainda que tudo que aconteceu se embarace e desembarace daqui 5 anos. 
Não importa. O importante é saber que aconteceu. 
Que vou guardar no coração.
Você, é um mito. Uma pecinha pra lá de irreverente.
Não acredito em coincidências, acredito em sabedoria divina de colocar na nossa vida quem precisamos conhecer.
Independe do que eu te falo de cabeça quente, que é quando 
O coração num “guenta mais” e sai pela boca da maneira errada.
Seja feliz! É o que deseja quem te conheceu e quis desconhecer em 30 dias. 
Quem, talvez, passe alguns meses e você não
se lembre mais. 
Mas, que sinceramente te deseja tudo de bom.


Poderia escrever de diversas formas e diversas línguas, 
O importante é: GosDI Mai doCÊ!
Com afeto,

Gabi.

quarta-feira, julho 15, 2015

O valor de um: Tchau!

   Pudera eu poder voltar no tempo. Talvez, uns 15 anos atrás. Na adolescência tudo é bem I-N-T-E-N-S-O.  Ama se muito, vive, chora, cuida, odeia e questiona-se tudo.  Queria entender se deixei algo lá trás sem resolver. Por quê? Simples. Tenho encontrado pessoas pela vida que parecem ser tão maduras, centradas no que quer pra vida e ‘de repente’ mostram um lado que desconheço hoje nos meus 30 anos.  Minha calmaria vira ansiedade perto de acontecimentos assim. Demoram-se anos pra tentar amadurecer a ideia de não agir por impulso sempre, mas leva-se apenas um mês pra que tudo volte como um tufão. Angustia.
   Será? Que envelheci 20 anos nos dois últimos anos? Será que toda ‘rabugice’* de infância vem de fato de um espírito velho?  Sei, que desde o primeiro relacionamento (se é que posso dar esse nome) em que um garoto de 13 anos me presenteava todos os meses  com mimos comprados com sua mesada, em que mantínhamos uma amizade além da escola desencarnou precocemente, penso em o quanto as ultimas palavras com as pessoas são eternas.  Eternas? Sim. Eternas, ainda lembro-me daquele domingo de janeiro de 1998.
   Como toda pré-adolescente que se preze, eu tinha sonhos, vontades e um turbilhão de sensações acontecendo. Lembro-me do carinho que ele tinha por mim. Da companhia, nos trabalhos feitos em dupla, no qual ele sempre brincava com minha falta de paciência só para ver minhas bochechas rosadas.  Caramba! Como a nossa mente às vezes é um HD, uma caixa preta de informações das quais acreditamos que já esquecemos. Pareço agora ter um filme rodando na mente. (Sinto que vou escrever muito rs*)
   Aquele mocinho sentado na carteira de trás da minha chamava José, apelidado por nós de “Zezinho”. Era tímido, baixinho como eu e  quando ria tinha covinhas logo abaixo das sardas nas bochechas.  Era meu “parzinho” (nome carinhosamente dado por Khalel, meu sobrinho, a pessoas que são companhia um para o outro e se querem o bem um para o outro) em todas as situações, na fila da famosa Hora cívica, nas danças: Junina, temáticas e das olímpiadas, nos trabalhos em grupo e até mesmo nas aulas de natação. As que eu mais burlava por não querer aparecer de maiô. Ah! Aquele menino sapeca, que desamarrava meus cadarços quando não estava vendo só para depois me ‘acusar’ de esquecida. Que por diversas vezes ligava em casa e desligava se não fosse eu quem atendesse. Quantas saudades!
   Ele se foi num domingo. Aquele domingo tinha amanhecido estranho. Um apertinho no peito como se fosse um presságio. Dias antes do fim das aulas, ele tinha escrito um bilhete.  Sim, fui e sou dessas que conversa por papeizinhos.  Nele dizia que “mesmo você brigando comigo, você está sempre em meus pensamentos. Gosto muito de você.” Quando o recebi, quis rasgar, afinal eu não era tão briguenta assim (ou era né?), ia me esquecendo da última frase, daquele bilhetinho com letras tremidas que tem tanto significado pra mim até hoje. No fim das aulas do ano anterior, como de costume, conversamos no final do dia, e ele contou que estava feliz com o início das férias chegando. Que veria seu primo ‘Coxinha’ e que teria vários assuntos pra contar e diversos dias para passear. Despedi no telefone, toda sem graça, desejando um bom fim de semana e querendo mandar beijos, mas morrendo de vergonha. Do outro lado da linha, uma voz mais tímida ainda fala: “Você sabe o quanto gosto de você, não se esqueça disso.” E com a voz ainda mais engasgada respondi: Pode não parecer, mas eu também.
   No sábado, como de costume, a vida andou em família. Sim, sou dessas que a família ficava aninhada na casa da vó, com primas e primos todos jogando “mal, mal”, buraco e coisas afins.  Na noite de domingo o telefone toca, era uma colega da escola dizendo: “ Ficou sabendo? O Zezinho morreu.” Eu com toda a não paciência comentei:  - Poxa! Que brincadeira sem graça Isis. Ela respondeu: “Eu queria te avisar primeiro, sempre gostei dele, mas ele sempre foi apaixonado por você”. Vai aparecer no jornal, me contaram que foi acidente feio. “Queria te ligar pra avisar, bjo.” Sem entender muita coisa, desliguei o tel e comentei com minha mãe, era uma colega da escola, parece brincar com a minha cara com um tipo de brincadeira que eu não gostei. Passado nem um minuto da ligação, o telefone toca novamente e eu atendo na esperança de ser realmente uma “zuação” dela.  A voz do outro lado pergunta: “ Gabi? Você é Gabriela que estuda no SESI?” Eu já tremula respondi: SIM! “Seus pais estão em casa? Posso conversar com sua mãe?” Naquela hora só olhei pra minha mãe provavelmente pálida e passei o telefone dizendo: É pra você!  Em menos de um minuto de conversa vejo os olhos de mamãe olharem pra mim com se fosse “ Como vou te contar isso”, seguidos da frase: Pode deixar, verei como contar da melhor forma , qual será o local?”. 
   Entre a ligação e o velório, pareço ter ficado fora do ar. Lembro-me da minha mãe me contando, explicando que aparentemente ele morreu na hora, sem dor.  E que estava junto da mãe, do primo e da tia. Morreram todos. Horas depois no Fantástico a notícia de que o primeiro acidente do ano registrado após a alteração na lei matará 4 integrantes de uma mesma família em Contagem/MG e havia indícios que o motorista do caminhão que entrou na contramão estava embriagado.  Eu, não conseguia ter raiva , nem chorar, pensava: Como será esse ano (o ano letivo ainda não tinha começado de fato)? E quem vai me fazer raiva, vai aprontar todas, de quem eu comentaria com cara de brava “porque não fez o para casa”. A sensação era de um nó. Um vazio sem ar, um vácuo!
   No dia seguinte, após avisar meio mundo do ocorrido, fomos todos no velório. Eu não chorava, ainda tinha um nó na garganta que me impedia até mesmo de falar. Chegando à sala da funerária, encontro um senhor alto, meio ruivo e sardento como ele que me viu rodeadas de pessoas e disse baixinho: “Você é a Gabi? Ele sempre comentava de você, de que tinha amigos e conversava com todos, que foi por você que ele fez mais amigos. Queria te conhecer em outra situação. Meu filho que era apaixonado por você. E sei que você também é por ele.” Me deu um forte abraço e nessa hora senti que ia cair no chão. Que algumas lágrimas saíram dos olhos e eu mais que depressa as enxuguei. Mamãe veio e perguntou: quer chegar próximo a ele pra despedir? Eu queria, mas também queria lutar pra não ver ele ali, gelado, sem o rosto corado de menino levado. Ele estava ali deitado, gelado como uma pedra na beira do rio, a angústia voltou no peito esmagando o soluço do choro. Uma moça, muito bonita se aproxima, coloca a mão nos meus ombros e diz: “Ele havia planejado te pedir em namoro novamente no seu aniversário. Ele era meu meio irmão, de uns anos pra cá que o conheci, o sorriso dele me encantou desde o primeiro dia. Tenho certeza que lá do céu ele olhará por você, tenho ternura por saber do carinho de vocês. Tão novos e respeitando a vontade um do outro”. Explicando melhor a fala dela, no ano anterior, José tinha me pedido em namoro, após uma festa de Hellowen e eu disse que não. Porque não tinha idade para namorar, e que tinham outras meninas interessadas nele e que talvez um pouco mais velha, saberia como agir com essas situação. O fato era como contar pra minha família que eu tinha um namorado. Timidez boba, já que nossas mães acompanhavam o desenrolar de toda história. O motivo do aniversário, provavelmente por que o dele era um dia após o meu, ele poderia provavelmente alegar que: agora comigo mais velha, poderíamos namorar. Em 98, óbvio, o dia 29/06 não foi o mesmo.  
   O motivo de toda a história contada aqui é: E se o tchau no telefone não fosse como foi? Por muitos meses eu ainda permaneci engasgada, os mais próximos na escola viviam tentando me animar com frases sobre ele, sobre como ele estaria se estivesse vivo após o acidente que foi grave, e de alguma forma, pensar que ele estava em paz me confortava. E que desencarnou junto com a mãe, a quem era  tão agarrado. Não consigo nem imaginar ele sem ela ou ela sem ele. Precoce? Eu sei, ninguém planeja morrer tão jovem. Mas cabe a Deus determinar como cuidar dos “seus”. Passado muitos meses que consegui chorar a ausência que era presença em todo lugar. Um arrependimento? Talvez, só talvez, ter planejado muito os anos dali pra frente de alguma forma com ele. E a vida tentando desde sempre mostrar que: Quem muito planeja, às vezes esquece de viver.  Desde então, e após muitos outros casos que um dia descrevo aqui, que penso em não dormir magoada, não esperar até o outro dia pra resolver mal entendidos, aprendi o valor do “Tchau”. Afobação? Não. Apenas ter a certeza que se por algum desígnio do céus eu for embora amanhã. Com você eu estou em paz! Há muitos que estão em hospitais acamados, por guardarem sensações engasgadas e sentimentos feridos. Não quero ser doença pra ninguém e nem adoecer por ter hesitado em falar.


*Que demonstra mau humor, que não tem tolerância, que vive implicando ou se queixando de tudo

sexta-feira, junho 19, 2015

O que pedimos

O medo, a dúvida, são frutos de nossa insegurança. A insegurança está cercada de elementos que contradizem nossa vivência e impede a fruição de pensamentos positivos. Como na música da Julieta Venegas :
“O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como un laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar”

Ver a letra toda: YOUTUBE


Aquela chavinha da porta que deixamos de abrir para novas oportunidades, o passo a diante que muitos não dão. É o medo do desconhecido que te anula.
Digo isso, por desde criança ser “programada” para enfrentar a vida e muitas das vezes ainda ter medo. Ainda parar de frente a enorme porta de ferro cuja chave está nela e não saber se realmente quero abri lá.
Por que falar sobre tudo isso? O que tem haver com o que “pedimos”?
Simples. Ou parece ser simples, depois de duas noites até dormidas, porém conturbadas em sonhos mil. Se acredito em sonhos? Muitos. Digo sonhos sonhados não sonhos de projetos e metas. Por muitas vezes me ajudaram a resolver questões na vida que neles eu questionei e refleti por muito tempo. Deve ser esse o motivo de falar enquanto durmo rs*.

Pois bem, de uns dois anos pra cá tenho pedido muito esclarecimento divino do que realmente quero e gosto na vida. E se consigo conciliar as duas coisas. Pedi ao universo que me surpreendesse. Sim! Desafiei e duvidei que algo assim existisse.  Existe!
Incrivelmente, encontrei alguém com uma criação, valores e objetivos na vida particularmente parecidos com os meus. Aliás, sempre desejei encontrar pessoas que entendessem minha paixão pela dança e a respeitasse. Que pouco entendesse de cultura, mas respeitasse. Que eu pudesse falar sobre Deus e as diferenças entre as crenças e não me julgasse por isso. Em resumo, que tivesse os mesmo valores e de bom caráter. 
Talvez, o mesmo tenha acontecido com o outro lado da história. Se questionou, ou duvidou, não sei. Mas sinto que por diversas vezes pediu o mundo “surpreenda-me se for capaz”. E novamente, a vida pregou a peça. Diz ter encontrado várias coisas que acompanham a mesma linha de raciocínio, as brincadeiras, os gostos e a forma de respeitar as escolhas e sonhos do outro. Esqueceu, provavelmente, que alguém que faça boa companhia, seria em qualquer lugar e da melhor forma possível. Forma essa que não o afastaria dos amigos, de forma alguma, agregaria outros grupos. Afinal, companheirismo não é para dividir grupos, é ver no outro a felicidade compartilhada e querer também estar nela sem precisar ser DON@ de ninguém.
O incrível? Não são as duas pessoas se conhecerem “num dia improvável”. É elas sem pretensão alguma de fazer acontecer, perceberem que aconteceu. Que a velha história do: “parece que te conheço há anos” é real. E o que impede de continuarem a diante? O medo.
Medo esse de influenciar a vida do outro, de invadir um espaço ocupado hoje por outros problemas e assuntos. Medo esse que envolve a vontade de estar fisicamente perto e provavelmente estar longe por muito tempo nos próximos meses.
Me vi, depois de muitos anos, de mãos e pés atados. Atordoada eu diria. Por não poder resolver da melhor forma possível se não “metendo os pés pelas mãos”. Quando um laço vira nó, ele perde o sentido de ser laço. Mas se há forças suficientes para desamarrotar a fita, a beleza do laço novo será consequência das duas pontas. Compreender, ou tentar, os motivos da outra ponta me fez pensar sobre isso. O que eu pedi por muitas vezes, fui atendida e por medo deixei passar? Até onde nosso medo mascara a oportunidade que a vida nos dá e fugimos? Se há fé, há cuidado e respeito. O desenrolar do nó é consequência, independente dos próximos meses e da boa educação que recebeu.
Entre tantos pensamentos das duas pontas da fita. Fico com a vontade de ser laço, um dos mais bonitos, pelo menos hoje. Afinal, quem estará vivo amanhã?!

Inconsequência? Talvez. Ou talvez seja a vontade de te fazer feliz por hoje. Um dia de cada vez foi assim que 2014 me fez existir...


quarta-feira, março 11, 2015

Quem conta um conto...




E lá se vão 6 ou mais anos. Eu sempre me perco na conta do quanto o tempo passou.
Mas vamos lá, contar uma estória tem sempre 3 versões. A sua, a minha e que de fato aconteceu.
Era uma vez uma menina que acabava de sair de um namoro que lhe rendeu alguns aborrecimentos com o ‘mundo’, afinal, era adolescente e vivia tudo em sua vida com extrema empolgação.
Como de costume, no carnaval do ano seguinte (a todos os aborrecimentos) , foi convidada para acampar com os amigos. Era chegada a hora de rever os amigos de outras cidades, de ter um tempo em paz com seus pensamentos e com Deus. Chegando lá, todas as histórias que ainda a magoavam lhe causaram diversas dores físicas. O que confortava?! As amigas, com ideias em comum ou nada em comum. O famoso “ quarto das ex´s”.
Em uma dessas noites em que passará mal, um jovem de uma cidade vizinha, no qual ela tinha muita simpatia, ofereceu  um “ombro amigo”. Deu vida ao seu sapo de pelúcia e contou histórias sem pé nem cabeça para arrancar o sorriso e a febre. Conseguiu!
Dois jovens, uma que acabava de sarar uma ferida e outro tão disposto a fazê-la sorrir. Foi assim por alguns dias, a amizade estreitou laços. Era inevitável não ficar perto com tanto assunto em comum.  A menina, ainda sentia que aquela amizade lhe fazia bem, mas sentia que não tinha tanta alegria para devolver em troca ao amigo.
O grupo retornou de viagem, e em uma noite próxima eles trocaram bilhetinhos de amizade. O menino ainda com ar de garoto, decidiu oferecer companhia para levar a amiga em casa. No caminho, conversaram sobre todas as afinidades.  Em um impulso de alguém jovem, o garoto pede a menina em namoro. Os dois se olharam. Na cabeça dela passavam-se mil coisas inclusive a possibilidade de magoar alguém tão legal. Ele olhava pra ela aguardando uma resposta, e ela subindo no meio fio (para ficar da sua altura) aceitou com um beijo. 
Como todo casal de recém-namorados, passaram por todas as situações juntos. Conhecer famílias, passeios, “gosto disso ou daquilo”. Muitas atitudes certas, outras tanta equivocadas e o namoro prosseguiu por alguns anos. A cumplicidade dos dois como amigos era tão grande que ela o ajudou a acabar o Ensino Médio que outrora ele postergou. Afinal, a disciplina era de Artes a que ela mais amava. Ele a apoiou no vestibular esteve na torcida e na colaboração pra que o sonho de se formar fosse real. Ela, o fez descobrir o profissional técnico e todas as suas vantagens, o ajudou com trabalhos, e primeiro estágio... Mesmo com brigas e possíveis términos, a amizade e o respeito pelo outro era grande. Até o dia em que a falta do respeito, surgiu. Deu lugar aos ciúmes desmedido, promessas e uma traição extremamente marcante. Afinal, ela era sua ‘amiga-cristã’. As brigas se intensificaram e respeito foi desaparecendo... Tentaram diversas vezes se acertar, mas por serem geniosos não queriam dar o braço a torcer que o relacionamento havia acabado.  Meses se passaram entre inda e vindas e discursões, e o namoro supostamente escondido (de quem?), realmente acabou. Pareciam mais maduros, e certos de que estavam causando sofrimento a eles mesmo e as famílias. A amizade? Por um tempo, teve que se criar um espaço para cada um criar sua vida sem o outro, afinal, muitos amigos em comum, muitas histórias juntos, o mundo parecia tecer uma ‘teia’ entre eles sobre todos os assuntos. Romper? Talvez não. Apenas um tempo para separar as coisas.
E assim foi. Ele se formou, e a convidou para formatura como sinal de reconhecimento. Ela formou, e o convidou como forma de agradecimento a toda ajuda. E o respeito voltou a aparecer.
Em agosto de 2009, no mesmo mês de sua formatura, ela decide ir para outra cidade. Quem a conhece sabe bem que o desejo de mudança sempre foi latente naquele coração de bailarina. Ela ensaiara uns anos antes indo morar no interior, e agora sairia do estado. Com a benção da família e com todas as incertezas na cabeça ela muda de cidade, e despede de todos em sua formatura.
E os dois? Ele é enviado a trabalho para outro estado, ainda mantém contato com ela voltaram à velha amizade, os tempos que falavam do dia, das alegrias das dificuldades... Ele retornou para a cidade dele, e ela permaneceu em outro estado. Em pouco menos de 3 meses ela retorna a cidade natal para uma apresentação de dança, no qual ela conseguiu retornar a pratica depois de vários problemas, e ele aparece com alguns da sua família. Ela se sente confortadas pela presença dele e de todos os outros amigos.
Passado o encontro, a amizade estremece por motivos nunca explicados por ele. A mãe da menina, agora mais madura, aconselha a deixa-lo de lado, pois ‘se fosse seu amigo de verdade lhe diria o que ela teria feito de tão grave, e se acertariam, afinal amizade tem altos e baixos e é baseada em compreensão’. Dalí para frente tudo entre os dois muda.
Não há afeto, não há amizade, nem compreensão. Somente a proposta dele de quando em contato um com outro, seriam apenas dois estranhos. Ela segue o determinado por ele, inclusive em eventos de família... No começo ela entristeceu. Mas manteve com ela todas as atrapalhadas que os dois, ainda meninos, se meteram e todas as alegrias inclusive brigas. E viu que era hora de seguir em frente. Deixava um capítulo da história inacabado por falta de comunicação, mas finalizado para seguir em frente. Dalí em diante não haveria espaço para recaídas, para falsas esperanças nem possibilidades. Passou a desejar que o melhor estivesse por vir na vida dele inclusive na sua, e não sobrou mágoa nem afeto, apenas carinho por todas as recordações.
Alguns anos se passaram, ela segue a vida, ele também. Muitos ao redor não compreendem como duas pessoas que viveram intensamente uma amizade, hoje, não mantêm nem se quer contato. Não se cumprimentam nem por educação. Alguns, enganados com os “achismos” e julgamentos, o fazem lembrar-se da existência dela sempre que possível, enquanto ele mesmo não o faz. Ela, como sempre foi comunicativa, mantem contato com as “teias” os laços de amizades, afinal, foram anos juntos, foram momentos construídos com todos. Não criando relação com o passado ou a ideia de querer reviver tudo de novo, e sim de um passado vivido cheio de situações inusitadas e obvio com lembranças. Afinal, como muitas outras histórias, ela aconteceu com duas pessoas ainda jovens que hoje adultas entendem que não haveria como continuar a diante. Cada um seguiu a vida no seu ritmo, compasso, e contratempos...

Na música da vida, as notas com sentimentos valores diferentes se atraem, mas descobrem que o descompasso não os fará a virar música. Assim, cada uma vai a busca de um novo som, uma nota que vibre no mesmo ‘tom’.

“Quem conta um conto, aumenta um ponto. “ Será? 

sexta-feira, junho 20, 2014

Pão de queijo


Estaria tudo bem, se não só 2 reais e a dignidade amassados na mão, eu fiquei.

Foram 4 horas assim.


Início

Lugar relativamente cheio, logo em seguida você. Despretensiosamente amarrotado e charmoso.

Exitei em ir até você, afinal mil e uma pessoas no mesmo espaço e entre nós.


O erro

Decidi então que de forma "moleca" e sem refinamentos lhe enviaria um correio elegante.

E onde estavam às ditas cujas que foram preparadas para enviar a mensagem que falava de abraço? Sumiram...

Lá se foram quase 2 horas de procura.


Constatação

No decorrer de um "olá” e muitos abraços, da procura incansável de trocar a ficha do quentão, vejo você.

Agora aquecendo outro corpo, dedicando os ouvidos a outras falas...

Distanciei, distrai com a música que pra mim soa como um amor. Aquece o coração e a alma: forró.


Os dois reais permaneceram amassados na mão, agora sem coragem (necessidade) de sair de onde estavam.


Distrai novamente, dançando! O forró mais rápido de todos com vigor, pra exalar os sentimentos/pensamentos ruins.


Como dois adultos, nos cumprimentamos, tive que conviver outros longos prováveis 60 minutos com você do meu lado, aliás vocês.

Abstraí por diversas vezes, afinal o forró estava tão bom!!!


Imaginei tantos por quês que me esqueci do obvio. Falta de interesse.

Desisti de imaginar.

Voltei  pra casa com o coração mais leve, ainda que azedo pelo situação e não pelo fato.


Como massa de pão de queijo que estraga e se joga fora, mas o desejo de comer não passa...

Desfiz da massa...


Fico com a vontade do pão de queijo.

Minas, aí vou eu!

quinta-feira, julho 28, 2011

Antes que seja tarde

O dia amanheceu feliz apesar de todo cansaço físico. Notícias durante o dia nem tanto, amigos perdendo amigos do peito em acidentes, e jornal julgando como bem quer a notícia, eu sentindo um clima de despedida em diversas ocasiões.

♫  "alguma coisa acontece em meu coração" ♪...

Como a minha  vida tem trilha sonora, hoje vamos "mais do mesmo" quem me conhece saber bem minha relação com Pato Fu em específico duas músicas. Uma delas :



Bjinhos com gosto de sexta que tá logo alí.