segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Sobre o primeiro ano e todos os outros - 04 de Fevereiro

Desejei, que o dia passasse rápido.
Que os pensamentos não me lembrassem a toda hora que olhasse no relógio do trabalho, que hoje é dia quatro.
Quatro de um mês que tem feriado.
Quatro, da saudades de outros anos. Quatro, de todos os outros dias e anos que estão por vir.
Hoje, eu não dormi.
Rolei na cama de um lado pro outro tentando contar carneirinhos (como você me ensinou), tentando ouvir a respiração e o coração pra ver se distraia a cachola e o sono chegava.
E olha, alguém aí em cima entendeu! Fez descer lágrimas que corriam aqui embaixo cair daí de cima do céu.
Nesse misto de aperto no peito cheio de saudades de ficar juntinho e te falar pra “parar de me abraçar” (me sufocando as vezes) veio o desejo de deixar a vida mais leve, fazer com que ela tenha sentido, depois de tanto esforço de vocês, por mim, ou melhor, por nós.
São 12 meses...
Doze de tantos outros...
Parece que foi ontem que o celular tocou pra me dar a notícia.
Parece que foi ontem, que despedi de vocês após dias de férias “em casa”.
Foram dias e finais de semana que o melhor era ficar todo mundo aninhado em cima de vocês depois do almoço. Ver filme com todo mundo cochilando e falar sobre fotografia, câmeras, e de como “anda a vida em Londrina”.
Comentamos outro dia, neste ano, como era divertido ver mamãe “reclamando” que na noite anterior quase não dormiu porque você de pés frios (tenho a quem puxar) encaixou nos dela e mesmo sentindo calor, ela deixou.rs* Li, e revi também os cartões postais que mandou durante o namoro de vocês. 
Não tenho idealização de perfeição em relacionamentos, Pai.
Mas, se o moço, ora barbudo, ora loiro, ora negro, aí de cima deixar...
Quero algo que pareça com metadinha do que presenciei com vocês.
Ainda bem que amadureci a tempo de entender os puxões de orelha, a correção e até quando “implicava” comigo.
“Tuniquinha!” Como a maioria me chamava quando criança, e hoje, nem um terço parecida com você. Tenho muito o que aprender.
Não escrevo por remorso. O tempo foi o suficiente em vida pra dizer o quanto amo você. Escrevo, porque sou assim, desde pequena. A pequena ás vezes áspera e madura demais e ora a que amanteigava nos pensamentos e nas palavrinhas escritas.
Fazer com que as tais palavrinhas saíssem do papel, por um tempo na famosa“aborrescência”,foi complicado, né?! Ainda bem que passou.
Sempre engasguei pra falar quando sentia que estava falando tudo aquilo que vinha láááá do fundinho. Lugar esse que as vezes desconheço se fica entre os rins, ou do lado esquerdo do peito. Engasgava e em seguida corria lágrimas no cantinhos dos olhos de quem não queria chorar. E a melhor resposta que tinha nessas situações era o abraço. Ainda amo abraços.
Naquela quinta-feira, fevereiro de 2015, tentei dar o melhor dos meus abraços na mamãe. Engasguei e agradeci todo mundo á presença e despedi ali do seu corpo físico... Senti falta do seu abraço pra poder chorar.
Talvez, hoje, eu queria só isso! Um desses abraços grudados que você me dava e as vezes sem pensar, parei distribuir.
Saudades sua, eu sinto.

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Continuando

Essa noite sonhei  e novamente histórias passaram diante dos meu olhos. Linhas escritas entre o que houve de fato e devaneios de um sonho incompleto.

Como um Dèjavú  vi você passar por tudo ‘de novo’, e de novo... Incansavelmente tudo se repetia.
Até o momento que me vi no seu lugar. As várias histórias se repetiam. As amizades que surgiam uma após a outra em troca de sentir, de vivenciar mais um pedaço de história, mais uma história de aconchego, desejos e trocas. Parece sempre como um “acaso” , mas nunca é. São idealizações traçadas com muita reflexão. Pelo menos da sua parte. A despretensão é sempre do outro lado.

Quando me vi no seu lugar, pude sentir o medo. O medo que te rodeia em “ficar sozinho”, o medo de não dar certo por detrás de toda essa aparência de “tudo bem”. Talvez seja justamente esse sentimento que nunca entendeu. Como as pessoas conseguem ficar sozinhas. Te respondo por mim. Que tenho medos e tendo amenizá-los.

 Sozinho podemos estar de fato só em casa, morando sozinho, ou andando sozinho. Ou, ainda estando perto de várias pessoas, conversando sobre várias coisas e ainda assim, sozinhos.  Há uma diferença entre solidão e solitude. Quase sempre enxerga a minha vida como solidão. E tenho meus momentos de solidão, mas muitos de solitude. Não confunda a fase atual com: sempre. Solidão, é o olhar de estar sozinho e não estar bem, sofrendo. Solitude é o oposto. É o contato consigo mesmo sem a necessidade de companhia. É estar bem com ou sem pessoas ao redor. Há um equilíbrio entre estar consigo e estar com o outro, e bem.

Talvez, esteja aí o viver cada coisa, e não aparentar cada uma delas. Esperando resposta de uma plateia que gera algumas ‘curtidas’, mas nem sempre de fato, estão preocupadas com você. Digo preocupação como forma de incentivo, de torcer por pequenas coisas.

Com os anos fui percebendo que  a sabedoria dos mais velhos existe uma razão de existir. Daquelas palavras ditas por uma senhora de cabelos brancos, são validas. Ninguém exatamente está feliz por você, sempre. Quem de fato está com você por você, comemora as coisas ínfimas, e não grandes conquistas. Comemora a “sorte” que teve no dia de não pegar aquela chuva. Comemora também e da risadas daquela chuva que pegou e se divertiu. Comemora o animal novo de estimação. Comemora aquela descoberta que mesmo já sabendo deixa você descobrir de novo e fica feliz. Sorri com a alma não com aparências. O Coração de fato fica feliz.

Enfim, de diversas histórias, hoje te entendo. Pra encerrar um primeiro capítulo sobre histórias contínuas onde deveria haver finais e não há. Pontas soltas que te enroscam sem você perceber.

Talvez, agora venha outros capítulos . Continuidade de vida. Vida sem medo, de solidão ou de não dar certo. O certo é o hoje, vivido a cada dia. 

quinta-feira, janeiro 18, 2018

Escrevendo um livro por sonhos

Dos sonhos que acontecem sem pedir licença, da vida que  vem em capítulos que ninguém escreveu. Você construiu, e o outro lê.

Dariam longo capítulos...

Devaneios jogado num papel.

A Universitária 
O curso tão pouco importa, se ligado a natureza ou não, se vinculado a burocracias e papeis também não. Sabe se que a paixão existiu ali. Veio gerando dúvidas, frustrações, inseguranças, medos.  Por qualquer “vacilo”  a vida mudou de rumo. Atou “nós” que viraram discussões sem fim, era o medo bobo de não dar certo. Insegurança em assumir uma responsabilidade: amar ao outro além dos outros.  Tudo não passou de “nós” dados com interferências de duas mentes inseguras no amanhã. Viria uma responsabilidade ali se um fruto dessa história brotasse. Não houve, a paixão dissipou ficou a mágoa revestida de visitas intimas ocasionais no intuito de não perder contato. Flagelação de vidas, ligação confusa num misto de expectativa e desgaste. História inacabada.


A funcionária
Veio da forma inusitada, interesses comuns, conversar simpáticas e beijos despretensiosos. Veio a oportunidade de sentir mais do que saber. Com o tempo sentir virou desejos, virou continuidade mesmo que enrustida de uma amizade despretensiosa. Pra se manter o elo, ela fez planos e projetos foram refeitos, oportunidades expostas por uma questão de: manter contato como fosse. Importante era ser lembrada, já que duas ou mais semanas o foco seria outro e ausência dele não deveria ser sentida por ela.  A proximidade continuou, ainda que de forma “meio assim” sem muito porque, só encontros carnais e conversas regadas de descontração. Rede de interesses sem fins concisos.


A ciumenta
Era o amor de infância, cresceram juntos ali, um de frente ao outro. Ela viu toda a vida dele acontecer. Desde as brincadeiras de médico as responsabilidade de adulto. Foram anos, mulheres, acontecimentos e viagens. E mesmo assim, se manteve ali, de fora da grade, com olhar voltado pra dentro da casa, espiando uma brecha, uma vínculo qualquer que mantivesse o que sentia acesso. Com os anos,nem o corpo bonito, da pele morena atraia mais atenção dele. Era uma insegurança que surgia e diariamente perguntava pra sí, se ele já a esquecera. Perguntava então a ele se o sabor dela ainda existia. Ele, mantendo mais um nó na vida, correspondia. Ainda que em sua mente só pensasse histórias corriqueiras, alimentava o seu ego e a expectativa dela. Mesmo com todas as dúvidas a mente da jovem continuava a produzir histórias, medos, receios e até orientações diferentes e questionamentos a fé. Ora! Se ele não a via mais como amiga nem mulher, que enxergasse como distração e diferença entre todas as outras. Um “nó” do avesso sem ponto final.


A paixão
Ela era morena, cabelos longos e tinha toda vida pela frente. O conheceu e apaixonou-se, entregou a ele sonhos, desejos  e segredos dos mais secretos.
Com tantas histórias passando diante deles se afastaram. Houve saudade, tristeza, conversas de dias e uma incoerência entre o que sentiam e que o que de fato acontecia. Ele então contou a ela, o que uma vidente disse sobre a sua vida. “Nó” que amenizou a dor do tempo, das queixas e dos sonhos.


A mulher do passado
Encontrou depois de anos, um homem formado. Aquela cara de menino franzino não fazia mais parte do visual, e talvez nem tanto das atitudes. Foi dali que nasceu o desejo. Vidas que se encontraram com o desejo a flor da pele. Encontro marcado pelo compromisso de viver uma vida a três. Responsabilidade precoce, cobranças despretensiosas e sufocantes. Escolhas feitas, tentativas inúmeras e uma certeza: o que existia ali era só o desejo e promessas de um homem que não sabia dizer não para os desejos. E uma mulher que nutria uma história acreditando no sim de todas as noites quentes. Existia ali, a força pra uma vínculo pra vida inteira, existia ali desacordos que parecem existir pra uma vida inteira. As falhas do passado desconstruiu uma aproximação. Hoje o elo permanece por não serem dois, e sim três.


A viajante
Ela conheceu despretensiosamente. Foi ele quem mudou o ritmo da história propondo um algo além, talvez um: sentir no lugar de saber o porque. E ela, resolver tentar. Seriam poucos dias e dali um tempo se esqueceriam. Ela foi vivendo um dia de cada vez, sem a pretensão de “ter que dar certo”. A aproximação era mútua, com histórias, trocas, risadas madrugada a dentro. Ele dizia entender toda a trajetória de vida dela, e acreditava em todo amor que ele sente pelo mundo. E ela ouvia todas as aventuras dele com os olhos brilhantes de entusiasmo.  Não houve adeus pra tudo isso, apenas um até logo.
Em assuntos divinos, perguntaram a ela porque não contar a ele,  de fato tudo que se passou, assumir então um vontade de ser mais que alguns dias. Ela com um “nó” na garganta, respondeu já em lágrimas, que tinha medo. Medo da distância. Medo de sentir que todas as imaturidades virariam brigas, e que a insegurança seja uma constante, já que ele mantém vários “nós”. Ao contrario dela, que a cada “nó” ela fez laços. Enfeitou seu passado e resolveu suas pendências. Os laços de amizade existem naturalmente, sem apertar, sem choro, sem medo de um até breve, que ano após ano ganham novas cores  e não dessabores. Aconselharam-na decidir sobre o que fazer. Ela até tentou contar ele todas as descobertas de sí, e sobre um “eles” que existiu, quem sabe fosse correspondida. Ele não teve tempo, ela então calou. Pegou toda história e guardou pra si, pegou o projeto de esperar mais um ano para revê-lo e reavaliou. Serão anos de amizade, talvez uma vida inteira sem ele saber a verdade. Se é que de fato, ele não sabe.

Das origens, da terra.
Interesses comuns, munidos de história encantadoras. A história vem sendo construída com quebras se não houvesse tantos “nós” distribuídos por aí. Vem no misto de amizade. Talvez ele encontro serenidade na vida pensando nela. Talvez ela aprende a rir das coisas sérias com ele. Novas histórias munidas de “nós” ou de nós. Vai saber. O tempo dirá...


(Aquele capítulo chamando: Veio por sonhos que ninguém acredita)

terça-feira, novembro 14, 2017

Personagens estabelecidos pra vida que não permite ensaios

Só mais um dia. Mais uma experiência vivida de ter sentimentos engasgados. 
Hoje eu comprendi o contexto da criação de um "novo nome" um "codenome". Entendi como localizar no tempo e espaço os acontecimentos. Entendi o que passou. Compreendi que era antes e que de fato é agora.
O nome mudou... alterei nos contatos e na vida. Não sei se cabe a mim ter ou não direito de sentir a ausência. Mas,  a gente pensa, guarda o que foi bom e se pergunta o que virá pela frente... Roda gigante sem fim. 

sexta-feira, outubro 06, 2017

A abelha fazendo mel sabe o tempo que não voou...

É por este tempo que descobrimos...
Verdades, essências, existências, inverdades e o que veio pra ficar.

Verdades sobre o que de fato é real.
Quem de verdade importa.

Essências, do que cada um é feito.
Não sou o que eu falo, sou aquilo que faço quando ninguém vê ou tão pouco ouve.
Somos a soma de tudo aquilo que falamos e que às vezes não.

Existência de assuntos mais importantes, de assuntos menos importantes, mas que viram prioridades até você não estar mais ali.

Já parou para pensar quantas vezes assuntos importante de outras pessoas você tratou como algo supérfluo ou algo para depois?
E se esse depois não existir?
Parece trágico, mas é circunstancial.

O depois pode ser um telefonema que não acontece.
Um encontro que não dá certo.
Uma viagem que fica pra depois.
O “depois” pode deixar de acontecer por muitos motivos, mas quem te procurou, procurou com motivos reais,  e não pra depois.

Impeditivos acontecem, pode ser uma doença, uma viagem pra outro país, um acidente fatídico. São tantas  coisas ...
E vejo uma geração que “deixa pra depois”, “mais tarde”...
E ao mesmo tempo tão imediatista pra assuntos aleatórios.  Egocentrismo?

A cada dia, entendo mais você que se foi...
Talvez não entenda os motivos, mas entendo a descrença nas pessoas e nas coisas...

Palavras não ditas, amizades estranhas...
Estranheza de mundo que inverdades trazem popularidade, carisma e beleza, e a sinceridade é nada mais que algo amargo.

O universo favorece o acaso, e a humanidade favorece o descaso.
No peito bate angustia de não compreender o que está em volta.
As dúvidas de onde deveria estar agora são latentes.
Aonde o coração quer ir? E a razão?
Do que vale a vida de quem não sabe quanto tempo tem pra se viver?

Pensamentos soltos num papel...


sexta-feira, setembro 22, 2017

O poeta é o carteiro

Num sol de meio dia estalado no céu, ela, a garota, entra esbaforida no correio com uma caixinha nas mãos e pergunta:

- Moça esse trem voltou, e não colocaram na embalagem o motivo, ó! - Erguendo a pequena caixa a atendente. 
- AH! Você é a moça que enviou as correspondências para longe. Né?
- SIM! – respondeu ela com o olhar desconfiado.
-Você tinha feito doIs envios pelo correio, não?  Por que só este retornou? – Disse a atendente.
- Não sei.  – respondeu ela pensando se aquela agência de correio não tinha tanto movimento assim pra que ela lembrasse tão bem dos seus envios.

- E a carta toda cheia de desenhos? Chegou no destino?
- Sim, como lembra do envelope da carta?
- Há muito tempo, não víamos envelopes desenhados a mão. (Olhando para a atendente ao lado) Quem recebeu deve ter ficado feliz pelo cuidado. Ficou?
- Não sei.
- Como não sabe?
- Ele ainda não abriu, não leu, não falou nada sobre.
- Meus Deus, como ele conseguiu não ser curioso?
- Acredito que não seja curioso, e já imagine o que escrevi.
- Vocês são amigos? Namorados? Parentes?
(pausa) Ela já estava pensando se respondia de verdade ou se olhava com olhar de não é da sua conta... A garota sempre é chamada de “grossa” pelos 'amigos'.

A atendente logo completou:
- Desculpa a indiscrição, mas são raras amizades, namoros ou familiares mandarem carta fora de algumas épocas do ano.  Aliás, mandar carta entrou em desuso.
As covinhas no rosto da garota logo apareceram, parecia ter trazido a lembrança de algo bom, e respondeu.
- Vai me ver aqui muitas vezes ainda. Começou assim uma história pra vida toda.
Antes que atendente continuasse a perguntar a garota perguntou em quantos dias se mandasse novamente a caixinha chegaria.
- Olha, moça , como comentei da outra vez damos o prazo de sete dias utéis, como é longe, pode ser que demore mais. A carta chegou em quantos dias?
- AH! Não sei direito, fiquei angustiada e perguntando como criança se o correio tinha entregue. Mas, a resposta era sempre a mesma, resolvi esperar. Quando finalmente chegou eu tinha parado de contar os dias fazia um tempo. Acho que foram mais de 20 dias.
- Olha! Se a carta demorou tudo isso, acredito que a caixa chegue em mais de 30 dias.
- HUMM! Melhor esperar então, depois envio.  Obrigada!

A garota pensando que precisava sair dali antes que mais perguntas surgissem, tratou logo de dar um  -  Até breve.
A atendente sorriu e respondeu:

Volte sempre!

sexta-feira, agosto 11, 2017

Com o passar do tempo... E a mesma saudade




Eu ia passar aqui e escrever sobre junho e julho. Meses interessantes da vida, entre inferno e mudança astral.
Mas, o que me chamou atenção esses dias foi o texto escrito tempos atras. 

Que faz sentido até hoje.

Nessa mesma data em 2015 já era saudade.
E ainda é. 

de 09/08/2015:

 Dia 04, fez 6 meses...E ainda sinto como se fosse hoje. Aquela semana de fevereiro em que todas as 'coisas' pareceram virar incertezas.

Hoje, fiz como de costume.
Liguei pra sua casa que agora é a mesma de Deus (em oração) e agradeci por ter você e mamãe em minha vida. Sim, sou dessas...

Agradeci a Deus pela escolha. Ninguém é perfeito, mas vocês para nos criar tentaram ao máximo (e continuam até hoje). Acredito que não há receita de bolo pra se criar um filho, afinal, cada um é tão diferente do outro né?!

Eu fui mimada por você! Queria sempre por na sua cama quando eu chorava com meus famosos pesadelos... Ajudava mamãe a noite me levando pra fazer xixi e escovar os dentes antes de dormir... Lembro de tudo e espero ter toda essa memória pra passar pros "meus filhos" com foi a minha infância. 

A caçula, a mais "seca" e "durona"na adolescência virou a mais manteiga depois de "velha". 

Quando ainda era só um grão na barriga da mamãe já avisaram que seria uma "Tuniquinha" que iria nascer...  Erraram!! rs* Em todos aspectos que herdei de você (de acordo com mamãe, não foram poucos), ainda não aprendi de fato, esquecer as mágoas como você. Que entristecia com a ingratidão de alguns, mas dali um tempo esquecia-se do ocorrido. Talvez, seja minha missão em vida aprender a ser assim...

Entendo que foi o tempo. Depois de várias "vidas" que Deus te deu (várias quase mortes), na sétima e última oportunidade você conversou sobre minhas escolhas. 

Cheguei em BH cansada da viagem em Dezembro, sentou comigo na sala junto com mamãe e falamos da vida, colocamos os meses em dia e você todo feliz com as apostilas de LIBRAS que levei de presente... Ali, onde sempre houve as melhores comidas e conversas, vi compreensão. Vocês, que já se preocuparam em " pq ainda não havia me casado", "Pra não ficar sozinha aí", compreenderam minhas escolhas em esperar ser de fato cia pra alguém que também decida ser a melhor cia pra mim. Afinal relacionar é parceria.

Gratidão à Deus por ser assim, ainda que o coração sinta "medo" de como será sem você por perto, como será o amanhã sem o beijo na testa em sinal de confirmação e carinho!


Fico com o obrigada por escolher ser pai! Por enfrentar com a mamãe a minha gestação tão cheia de cuidados. Enquanto alguns acreditaram que eu não nasceria com o corpo físico perfeito. Aqui estou eu pra contar que Graças aos cuidados de vocês  e repousos, eu nasci em Pedro Leopoldo/MG, entre 29 meninos da maternidade. A única menina, o único bebê com tanto cabelo que nasceu naquele 28 de junho.