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segunda-feira, outubro 28, 2019

Escolhas

Uma vez, alguém bem próximo me perguntou por que eu não conseguia ter minhas próprias coisas como minhas amigas de infância que hoje são noivas, casadas, mestrandas, com carteira, carro e casa. Aquilo no começo me doeu bastante. Ainda mais vindo de quem veio. Hoje, eu tenho um pouco mais de discernimento pra compreender que cada um faz escolhas e com elas tudo têm seu ônus e bônus.
Sai de casa com quase 20 anos, de lá pra cá são praticamente 15 anos. Saí pra poder ficar mais próxima da cidade que fazia estágio na época, não passou muito tempo mudei de estado e desde então a vida tem se mostrado desafiadora todos os dias.  Talvez (leia bem, talvez) se eu tivesse ficado no conforto da casa de meus pais até hoje trabalhando, estudando eu realmente teria bens materiais que a maioria hoje tem. Foram muitos anos “sozinha”, custeando a vida sozinha, pagando aluguel, remédios, consultas, locomoção, tudo sozinha*. Hoje, olhando pra trás vejo quantas outras riquezas eu conquistei que não são atreladas ao dinheiro nem a conquistas materiais. De todas, eu ainda me oportunizo dançar. Crescemos dançando...E muitas com tempo deixaram a dança de lado. E eu, bom, talvez seja a pessoa mais sem foco na vida, ou por ter uma inquietação tão grande com o mundo vivo estudando várias coisas.  Talvez seja essa inquietação que me faça não me encaixar em padrão nenhum dito como “comum”. Talvez seja essa inquietação com o mundo que me faça estudante das Artes, das linguagens e da vida. Sigo, com a vida progredindo, agora um pouco mais coerente com o que a sociedade quer. Mas, não por pressão, simplesmente por que a vida acontece... Vem acontecendo.
Amanhã talvez eu mude de ideia, e continue a estudar fazendo um curso de Direito talvez, continuando a financeiramente gastar em estudo e continuando a não ter uma carteira. Mas, de algo eu não posso nunca me culpar, de ter vivido e feito escolhas no passado que me dão a liberdade de ser quem eu sou hoje. Sim! Ainda uma pessoa sem filhos, sem casamento, sem diversas coisas... E com tantas outras tão boas de viver/sentir.
Ao universo, aos próximos  que estão juntos disso tudo, gratidão!

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Sobre o primeiro ano e todos os outros - 04 de Fevereiro

Desejei, que o dia passasse rápido.
Que os pensamentos não me lembrassem a toda hora que olhasse no relógio do trabalho, que hoje é dia quatro.
Quatro de um mês que tem feriado.
Quatro, da saudades de outros anos. Quatro, de todos os outros dias e anos que estão por vir.
Hoje, eu não dormi.
Rolei na cama de um lado pro outro tentando contar carneirinhos (como você me ensinou), tentando ouvir a respiração e o coração pra ver se distraia a cachola e o sono chegava.
E olha, alguém aí em cima entendeu! Fez descer lágrimas que corriam aqui embaixo cair daí de cima do céu.
Nesse misto de aperto no peito cheio de saudades de ficar juntinho e te falar pra “parar de me abraçar” (me sufocando as vezes) veio o desejo de deixar a vida mais leve, fazer com que ela tenha sentido, depois de tanto esforço de vocês, por mim, ou melhor, por nós.
São 12 meses...
Doze de tantos outros...
Parece que foi ontem que o celular tocou pra me dar a notícia.
Parece que foi ontem, que despedi de vocês após dias de férias “em casa”.
Foram dias e finais de semana que o melhor era ficar todo mundo aninhado em cima de vocês depois do almoço. Ver filme com todo mundo cochilando e falar sobre fotografia, câmeras, e de como “anda a vida em Londrina”.
Comentamos outro dia, neste ano, como era divertido ver mamãe “reclamando” que na noite anterior quase não dormiu porque você de pés frios (tenho a quem puxar) encaixou nos dela e mesmo sentindo calor, ela deixou.rs* Li, e revi também os cartões postais que mandou durante o namoro de vocês. 
Não tenho idealização de perfeição em relacionamentos, Pai.
Mas, se o moço, ora barbudo, ora loiro, ora negro, aí de cima deixar...
Quero algo que pareça com metadinha do que presenciei com vocês.
Ainda bem que amadureci a tempo de entender os puxões de orelha, a correção e até quando “implicava” comigo.
“Tuniquinha!” Como a maioria me chamava quando criança, e hoje, nem um terço parecida com você. Tenho muito o que aprender.
Não escrevo por remorso. O tempo foi o suficiente em vida pra dizer o quanto amo você. Escrevo, porque sou assim, desde pequena. A pequena ás vezes áspera e madura demais e ora a que amanteigava nos pensamentos e nas palavrinhas escritas.
Fazer com que as tais palavrinhas saíssem do papel, por um tempo na famosa“aborrescência”,foi complicado, né?! Ainda bem que passou.
Sempre engasguei pra falar quando sentia que estava falando tudo aquilo que vinha láááá do fundinho. Lugar esse que as vezes desconheço se fica entre os rins, ou do lado esquerdo do peito. Engasgava e em seguida corria lágrimas no cantinhos dos olhos de quem não queria chorar. E a melhor resposta que tinha nessas situações era o abraço. Ainda amo abraços.
Naquela quinta-feira, fevereiro de 2015, tentei dar o melhor dos meus abraços na mamãe. Engasguei e agradeci todo mundo á presença e despedi ali do seu corpo físico... Senti falta do seu abraço pra poder chorar.
Talvez, hoje, eu queria só isso! Um desses abraços grudados que você me dava e as vezes sem pensar, parei distribuir.
Saudades sua, eu sinto.

segunda-feira, março 27, 2017

Ah! Essa menina.

Ela nasceu no Nordeste.
Não, não...  Ela é de Minas Gerais.

Já me avisaram que mineiro é “baiano que não terminou de subir a serra”.
Parou  no caminho pra uma prosa, pra uma reza e quisá um golin de pinga.
Quem dera, tivesse mar  pras bandas de lá.

O coração dela já parou e voltou a bater inúmeras vezes.
Quase morreu de amor...
Quase se foi com a solidão...
Solidão que ela escolheu por querer um mundo só seu.

Das asas que os pais deram, ela aproveitou para voar.
Do chão que a razão lhe traz ela aprendeu a pegar impulso.
E do coração que nasceu com ele, ela ainda teima em escutar.

Ah! Essa menina. Essa menina de moça prosa, que é ligeira e não é formosa.
Geniosa! As vezes teimosa.

Ah! Essa menina...
Não faz parte desse mundo quando dispara a falar da vida.
Quem dera poder enxergar a vida por esses olhos brilhantes.
Que insiste em ter uma felicidade constante.

Insiste em dizer que já viveu um século.
Que tem a alma jovem e o espírito de velho.

Pouco sabe ela o que quer da vida.
Pediu o universo que traga alegria.

A alegria vem todo dia ao amanhecer...
Quando ela encontra motivos para agradecer.
Ela abre os olhos e lembra que hoje não é mais um dia.
Hoje é O dia pra viver.


Ah! Essa menina...


sexta-feira, novembro 11, 2016

Mandei carinho pra além daqui...


Tem muita tempestade iniciando em copos razos.
Razos de alegria, de passividade, razos...

Hoje, pedi de coração pra que toda energia chegasse onde precisava chegar.
Talvez o campo de abrangência não seja dos melhores, ou a frequência não seja clara.
Mas, acredito que fruiu.

Foi ver como você estava, e retornou com o “cuide-se”.

Obedeci.

O corpo por fora anda claro e sem cor e por dentro meio apodrecido em decepção.
Com dias contados vai embora. Estando de volta a oportunidade de fazer acontecer de novo, e de novo... Quantas vezes forem necessárias para aprender.

Não questiono mais, “por quê comigo”, “pra quê”.
A pergunta virou o quê aprender com isso.
E a mais clássica: Isso também passa.

Acordei feliz, e com uma saudade imensa das minhas origens leia-se família.
Contando os dias...

De um certo dia chamado ontem.

10/11/2016

terça-feira, novembro 17, 2015

Sutilezas


O que falar das sutilezas que deixam marcas?
Há quase 15 dias que antes de dormir fico pensando na forma como as coisas vão acontecendo na vida o que te “separa” ou “une” as pessoas.

Me lembro bem de cada um dos meus amigos. O que aqueles que o dizem ser. Talvez, esse seja meu mal, lembrar muito das pessoas ou o que fizeram comigo. Ainda tento entrar no estágio alfa do meu pai que dali um tempo esquecia do que quer tivesse acontecido.

Ando mais seca, mais fria e mais distante de muitas pessoas. Creio eu que para evitar ainda mais expectativas que não são nem 50% do que a pessoa é. É apenas como ela acredita que é. E obvio, analiso se isso de fato também acontece comigo. Não sou perfeita, porém considerada a chata por maioria das vezes por ser aquilo que realmente passo pras pessoas.

2015 um ano tão complicado e tão divisor. Acredito que com o desencarne do meu pai eu passei a avaliar quem são realmente meus amigos. Ver tantos amigos dele vindo de longe pra dar um abraço em minha mãe e um apoio a família foi essencial. Mas, é quem me conhece de fato, verdadeiramente sabe o que me decepciona e se isso acontece consegue avaliar se vale a pena ou não. Quantas vezes eu pedi desculpas? Aprendi muito  a saber que no auge de uma discussão não há certeza pra ninguém, somente quando a cabeça esfria e você consegue ponderar todos os fatos. Foi um ano de amizades que prometem coisas (sem você pedir) e depois simplesmente dizem não entender você ficar indiferente.


O casal
Na dor do outro, é comum você tentar estabelecer um apoio. Mas prometer coisas do tipo: “Se pudesse estaria com você nem que seja no fim de semana pra te alegrar” e na primeira oportunidade ir pra “mais do mesmo”  porque hoje casada precisa acatar as decisões do marido, aquele que você ajudou a unir no momento de crise do casal, mas que ela alega que ele não gosta de você. Poxa! Penso pra quê ajudei na época. Inclusive a amiga em questão ficou com raiva por que não queria me ouvir e disse estar falando coisas erradas. Tão erradas que hoje estão casados. Entre músicos, arquitetos e confusos salvaram se todos. Desejo felicidades pra toda vida juntos!

Promessas
Promessas falidas de pessoas que diante a morte do meu pai prometeram visita, companhia e várias coisas  e simplesmente não apareceram. Alguns comentaram que era um momento que eu deveria querer ficar sozinha. Não!!! A sua reação não é a minha, se tem dúvida, pergunte! Cada um leva uma vida com seus próprios problemas mas uma coisa que preservo desde a infância é: Não prometa! Eu vou lembrar do que prometeu. E foi assim, mais de 20 dias em MG e promessas e promessas falhadas e descumpridas como se nada tivesse acontecido.

E eu? Bom, com essa memória de elefante (como meu pai falava) lembro delas e começo a não acreditar mais em muita coisa do que a pessoa diz. Esfrio, talvez venha daí a parte do “você não é mais a mesma”. Poxa! Como ser a mesma? Nossos pais não são eternos, e você ainda vai passar pelo mesmo que eu. Espero eu que não tenha as mesmas decepções.

Sobre o passado
Em 2009/2010 me decepcionei com uma grande amiga da faculdade, as atitudes dela não eram coerentes e chegou a duvidar do que eu disse. Depois tentei contato para acertamos, em vão. Desde que vim para Londrina já ouvi diversas conversas tipo “ quando puder vou aí” . Vi que o glamour hoje em dia é postar as coisas no FB. E o fato de você ser alguém que vive coisas simples, não representa muito isso. Obrigada por quem esteve aqui por quase 4 dias e não avisou. Deve ter notado que procurei encontrar mas sou adepta do: Se não me procurou na certa não faço falta.

Ainda sobre o passado
Durante um período, alguns anos, adotei e fui adotada (acreditava nessa reciproca como verdadeira) por uma família cristã. Independente do laço de relacionamento com um dos filhos da família tinha eu um carinho como se fosse meus pais. Por vários motivos, inclusive minha mudança de estado acabamos nos afastando. Tentei contato um tempo, mas vi que era uma via de mão única  e parei. Engana-se pensar que era por causa do ex-relacionamento, era pelo contato e pelo carinho mesmo durante anos. Cansei! Abri mão disso quando meus pais comentaram que eu mudei eles não, se quisessem mesmo contato manteriam ao menos com eles. Pois bem! Meu pai desencarnou e nem um “meus sentimentos” recebi. A quem diga que evitam o meu nome ou falar sobre devido a atual nora. Não consigo definir que sentimento tenho diante dessa hipótese. Sério que eu apresento tanto risco assim ao relacionamento de um casal? Muitos holofotes pra um assunto passado. Só acho, aliás certeza. No fim fica o “Obrigada” por toda aquela época, mas hoje quero distância de pessoas que pensam assim... Costumava dar tanta importância pro sentimento que nutri, que hoje vi que foi sozinha. Considerei-os minha família enquanto fui só mais uma a passar por ali. Mais uma a ajudar em eventos, em ideias...Enfim...

Mínimas coisas
Sou daquelas que se convidada e afirmo que vou, quebrando esse trato sofro por ter dado minha palavra. Sério! Por meses foi motivo de terapia por esquecer as vezes da vontade de “hoje não quero fazer nada” e ir em tudo que era convidada. Quem dera eu ser rica pra ir em tudo que me convidam, quem dera eu ter regalias e entradas liberadas  que garantam minha presença. Quem dera eu não lembrar que do mesmo jeito que vou em uma apresentação sua quando convida, quando convido para as minhas e você não demonstra nenhuma inclinação a ir não te vejo mais da mesma forma. Por que não pedi que você simulasse um interesse. Prefiro o “aí, você sabe que não gosto de dança”. Mas, por favor dali em diante não me deixe presenciar nenhum comentário seu pra outras pessoas do tipo: “Adoro cultura”. Vamos pensar antes de falar, afinal defina o que faz parte da cultura?


As pessoas tendem a descontar nos mais próximos suas fraquezas, pode não parecer , mas sei disso. Só é realmente uma conflito interno preocupar com você enquanto todos esperam que pelo seu excesso de maturidade tenha que entender tudo o tempo todo e lidar bem com isso. “Ah mas você é tão madura, tão  inteligente que não pode ligar pra essas coisas”. Um dia ou outro “ok”, mas TODAS as vezes nem sempre  estou também num bom dia.  Do lado de cá ainda é um coraçãozinho bom, que como de todo mundo tem uns dias não tão bons assim. 

quarta-feira, julho 15, 2015

O valor de um: Tchau!

   Pudera eu poder voltar no tempo. Talvez, uns 15 anos atrás. Na adolescência tudo é bem I-N-T-E-N-S-O.  Ama se muito, vive, chora, cuida, odeia e questiona-se tudo.  Queria entender se deixei algo lá trás sem resolver. Por quê? Simples. Tenho encontrado pessoas pela vida que parecem ser tão maduras, centradas no que quer pra vida e ‘de repente’ mostram um lado que desconheço hoje nos meus 30 anos.  Minha calmaria vira ansiedade perto de acontecimentos assim. Demoram-se anos pra tentar amadurecer a ideia de não agir por impulso sempre, mas leva-se apenas um mês pra que tudo volte como um tufão. Angustia.
   Será? Que envelheci 20 anos nos dois últimos anos? Será que toda ‘rabugice’* de infância vem de fato de um espírito velho?  Sei, que desde o primeiro relacionamento (se é que posso dar esse nome) em que um garoto de 13 anos me presenteava todos os meses  com mimos comprados com sua mesada, em que mantínhamos uma amizade além da escola desencarnou precocemente, penso em o quanto as ultimas palavras com as pessoas são eternas.  Eternas? Sim. Eternas, ainda lembro-me daquele domingo de janeiro de 1998.
   Como toda pré-adolescente que se preze, eu tinha sonhos, vontades e um turbilhão de sensações acontecendo. Lembro-me do carinho que ele tinha por mim. Da companhia, nos trabalhos feitos em dupla, no qual ele sempre brincava com minha falta de paciência só para ver minhas bochechas rosadas.  Caramba! Como a nossa mente às vezes é um HD, uma caixa preta de informações das quais acreditamos que já esquecemos. Pareço agora ter um filme rodando na mente. (Sinto que vou escrever muito rs*)
   Aquele mocinho sentado na carteira de trás da minha chamava José, apelidado por nós de “Zezinho”. Era tímido, baixinho como eu e  quando ria tinha covinhas logo abaixo das sardas nas bochechas.  Era meu “parzinho” (nome carinhosamente dado por Khalel, meu sobrinho, a pessoas que são companhia um para o outro e se querem o bem um para o outro) em todas as situações, na fila da famosa Hora cívica, nas danças: Junina, temáticas e das olímpiadas, nos trabalhos em grupo e até mesmo nas aulas de natação. As que eu mais burlava por não querer aparecer de maiô. Ah! Aquele menino sapeca, que desamarrava meus cadarços quando não estava vendo só para depois me ‘acusar’ de esquecida. Que por diversas vezes ligava em casa e desligava se não fosse eu quem atendesse. Quantas saudades!
   Ele se foi num domingo. Aquele domingo tinha amanhecido estranho. Um apertinho no peito como se fosse um presságio. Dias antes do fim das aulas, ele tinha escrito um bilhete.  Sim, fui e sou dessas que conversa por papeizinhos.  Nele dizia que “mesmo você brigando comigo, você está sempre em meus pensamentos. Gosto muito de você.” Quando o recebi, quis rasgar, afinal eu não era tão briguenta assim (ou era né?), ia me esquecendo da última frase, daquele bilhetinho com letras tremidas que tem tanto significado pra mim até hoje. No fim das aulas do ano anterior, como de costume, conversamos no final do dia, e ele contou que estava feliz com o início das férias chegando. Que veria seu primo ‘Coxinha’ e que teria vários assuntos pra contar e diversos dias para passear. Despedi no telefone, toda sem graça, desejando um bom fim de semana e querendo mandar beijos, mas morrendo de vergonha. Do outro lado da linha, uma voz mais tímida ainda fala: “Você sabe o quanto gosto de você, não se esqueça disso.” E com a voz ainda mais engasgada respondi: Pode não parecer, mas eu também.
   No sábado, como de costume, a vida andou em família. Sim, sou dessas que a família ficava aninhada na casa da vó, com primas e primos todos jogando “mal, mal”, buraco e coisas afins.  Na noite de domingo o telefone toca, era uma colega da escola dizendo: “ Ficou sabendo? O Zezinho morreu.” Eu com toda a não paciência comentei:  - Poxa! Que brincadeira sem graça Isis. Ela respondeu: “Eu queria te avisar primeiro, sempre gostei dele, mas ele sempre foi apaixonado por você”. Vai aparecer no jornal, me contaram que foi acidente feio. “Queria te ligar pra avisar, bjo.” Sem entender muita coisa, desliguei o tel e comentei com minha mãe, era uma colega da escola, parece brincar com a minha cara com um tipo de brincadeira que eu não gostei. Passado nem um minuto da ligação, o telefone toca novamente e eu atendo na esperança de ser realmente uma “zuação” dela.  A voz do outro lado pergunta: “ Gabi? Você é Gabriela que estuda no SESI?” Eu já tremula respondi: SIM! “Seus pais estão em casa? Posso conversar com sua mãe?” Naquela hora só olhei pra minha mãe provavelmente pálida e passei o telefone dizendo: É pra você!  Em menos de um minuto de conversa vejo os olhos de mamãe olharem pra mim com se fosse “ Como vou te contar isso”, seguidos da frase: Pode deixar, verei como contar da melhor forma , qual será o local?”. 
   Entre a ligação e o velório, pareço ter ficado fora do ar. Lembro-me da minha mãe me contando, explicando que aparentemente ele morreu na hora, sem dor.  E que estava junto da mãe, do primo e da tia. Morreram todos. Horas depois no Fantástico a notícia de que o primeiro acidente do ano registrado após a alteração na lei matará 4 integrantes de uma mesma família em Contagem/MG e havia indícios que o motorista do caminhão que entrou na contramão estava embriagado.  Eu, não conseguia ter raiva , nem chorar, pensava: Como será esse ano (o ano letivo ainda não tinha começado de fato)? E quem vai me fazer raiva, vai aprontar todas, de quem eu comentaria com cara de brava “porque não fez o para casa”. A sensação era de um nó. Um vazio sem ar, um vácuo!
   No dia seguinte, após avisar meio mundo do ocorrido, fomos todos no velório. Eu não chorava, ainda tinha um nó na garganta que me impedia até mesmo de falar. Chegando à sala da funerária, encontro um senhor alto, meio ruivo e sardento como ele que me viu rodeadas de pessoas e disse baixinho: “Você é a Gabi? Ele sempre comentava de você, de que tinha amigos e conversava com todos, que foi por você que ele fez mais amigos. Queria te conhecer em outra situação. Meu filho que era apaixonado por você. E sei que você também é por ele.” Me deu um forte abraço e nessa hora senti que ia cair no chão. Que algumas lágrimas saíram dos olhos e eu mais que depressa as enxuguei. Mamãe veio e perguntou: quer chegar próximo a ele pra despedir? Eu queria, mas também queria lutar pra não ver ele ali, gelado, sem o rosto corado de menino levado. Ele estava ali deitado, gelado como uma pedra na beira do rio, a angústia voltou no peito esmagando o soluço do choro. Uma moça, muito bonita se aproxima, coloca a mão nos meus ombros e diz: “Ele havia planejado te pedir em namoro novamente no seu aniversário. Ele era meu meio irmão, de uns anos pra cá que o conheci, o sorriso dele me encantou desde o primeiro dia. Tenho certeza que lá do céu ele olhará por você, tenho ternura por saber do carinho de vocês. Tão novos e respeitando a vontade um do outro”. Explicando melhor a fala dela, no ano anterior, José tinha me pedido em namoro, após uma festa de Hellowen e eu disse que não. Porque não tinha idade para namorar, e que tinham outras meninas interessadas nele e que talvez um pouco mais velha, saberia como agir com essas situação. O fato era como contar pra minha família que eu tinha um namorado. Timidez boba, já que nossas mães acompanhavam o desenrolar de toda história. O motivo do aniversário, provavelmente por que o dele era um dia após o meu, ele poderia provavelmente alegar que: agora comigo mais velha, poderíamos namorar. Em 98, óbvio, o dia 29/06 não foi o mesmo.  
   O motivo de toda a história contada aqui é: E se o tchau no telefone não fosse como foi? Por muitos meses eu ainda permaneci engasgada, os mais próximos na escola viviam tentando me animar com frases sobre ele, sobre como ele estaria se estivesse vivo após o acidente que foi grave, e de alguma forma, pensar que ele estava em paz me confortava. E que desencarnou junto com a mãe, a quem era  tão agarrado. Não consigo nem imaginar ele sem ela ou ela sem ele. Precoce? Eu sei, ninguém planeja morrer tão jovem. Mas cabe a Deus determinar como cuidar dos “seus”. Passado muitos meses que consegui chorar a ausência que era presença em todo lugar. Um arrependimento? Talvez, só talvez, ter planejado muito os anos dali pra frente de alguma forma com ele. E a vida tentando desde sempre mostrar que: Quem muito planeja, às vezes esquece de viver.  Desde então, e após muitos outros casos que um dia descrevo aqui, que penso em não dormir magoada, não esperar até o outro dia pra resolver mal entendidos, aprendi o valor do “Tchau”. Afobação? Não. Apenas ter a certeza que se por algum desígnio do céus eu for embora amanhã. Com você eu estou em paz! Há muitos que estão em hospitais acamados, por guardarem sensações engasgadas e sentimentos feridos. Não quero ser doença pra ninguém e nem adoecer por ter hesitado em falar.


*Que demonstra mau humor, que não tem tolerância, que vive implicando ou se queixando de tudo

domingo, fevereiro 16, 2014

Ciclos

Mais um ano. 

Meu blog deixou de ser: semanal, quinzenal, semestral e passou a ser anual. Entra ano e sai ano, algumas dúvidas aparecem outras somem... 


Ciclos... 

Aqueles que estendem se.Outros que acabam. Tantas coisas para resolver, ou apenas "deixar o corpo ir". Sim! Estranho não parecer comigo este tipo de atitude. Há diferença em "empurrar com a barriga" e "deixar o corpo ir". Aquela sensação que viver pensando no ontem e preocupada com o amanhã me adoece.

Presente! Viver do "agora"é tão estranho. Falta de costume. Nessa tentativa do viver o hoje, que me descobri, redescobrindo coisas. Coisas? Fatos? Pessoas? Ah sim! Situações. Daquelas que acreditava não presenciar mais.

Encabulei, as pernocas tremeram, a voz engasgou e o sentimento entalou. Entalou de forma que me consumiu, me fez querer vomitar o que não me fazia bem. O desconhecido, ou o conhecido de forma desconhecida. O coração parou, palpitou, e hoje tennta ficar em 'paz', tudo em 15 dias. Um turbilhão de emoções e descobertas. Hoje procuro paz, mas me pego pensando na definição do que realmente é. 

É engolir um não, ou suposto não e seguir a vida. É entender que o tempo supera todas as coisas, aliás, transforma. É pegar pensando que 'valeu a pena'. É desejar bem, mesmo quando o sentimento ainda ferido te entristece. 

Outro dia, peguei pensando, esmiuçando o que ouvi. A maioria das vezes o que um 'doente' precisa é de amor. Amor, na simplicidade da palavra. Sentir que alguém te quer bem, te deseja o bem. Amor! Amor de mãe, de pai, de irmão, de amigo (a), do namorado,  simplesmente: Amor.  Aquele de ver o outro feliz e poder sorrir junto, carinho o cuidado de um: alô do outro lado da linha. Tá ok, me rendendo a tecnologia:um sms no meio do dia pra dizer que lembrou de você.Tenho pra mim que as coisas mais simples da vida, são as vezes as que complicamos mais.

Me vi pensando em coisas que ha muito tempo, pra ser sincera anos, não pensava. Como é bom pode imaginar envelhecer ao lado de alguém que sabe o valor de 'um beijo na testa' que vai entender que quando não houver sexo, a presença é muito mais importante. Aquela coisa de sentir o frio na barriga quando vai encontrar e ainda sim, sentir como velhos amigos. Acredito que voltei a me apaixonar. Pasme! Sim, talvez platonicamente. Por quê? Porque me pego sozinha, pensando em coisas boas, mas sozinha. Eu sei, ficantes, beijantes nada são além de tentativas, porém o pensamento acaba voltando na mesma página. Aquela que precisa ser 'colorida' pra dar certo.  (Se já não coloriu)

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Quase o caos


Há praticamente um ano que apareci por aqui e postei um texto sobre 2012. Este ano acabou sem praticamente um outro texto que valesse a pena (se é que algum vale). Para 2013 não pretendia escrever nada, fato. Afinal, reclamar da vida pra quê? Se tenho que agradecer.

Talvez a forma com que fico remoendo, analisando, todas as coisas, ou me corrói ou me deixa mais afim de que todas as outras aconteçam.
É 2013, você vem como realmente uma fase. Fase após uma outra que aprendi muito... E desaprendi um outro tanto. Confusa? Não, apenas crendo que a quebra de paradigmas é fundamental na construção do meu dia a dia. Fazer o que sempre duvidei que poderia, e não fazendo o que seria ululante fazer.

Ainda penso em vender conselhos, tem coisas na vida que você passou por tantas vezes burramente, que hoje sendo perito, nem se atreve mais em pensar como seria em passar pelo mesmo. Afinal, as coisas “mudaram”. Uma pena, nem sempre quem precisa realmente percebe (lo sinto malucas de plantão).

Por que o caos?
Porque foram quase 16 dias de férias em que descansar a mente foi um pouco quanto complicado, mas ao mesmo tempo renovei alguns “ sentimentos”. É muito bom saber a minha origem. Ter orgulho de onde nasci, de ter a educação e o carácter que me ensinaram, mesmo compreendendo que sou extremamente chata. Eu sei disso, e sei que você aí do outro lado concorda.

Fico por aqui, devendo um outro texto, daqueles com jeitinho de testamento. Um quê de quem anda reparando muito a vida... reparando os detalhes, e ao mesmo tempo planejando sem planejar o ano. O mundo muda constantemente. A ausência torna-se presença dos verdadeiros. A caridade uma raridade e seus medos geralmente realidade se não combatê-los . Um 2013 de saúde... o restante sempre dá se um jeito.  Sei bem disso!

quarta-feira, dezembro 28, 2011

2012 e todos os outros


Escrever é sempre o melhor remédio.
Digo isso de uma forma simplista.

2011 foi o ano divisor de águas, fato. Aquela velha historinha de afastar as pessoas que não te fazem bem, aproximar tantos outros que fazem o necessário pra te fazer feliz,(elas) existem!

Post com jeito de ano velho x ano novo.
Tenho visto mediocridade, falsidade e a valorização desacerbada de coisas fúteis de hoje e mesmo com tudo isso, tenho fé na humanidade (nos seres humanos nem tanto).
É a velha historinha de não esperar do próximo valores. E adorar no outro a alegria. O ano vai se despedindo e com ele deixo o querer para o “poder ser” ficar ainda mais latente.

Os projetos que tanto prometi não fazer, já fiz. Na verdade, organizei as ideias. Da forma mais incentivadora e positivista tudo vai acontecer de forma estruturada dando certo ou errado os riscos são menores. Estou quase fazendo uma analise Swot do ano. Que venha com medidas e cuidados. Com acertos e erros. Porém que eu não me curve nas dificuldades que com certeza vão aparecer. Já viu a minha vida ser fácil? Creio que não. Se assim fosse talvez não teria tanto orgulho dela. Que venha 2012 e todos os outros anos.



quinta-feira, julho 28, 2011

Antes que seja tarde

O dia amanheceu feliz apesar de todo cansaço físico. Notícias durante o dia nem tanto, amigos perdendo amigos do peito em acidentes, e jornal julgando como bem quer a notícia, eu sentindo um clima de despedida em diversas ocasiões.

♫  "alguma coisa acontece em meu coração" ♪...

Como a minha  vida tem trilha sonora, hoje vamos "mais do mesmo" quem me conhece saber bem minha relação com Pato Fu em específico duas músicas. Uma delas :



Bjinhos com gosto de sexta que tá logo alí.

sexta-feira, abril 15, 2011

Rá!


O Rá aí de cima é como se fosse um BUuu! Ou, te peguei !
Por quê? Simples, descobri a verdade absoluta das pessoas que mascaram certa educação sendo que por trás falam mal de você. De onde eu vim tem outro nome: Falsidade. Triste isso. Sorte a minha que a vida seguiu de uns anos pra cá e independente do que acreditavam de como seria, vou bem, obrigada!
Não vim aqui pra descrever a situação ou falar mal de ninguém. Simplesmente afirmar somente pra mim (ou não)  que as escolhas que eu fiz, até mesmo na profissão, tenho levado até o fim. Talvez de uma forma meio paralela ao que iniciei, mas falando emocionalmente: mais realizada. Isso é assunto pra outro post, que vai no outro blog em breve , aquele, que andava meio abandonado.

Então até logo. Volto em breve. E a você obrigado por fazer parte de uma boa parte da minha vida, mas ter contribuído hoje pra saber que algumas pessoas precisam ser assim em defesa dos seus próprios defeitos. Aponte os dos outros e esqueça os seus, bom lema hien?!

quinta-feira, março 24, 2011

24 Horas – Gabriela Bauer

Essa palhaçada de “Bauer” eu inventei (plágio puro) pra contar o curto tempo que fiquei em Minas nesse fim de semana. Amei!!! Com certeza. Sentir que você tem pessoas que te querem bem mesmo que seja pra dar um breve abraço e um “até logo”.
Relatando às aventuras:
Saí de casa muiiiito cedo pra um sábado derivado de uma noite mal dormida na sexta. Aliás, insônia é uma coleguinha muito insistente que anda aparecendo nas minhas noites. Não tô afim de papo com ela, e mesmo assim ela insiste em me fazer companhia altas horas da noite.
Pronto, Gabriela embarca e faz conexão em SP. Pra variar vôo atrasado..então lá vamos nós ficar umas duas horas de bumbum na cadeira... twittando...vendo facebook (tá virando vício isso).  Eis que avisto o Maestro ( João Carlos Martins ) simpatia de pessoa. Parou e ficou conversando, não diretamente comigo, sobre música a influência na vida das pessoas e sobre regionalização cultural. Ele percebeu meu interesse (quase uma bico de conversa) e perguntou sobre o vôo onde estava indo e tal... o achei simpático, comentou que eu fazia bem em aproveitar os poucos amigos que tenho e família que tanto amo, nem que fosse por apenas um dia.
E a sala de embarque esvaziou e encheu inúmeras vezes... e eu ainda lá sentada esperando... Depois que o maestro partiu se não me engano ruma a Uberlândia ou Brasília não percebi muito bem o que falaram sobre o vôo dele, mudei de lugar, fui pra perto do portão que estava descrito na passagem. Senta uma moça do meu lado com uma menina de mais ou menos uns 3 anos... Que cochicha no ouvido da mãe (bom ela tentou mas eu ouvi) _ Mãe essa moça tá tão séria, estou com medo dela. Ouvi e me senti mal... cadê a  Gabi brincalhona.. A que fala besteira e sorri. Sério me lembrei de Juh uma amiga que vive comentando que não vê sorriso em minhas fotos. Me assustei com isso, um assunto tão bobo que me fez pensar qual é o meu “amargo “ da vida. Porque essa seriedade toda? Enfim, acabei abrindo um sorriso e perguntando o nome da pequena mocinha. _ Mirela! Mirela, parecia comigo quando criança, pernas compridinhas cabelos encaracolados. Fiquei um bom tempo conversando com a mãe dela e ela. Para minha surpresa estavam indo para Betim , a cidade que tanto conheço e gosto. E não é que aprofundando a conversa Regiane (mãe de Mirela) estudou em Juatuba na Turma de  Adm. da J. Andrade onde também me formei um ano depois dela. Tivemos bons assuntos, risadas... Mundo grande esse, não?!
No vôo tudo tranqüilo, aquelas coisas todas de come lanchinho, mastiga bala. Mirela chorando, gente lendo as revistinhas.  E lá vai novamente surgir pessoas pra bater papo. Agora um mocinho que pra mim tinha cara de uns 20 anos. Renato, simpático paulistano que comentou do que fazia onde morava porque ia a BH. Rimos de coisas nada haver trocamos figurinhas de mercado de trabalho e segundo ele eu tenho uma forma de transformar tudo em sátira. Sei lá, nem tava de TPM, quando estou que debocho de muita coisa. Pra diversão da minha irmã e das minhas amigas de todos os dias.... Enfim vôo atrasado... Chegando no aeroporto cada um segue seu rumo e la se vai mais uma “amizade de aeroporto”.
Minas, solo mineiro...ventinho, montanhas e cansaço. Cruzes cheguei tão estranha sono com preguiça com mala pesada parecia ter mais uns 15kg junto comigo. Lá fomos nós, o problema de ir de avião é que sempre pego o tal ônibus que vai de Confins a rodoviária e de lá para o metrô até a casa dos meus pais... luta viu. Porque demora. Lógico, não sei como está o transito em BH, provavelmente nada semelhante com o de Londrina, mas acho mega demorado esse trajeto.
Chegando em casa:  Ver minha mãe... Perturbar meu pai e amassar meu cachorro não tem preço!!! Mas fui logo pra correria de arrumar unha escolher vestido.. que cá pra nós foi complicado, além de uns quilos a mais, eu ando fortinha nos braços coisas do boxe?Não sei ..rs* foi uma luta, me senti nocauteada pelas roupas de festa que tanto não gosto de usar. Mas fui bunita e ponposa segundo minha mãe (mãe é mãe) pra formatura de uma grande amiga... Quase da família se não fosse o sangue. E o carinho que elas tem por mim (Angel e Paulinha) é tão grande que me sinto da família.

Adoreeeeeei a formatura. Mesmo eu meio baqueada com sono e com a cabeça em outro lugar me diverti, conversei bastante, dancei, conheci pessoas, reencontrei pessoas.. e o principal participei de uma etapa muito importante da minha “prima”- amiga. Me fez lembrar de minha formatura, do sentimento de “cheguei lá” de vamos encontrar de novo, ou não.  Saudades!!!
Domingo mesmo durmindo às 6, o jeito foi acordar cedo ir no mercado central comprar queijo e trazer as encomendas. SIMMM queijo em MG é mais barato que aqui. Bom eu achei. Mas me esqueci de comprar o biscoito Aymoré rs*. Ainda recebi telefonema de quem ficou sabendo que eu estaria lá , recebi visita de amiga e ate twitter pra almoçar . Voltei de tarde chegando em Londrina só bem anoite cansada..com sono  sem amizades de aeroporto porque comecei a ler um livro que momis me emprestou. Essa foi as 24h corridas em MG. Valeu a pena, pelas pessoas e por matar a saudades, viajaria assim novamente.