«*G@bi Abreu*» 웃☆웃

quarta-feira, julho 20, 2016

Vaga-lume no potinho,sapatilhas na janela

Toda faxina vem em boa hora.

Tem sempre aquela dor e a dúvida de estar ou não fazendo a coisa certa.
Mas, sim, o universo conspira pra que dias melhores aconteçam.

É de dar alegria quando se acha um fiapo da esperança ali grudadinho no casaco que você guarda a anos de todos invernos vividos.
O fiapo existe, e é como luz. Você o guarda como quem guarda um vaga-lume no potinho, com todo cuidado pra que não morra (apague).
E nessas horas, ainda sem expectativa, você então poe no papel toda imagem refletida daquela pequena luz do pote. E ela reascende a vontade de alguns projetos guardados na gaveta.

Não é a primeira vez, que a vida surpreende colocando pessoas que até então não são tão próximas, ao meu lado, dando apoio. E como reerguer um pilar tombado. Você fica sem chão, sem muros e aprende a reerguer um por um.

Um dia de cada vez com equilíbrio.

È assim que a bailarina sai do palco mas não deixa  cena de lado...

Ilustração Petite Pirouette _ Gabriele/Stephanie

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sexta-feira, maio 20, 2016

Sobre os monstros e o inferno astral

Em analise fria de cada fato ou de cada passo descompassado. Vejo que o inferno astral as vezes reside nos piores monstros que estão aqui dentro. Todos saem em maio em busca de arejar as ideias próximas a mim.
E quando você passa a dar as mãos pra cada um deles, deixar de ser tão “sofrido”.

Aniversário é renovação, com ou sem planejar nada é ter consciência do que de fato de move, o que de fato não agrega e o que realmente deseja.

Eu vejo a luz ali logo alí a frente.
Um alí bem de mineiro, pode ser a dois passos como muitos anos luz à minha frente. Não importa, tá lá! Pra progredir. Pra renovar...


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terça-feira, abril 26, 2016

Também passa...

Dos fins que não justificam os meios, ou justificam.
Sei que a cada dia o processo tem sido de descobertas e tentativas.

As vezes, a sensação é como no famoso ditado: “Descobrir um santo pra cobrir outro”.
Ao descobrir um dos monstros internos e tentando resolve-lo, apareceram tantos outros.

Acreditando que estava resolvendo um problema, criei outras questões aqui dentro. Um “mexido” de sentimentos...

Algumas perdas eu tive...
Já faz tempo que sinto uma frieza desmedida onde “por ser forte” . Não sou das que são calorosamente escandalosas, nem do puro recato, apenas alguém tentando controlar a imensa vontade de dizer o que está vendo e não guardar a bela frase: “Te avisei!” para o final.

Ainda tentando enxergar os ganhos. O coração pedindo paz pra alma inquieta.
E uma voz lá no fundinho dizendo: Vai passar!

“Isso também passa! “.
 

terça-feira, abril 12, 2016

Faço Um Barco de Papel, Pra Navegar*

Das descobertas internas, das ausências sentidas que ficam martelando na cabeça alguns “quês” e “por quês” que ao longo destes quase 31 eu ainda não descobri. Ou os descobri e não os assumi.

Ando sonhando muito a noite, são sonhos bizarros e até triviais. Em análise, em alguma noite não dormida, percebi que todos os assuntos tem haver com “apoio”. Quando digo bizarros, são pessoas que não vejo e tão pouco tenho contato, porém tem um significado profundo na minha vida. Outros tenho contato e talvez não quisesse mais ter, mas em sonho é algo tão fluído que chega a dar “gosto de ver”. Descobertas inúmeras do que não se pode ter.
 Ouvi uma vez, de uma das pessoas que hoje tenho contato e respeito e as vezes até um certo atrito que: “tudo que é baseado no outro dará errado. Não por não valer a pena, nem tão pouco questionar princípios, mas a expectativa frustra”. É uma via de quilometragem infinita onde não cabe uma placa se quer de “alerta”. Quando nota-se a chegada ao destino é a beira de um precipício no qual você mesmo acelerou tanto pra chegar...
Conhecer o outro as vezes requer desconstruir o que você sabe da vida. E por outras experiências, se reconhecer no outro. Ver os teus defeitos, no outro, ou que sua irritabilidade nada mais é que a negação das características que  ou outro tem iguais a você. Chega ser estranha  a sensação de repelir e ao mesmo tempo uma força tremenda atraindo.
 Se “opostos se distraem e os dispostos se atraem” que seja disposto a dar certo, é um grande passo. Que venha para a construção de algo a mais junto. Uma tentativa, sem formulas e formulários preenchidos, sem obrigação de dar certo ou a frustração dos outros que deram errado, sem orçamentos e status predefinidos, sem preocupar com o que os outros imaginam ser, que seja apenas companheirismo e partilha.
Que o apoio seja mútuo.

Ando repensando sobre... Sempre a oportunidade de mudar o rumo. Encontrar um novo caminho, talvez um recomeço para ancorar o barco a vela no porto seguro encontrado de um caminho onde se navegou junto. 

*
Título retirado da música: Barquinho de papel - Forrueiro

quarta-feira, março 02, 2016

E de novo, e de novo...



Ontem, li de uma amiga algo muito interessante.
Não exatamente por sermos cancerianas rs*, mas talvez por essa vontadizinha de fazer acontecer. Damos muito a cara tapa. Ralamos no muro, no asfalto, a quebramos... Dalí a pouco passamos um pano com água pra limpar as feridas, levantamos, olhamos pra frente e voltamos a sonhar com algo melhor...  Fênix? Ah! Nem sei. Burrice? Talvez. Excesso de positividade? Talvez. Almas sonhadoras? Acho que sim!!

Me sinto assim. Diante de tantas vezes “meter os pés pelas mãos”.
Como pode, depois de tanto tempo. De muitos anos de tentativas ter uma em que me arrependa.
Já limpei, já levantei já voltei a sonhar e tem gente que insiste me atrelar a situação.

Arrependo, porque desde o começo não era o foco, arrependo pelo alvo ter sido outro e aquele anjinho maroto de assas devendo ser míope, acertou ao outro ali do lado. Arrependo, porque sempre sou lembrada do sexto sentido gigante que tenho e as vezes que tento ‘dar uma chance’, ‘deixar acontecer’ deu no que deu.

De todos os erros da minha vida, no final das contas aprendi muito e hoje dou boas risadas. Este, eu diria que foi fazendo o “certo” que me vi na situação do arrependimento profundo.

AHHHH eu sei, sempre tem o lado bom de tudo. Ainda que não enxergamos no momento, depois sempre é válido. Nesse, confesso que mesmo meses depois, muitos eu diria, tem desenrolado mais confusões desnecessárias do que risadas e aprendizado. Vontadizinha de sentar e chorar, depois lembro que “Isso também passa” já dizia Chico Xavier. Vou tentar ser menos ansiosa e deixar passar. Podia ser hoje né?! :P

Como pode, em tão pouco tempo, meu excesso de preocupação e “neuras” (segundo alguns), ter deixado acontecer.
Arrependo, por ter sido desnecessário. Arrependo por que nunca quis ser um buraco na vida de ninguém, muito menos tampar tantos outro deixados por outras pessoas. Buraco?
Sim, buraco. Buraco pode ser tudo e mais um pouco. Pode ser fome, pode ser falta de colo de mãe, pode ser falta de amigos, pode ser falta de sexo, pode ser falta de amor próprio. O que as pessoas que gostam de buraco não entendem que quando se usa alguém pra “buraco” , há uma outra vida em questão, então há consequências.

No momento, a vida podia ser um enorme bloco de papel, pra rasgar a folha daquele mês de 2015, ou simplesmente passar a borracha ainda que a marca do lápis fique no papel, o fato já não seria mais o mesmo.

Por falar nisso, saudade da época que a preocupação da vida era colorir cachoeiras e aguardar bilhetinhos do “namoradinho” da escola no qual morria de vergonha de assumir que tinha. Bons tempos aqueles...


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terça-feira, novembro 17, 2015

Sutilezas


O que falar das sutilezas que deixam marcas?
Há quase 15 dias que antes de dormir fico pensando na forma como as coisas vão acontecendo na vida o que te “separa” ou “une” as pessoas.

Me lembro bem de cada um dos meus amigos. O que aqueles que o dizem ser. Talvez, esse seja meu mal, lembrar muito das pessoas ou o que fizeram comigo. Ainda tento entrar no estágio alfa do meu pai que dali um tempo esquecia do que quer tivesse acontecido.

Ando mais seca, mais fria e mais distante de muitas pessoas. Creio eu que para evitar ainda mais expectativas que não são nem 50% do que a pessoa é. É apenas como ela acredita que é. E obvio, analiso se isso de fato também acontece comigo. Não sou perfeita, porém considerada a chata por maioria das vezes por ser aquilo que realmente passo pras pessoas.

2015 um ano tão complicado e tão divisor. Acredito que com o desencarne do meu pai eu passei a avaliar quem são realmente meus amigos. Ver tantos amigos dele vindo de longe pra dar um abraço em minha mãe e um apoio a família foi essencial. Mas, é quem me conhece de fato, verdadeiramente sabe o que me decepciona e se isso acontece consegue avaliar se vale a pena ou não. Quantas vezes eu pedi desculpas? Aprendi muito  a saber que no auge de uma discussão não há certeza pra ninguém, somente quando a cabeça esfria e você consegue ponderar todos os fatos. Foi um ano de amizades que prometem coisas (sem você pedir) e depois simplesmente dizem não entender você ficar indiferente.


O casal
Na dor do outro, é comum você tentar estabelecer um apoio. Mas prometer coisas do tipo: “Se pudesse estaria com você nem que seja no fim de semana pra te alegrar” e na primeira oportunidade ir pra “mais do mesmo”  porque hoje casada precisa acatar as decisões do marido, aquele que você ajudou a unir no momento de crise do casal, mas que ela alega que ele não gosta de você. Poxa! Penso pra quê ajudei na época. Inclusive a amiga em questão ficou com raiva por que não queria me ouvir e disse estar falando coisas erradas. Tão erradas que hoje estão casados. Entre músicos, arquitetos e confusos salvaram se todos. Desejo felicidades pra toda vida juntos!

Promessas
Promessas falidas de pessoas que diante a morte do meu pai prometeram visita, companhia e várias coisas  e simplesmente não apareceram. Alguns comentaram que era um momento que eu deveria querer ficar sozinha. Não!!! A sua reação não é a minha, se tem dúvida, pergunte! Cada um leva uma vida com seus próprios problemas mas uma coisa que preservo desde a infância é: Não prometa! Eu vou lembrar do que prometeu. E foi assim, mais de 20 dias em MG e promessas e promessas falhadas e descumpridas como se nada tivesse acontecido.

E eu? Bom, com essa memória de elefante (como meu pai falava) lembro delas e começo a não acreditar mais em muita coisa do que a pessoa diz. Esfrio, talvez venha daí a parte do “você não é mais a mesma”. Poxa! Como ser a mesma? Nossos pais não são eternos, e você ainda vai passar pelo mesmo que eu. Espero eu que não tenha as mesmas decepções.

Sobre o passado
Em 2009/2010 me decepcionei com uma grande amiga da faculdade, as atitudes dela não eram coerentes e chegou a duvidar do que eu disse. Depois tentei contato para acertamos, em vão. Desde que vim para Londrina já ouvi diversas conversas tipo “ quando puder vou aí” . Vi que o glamour hoje em dia é postar as coisas no FB. E o fato de você ser alguém que vive coisas simples, não representa muito isso. Obrigada por quem esteve aqui por quase 4 dias e não avisou. Deve ter notado que procurei encontrar mas sou adepta do: Se não me procurou na certa não faço falta.

Ainda sobre o passado
Durante um período, alguns anos, adotei e fui adotada (acreditava nessa reciproca como verdadeira) por uma família cristã. Independente do laço de relacionamento com um dos filhos da família tinha eu um carinho como se fosse meus pais. Por vários motivos, inclusive minha mudança de estado acabamos nos afastando. Tentei contato um tempo, mas vi que era uma via de mão única  e parei. Engana-se pensar que era por causa do ex-relacionamento, era pelo contato e pelo carinho mesmo durante anos. Cansei! Abri mão disso quando meus pais comentaram que eu mudei eles não, se quisessem mesmo contato manteriam ao menos com eles. Pois bem! Meu pai desencarnou e nem um “meus sentimentos” recebi. A quem diga que evitam o meu nome ou falar sobre devido a atual nora. Não consigo definir que sentimento tenho diante dessa hipótese. Sério que eu apresento tanto risco assim ao relacionamento de um casal? Muitos holofotes pra um assunto passado. Só acho, aliás certeza. No fim fica o “Obrigada” por toda aquela época, mas hoje quero distância de pessoas que pensam assim... Costumava dar tanta importância pro sentimento que nutri, que hoje vi que foi sozinha. Considerei-os minha família enquanto fui só mais uma a passar por ali. Mais uma a ajudar em eventos, em ideias...Enfim...

Mínimas coisas
Sou daquelas que se convidada e afirmo que vou, quebrando esse trato sofro por ter dado minha palavra. Sério! Por meses foi motivo de terapia por esquecer as vezes da vontade de “hoje não quero fazer nada” e ir em tudo que era convidada. Quem dera eu ser rica pra ir em tudo que me convidam, quem dera eu ter regalias e entradas liberadas  que garantam minha presença. Quem dera eu não lembrar que do mesmo jeito que vou em uma apresentação sua quando convida, quando convido para as minhas e você não demonstra nenhuma inclinação a ir não te vejo mais da mesma forma. Por que não pedi que você simulasse um interesse. Prefiro o “aí, você sabe que não gosto de dança”. Mas, por favor dali em diante não me deixe presenciar nenhum comentário seu pra outras pessoas do tipo: “Adoro cultura”. Vamos pensar antes de falar, afinal defina o que faz parte da cultura?


As pessoas tendem a descontar nos mais próximos suas fraquezas, pode não parecer , mas sei disso. Só é realmente uma conflito interno preocupar com você enquanto todos esperam que pelo seu excesso de maturidade tenha que entender tudo o tempo todo e lidar bem com isso. “Ah mas você é tão madura, tão  inteligente que não pode ligar pra essas coisas”. Um dia ou outro “ok”, mas TODAS as vezes nem sempre  estou também num bom dia.  Do lado de cá ainda é um coraçãozinho bom, que como de todo mundo tem uns dias não tão bons assim. 

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quarta-feira, setembro 09, 2015

Desejar tudo.

Eu te desejo.
(Título sugestivo né? Rs*)



Sim, eu te desejo mais cafés em todo lugar no mundo.
Mais risadas no final da tarde. 
Um pôr-do-sol de aquecer o coração 
E uma luar daqueles de tirar o fôlego.
Humm pão de queijo! Queijo!
Te desejo que permaneça a humildade conquistada em saber pedir desculpas,
Quando de fato for assumir um erro.
Desejo que prospere ainda mais os sonhos até aqui planejados,
E todos os outros guardados no coração.
Te desejo ainda o que muitos consideraram loucura e pra mim é amadurecimento:
Viagens! Muito mais delas, sempre que for necessário sair da zona de conforto e se reencontrar. 
Reencontrar a essência, a origem, refazer novos finais.
Ah os finais! Nem sempre são felizes, fazem de parte de uma etapa. Já vi finais virarem recomeço.
Te desejo sabedoria pras horas que o coração apertar e quiser sair pela boca,
Tranquilidade e serenidade na hora de pensar e agir.
Te desejo mais “ogrisses”, 
Mais macarrão de madrugada com um bom vinho,
Mais risadas,
Mais programas de pescaria, mais “mexe no meu cabelo”,
Mais “esquenta meus pés”, 
Mais Gabrielas, mais bailarinas, mais administradoras... Todas as mulheres!
Mais intensidade onde quer que vá, durante o tempo que for necessário pra saber definir sobre suas escolhas.
Se isso te fizer mais feliz, mesmo que não pareça, ficarei feliz por você!
Talvez seja esse o real valor da amizade, amar até quando não te faz bem, ainda assim, desejar ver o outro feliz.
Ou talvez burrice. Vai saber!
Pode ser fase, ou não. 
Pode ser que fique assim pra sempre. 
Ainda que tudo que aconteceu se embarace e desembarace daqui 5 anos. 
Não importa. O importante é saber que aconteceu. 
Que vou guardar no coração.
Você, é um mito. Uma pecinha pra lá de irreverente.
Não acredito em coincidências, acredito em sabedoria divina de colocar na nossa vida quem precisamos conhecer.
Independe do que eu te falo de cabeça quente, que é quando 
O coração num “guenta mais” e sai pela boca da maneira errada.
Seja feliz! É o que deseja quem te conheceu e quis desconhecer em 30 dias. 
Quem, talvez, passe alguns meses e você não
se lembre mais. 
Mas, que sinceramente te deseja tudo de bom.


Poderia escrever de diversas formas e diversas línguas, 
O importante é: GosDI Mai doCÊ!
Com afeto,

Gabi.

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