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segunda-feira, outubro 28, 2019

Escolhas

Uma vez, alguém bem próximo me perguntou por que eu não conseguia ter minhas próprias coisas como minhas amigas de infância que hoje são noivas, casadas, mestrandas, com carteira, carro e casa. Aquilo no começo me doeu bastante. Ainda mais vindo de quem veio. Hoje, eu tenho um pouco mais de discernimento pra compreender que cada um faz escolhas e com elas tudo têm seu ônus e bônus.
Sai de casa com quase 20 anos, de lá pra cá são praticamente 15 anos. Saí pra poder ficar mais próxima da cidade que fazia estágio na época, não passou muito tempo mudei de estado e desde então a vida tem se mostrado desafiadora todos os dias.  Talvez (leia bem, talvez) se eu tivesse ficado no conforto da casa de meus pais até hoje trabalhando, estudando eu realmente teria bens materiais que a maioria hoje tem. Foram muitos anos “sozinha”, custeando a vida sozinha, pagando aluguel, remédios, consultas, locomoção, tudo sozinha*. Hoje, olhando pra trás vejo quantas outras riquezas eu conquistei que não são atreladas ao dinheiro nem a conquistas materiais. De todas, eu ainda me oportunizo dançar. Crescemos dançando...E muitas com tempo deixaram a dança de lado. E eu, bom, talvez seja a pessoa mais sem foco na vida, ou por ter uma inquietação tão grande com o mundo vivo estudando várias coisas.  Talvez seja essa inquietação que me faça não me encaixar em padrão nenhum dito como “comum”. Talvez seja essa inquietação com o mundo que me faça estudante das Artes, das linguagens e da vida. Sigo, com a vida progredindo, agora um pouco mais coerente com o que a sociedade quer. Mas, não por pressão, simplesmente por que a vida acontece... Vem acontecendo.
Amanhã talvez eu mude de ideia, e continue a estudar fazendo um curso de Direito talvez, continuando a financeiramente gastar em estudo e continuando a não ter uma carteira. Mas, de algo eu não posso nunca me culpar, de ter vivido e feito escolhas no passado que me dão a liberdade de ser quem eu sou hoje. Sim! Ainda uma pessoa sem filhos, sem casamento, sem diversas coisas... E com tantas outras tão boas de viver/sentir.
Ao universo, aos próximos  que estão juntos disso tudo, gratidão!

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Você " tem que"



Você " tem que".
Tem que ser bem sucedida como fulana. Tem que formar e arrumar emprego. Tem que casar, tem que ter filho, tem que emagrecer. Tem que ter o cabelo liso da moda que combina com a saia que estão usando. Tem que ter likes e visualizações pra ser vista.Tem que ter preparo físico, tem que gostar de tudo pq "todo mundo gosta". Tem que dizer a gíria da moda. Tem que ser a filha que não dá problemas. Tem que fingir ser feliz o tempo todo pq ninguém tem paciência com a tristeza alheia. É drama, "mimimi". Tem que ser feliz. Tem que fingir ser feliz o tempo todo em todas as redes sociais. Você tem que gostar das músicas que são "hit". Tem que contar uma mentirinha as vezes, "todo mundo faz isso"...
Tem que desejar mal pra quem falou mal de você. Tem que ter inveja de quem segue todos padrões da sociedade,o que inclui estar na moda, ja que você não.Você tem que procurar ajuda, tem que controlar a ansiedade, o peso, a vontade de doces, a celulite, os cabelos brancos...
Daí você descobre que a sua luta interna as vezes é ser você num mundo tão diferente de você. Num lugar de pensamentos tão fechados você é a que gosta de colorir os dias e pensar em cores. Redescobre que não controla nada. Não é porque "Gratidão" é a palavra da moda. E que "ter que" não te leva a nada a não ser sentir um produto da expectativa alheia, ou ainda um produto da "moda".
A liberdade de ser somente você, deve ser realmente muito boa.

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Sobre o primeiro ano e todos os outros - 04 de Fevereiro

Desejei, que o dia passasse rápido.
Que os pensamentos não me lembrassem a toda hora que olhasse no relógio do trabalho, que hoje é dia quatro.
Quatro de um mês que tem feriado.
Quatro, da saudades de outros anos. Quatro, de todos os outros dias e anos que estão por vir.
Hoje, eu não dormi.
Rolei na cama de um lado pro outro tentando contar carneirinhos (como você me ensinou), tentando ouvir a respiração e o coração pra ver se distraia a cachola e o sono chegava.
E olha, alguém aí em cima entendeu! Fez descer lágrimas que corriam aqui embaixo cair daí de cima do céu.
Nesse misto de aperto no peito cheio de saudades de ficar juntinho e te falar pra “parar de me abraçar” (me sufocando as vezes) veio o desejo de deixar a vida mais leve, fazer com que ela tenha sentido, depois de tanto esforço de vocês, por mim, ou melhor, por nós.
São 12 meses...
Doze de tantos outros...
Parece que foi ontem que o celular tocou pra me dar a notícia.
Parece que foi ontem, que despedi de vocês após dias de férias “em casa”.
Foram dias e finais de semana que o melhor era ficar todo mundo aninhado em cima de vocês depois do almoço. Ver filme com todo mundo cochilando e falar sobre fotografia, câmeras, e de como “anda a vida em Londrina”.
Comentamos outro dia, neste ano, como era divertido ver mamãe “reclamando” que na noite anterior quase não dormiu porque você de pés frios (tenho a quem puxar) encaixou nos dela e mesmo sentindo calor, ela deixou.rs* Li, e revi também os cartões postais que mandou durante o namoro de vocês. 
Não tenho idealização de perfeição em relacionamentos, Pai.
Mas, se o moço, ora barbudo, ora loiro, ora negro, aí de cima deixar...
Quero algo que pareça com metadinha do que presenciei com vocês.
Ainda bem que amadureci a tempo de entender os puxões de orelha, a correção e até quando “implicava” comigo.
“Tuniquinha!” Como a maioria me chamava quando criança, e hoje, nem um terço parecida com você. Tenho muito o que aprender.
Não escrevo por remorso. O tempo foi o suficiente em vida pra dizer o quanto amo você. Escrevo, porque sou assim, desde pequena. A pequena ás vezes áspera e madura demais e ora a que amanteigava nos pensamentos e nas palavrinhas escritas.
Fazer com que as tais palavrinhas saíssem do papel, por um tempo na famosa“aborrescência”,foi complicado, né?! Ainda bem que passou.
Sempre engasguei pra falar quando sentia que estava falando tudo aquilo que vinha láááá do fundinho. Lugar esse que as vezes desconheço se fica entre os rins, ou do lado esquerdo do peito. Engasgava e em seguida corria lágrimas no cantinhos dos olhos de quem não queria chorar. E a melhor resposta que tinha nessas situações era o abraço. Ainda amo abraços.
Naquela quinta-feira, fevereiro de 2015, tentei dar o melhor dos meus abraços na mamãe. Engasguei e agradeci todo mundo á presença e despedi ali do seu corpo físico... Senti falta do seu abraço pra poder chorar.
Talvez, hoje, eu queria só isso! Um desses abraços grudados que você me dava e as vezes sem pensar, parei distribuir.
Saudades sua, eu sinto.

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Continuando

Essa noite sonhei  e novamente histórias passaram diante dos meu olhos. Linhas escritas entre o que houve de fato e devaneios de um sonho incompleto.

Como um Dèjavú  vi você passar por tudo ‘de novo’, e de novo... Incansavelmente tudo se repetia.
Até o momento que me vi no seu lugar. As várias histórias se repetiam. As amizades que surgiam uma após a outra em troca de sentir, de vivenciar mais um pedaço de história, mais uma história de aconchego, desejos e trocas. Parece sempre como um “acaso” , mas nunca é. São idealizações traçadas com muita reflexão. Pelo menos da sua parte. A despretensão é sempre do outro lado.

Quando me vi no seu lugar, pude sentir o medo. O medo que te rodeia em “ficar sozinho”, o medo de não dar certo por detrás de toda essa aparência de “tudo bem”. Talvez seja justamente esse sentimento que nunca entendeu. Como as pessoas conseguem ficar sozinhas. Te respondo por mim. Que tenho medos e tendo amenizá-los.

 Sozinho podemos estar de fato só em casa, morando sozinho, ou andando sozinho. Ou, ainda estando perto de várias pessoas, conversando sobre várias coisas e ainda assim, sozinhos.  Há uma diferença entre solidão e solitude. Quase sempre enxerga a minha vida como solidão. E tenho meus momentos de solidão, mas muitos de solitude. Não confunda a fase atual com: sempre. Solidão, é o olhar de estar sozinho e não estar bem, sofrendo. Solitude é o oposto. É o contato consigo mesmo sem a necessidade de companhia. É estar bem com ou sem pessoas ao redor. Há um equilíbrio entre estar consigo e estar com o outro, e bem.

Talvez, esteja aí o viver cada coisa, e não aparentar cada uma delas. Esperando resposta de uma plateia que gera algumas ‘curtidas’, mas nem sempre de fato, estão preocupadas com você. Digo preocupação como forma de incentivo, de torcer por pequenas coisas.

Com os anos fui percebendo que  a sabedoria dos mais velhos existe uma razão de existir. Daquelas palavras ditas por uma senhora de cabelos brancos, são validas. Ninguém exatamente está feliz por você, sempre. Quem de fato está com você por você, comemora as coisas ínfimas, e não grandes conquistas. Comemora a “sorte” que teve no dia de não pegar aquela chuva. Comemora também e da risadas daquela chuva que pegou e se divertiu. Comemora o animal novo de estimação. Comemora aquela descoberta que mesmo já sabendo deixa você descobrir de novo e fica feliz. Sorri com a alma não com aparências. O Coração de fato fica feliz.

Enfim, de diversas histórias, hoje te entendo. Pra encerrar um primeiro capítulo sobre histórias contínuas onde deveria haver finais e não há. Pontas soltas que te enroscam sem você perceber.

Talvez, agora venha outros capítulos . Continuidade de vida. Vida sem medo, de solidão ou de não dar certo. O certo é o hoje, vivido a cada dia. 

sexta-feira, agosto 11, 2017

Com o passar do tempo... E a mesma saudade




Eu ia passar aqui e escrever sobre junho e julho. Meses interessantes da vida, entre inferno e mudança astral.
Mas, o que me chamou atenção esses dias foi o texto escrito tempos atras. 

Que faz sentido até hoje.

Nessa mesma data em 2015 já era saudade.
E ainda é. 

de 09/08/2015:

 Dia 04, fez 6 meses...E ainda sinto como se fosse hoje. Aquela semana de fevereiro em que todas as 'coisas' pareceram virar incertezas.

Hoje, fiz como de costume.
Liguei pra sua casa que agora é a mesma de Deus (em oração) e agradeci por ter você e mamãe em minha vida. Sim, sou dessas...

Agradeci a Deus pela escolha. Ninguém é perfeito, mas vocês para nos criar tentaram ao máximo (e continuam até hoje). Acredito que não há receita de bolo pra se criar um filho, afinal, cada um é tão diferente do outro né?!

Eu fui mimada por você! Queria sempre por na sua cama quando eu chorava com meus famosos pesadelos... Ajudava mamãe a noite me levando pra fazer xixi e escovar os dentes antes de dormir... Lembro de tudo e espero ter toda essa memória pra passar pros "meus filhos" com foi a minha infância. 

A caçula, a mais "seca" e "durona"na adolescência virou a mais manteiga depois de "velha". 

Quando ainda era só um grão na barriga da mamãe já avisaram que seria uma "Tuniquinha" que iria nascer...  Erraram!! rs* Em todos aspectos que herdei de você (de acordo com mamãe, não foram poucos), ainda não aprendi de fato, esquecer as mágoas como você. Que entristecia com a ingratidão de alguns, mas dali um tempo esquecia-se do ocorrido. Talvez, seja minha missão em vida aprender a ser assim...

Entendo que foi o tempo. Depois de várias "vidas" que Deus te deu (várias quase mortes), na sétima e última oportunidade você conversou sobre minhas escolhas. 

Cheguei em BH cansada da viagem em Dezembro, sentou comigo na sala junto com mamãe e falamos da vida, colocamos os meses em dia e você todo feliz com as apostilas de LIBRAS que levei de presente... Ali, onde sempre houve as melhores comidas e conversas, vi compreensão. Vocês, que já se preocuparam em " pq ainda não havia me casado", "Pra não ficar sozinha aí", compreenderam minhas escolhas em esperar ser de fato cia pra alguém que também decida ser a melhor cia pra mim. Afinal relacionar é parceria.

Gratidão à Deus por ser assim, ainda que o coração sinta "medo" de como será sem você por perto, como será o amanhã sem o beijo na testa em sinal de confirmação e carinho!


Fico com o obrigada por escolher ser pai! Por enfrentar com a mamãe a minha gestação tão cheia de cuidados. Enquanto alguns acreditaram que eu não nasceria com o corpo físico perfeito. Aqui estou eu pra contar que Graças aos cuidados de vocês  e repousos, eu nasci em Pedro Leopoldo/MG, entre 29 meninos da maternidade. A única menina, o único bebê com tanto cabelo que nasceu naquele 28 de junho.

terça-feira, junho 06, 2017

Somos Passarinhos*...

O frio, o dia dos namorados, ou sei lá o que se passa nessa época do ano. Sei que a maioria começa a querer se aninhar. Achar um par, alguém que esquente os pés, as costas e que tenha o abraço que acolhe.

Por anos (sim, você leu certo), muitos deles, optei e ficar quieta. Obvio, sou alguém que sente  (as vezes até de mais), logo, me envolvi , decepcionei, fiz amizades, retratei alguns erros com pessoas no qual me relacionei em alguma época da vida até aqui, me apaixonei, desapaixonei, fiz da vida o que bem quis ou aconteceu. Fazer algumas opções nos levam algumas renúncias, rever prioridades... Enfim, escolhas.

 Escolhi desta forma por não me achar o suficiente ”boa” pra compartilhar com alguém um caminho. Por ver meus problemas com um microscópio enquanto o que deveria ter usado era um caleidoscópio.

Quem topa de verdade entrar na sua vida, veja bem estou falando de relacionar seja de qualquer esfera (a maioria só pensa em casamento, noivado, namoro – não necessariamente nessa mesma ordem), mas falo sobre algo que pra mim sempre foi importante: Parceria.  Talvez a parceria venha em forma de amizade, às vezes de um relacionamento de “trocas” ou de um sem nome. Digo dessa forma, por acreditar que existem relacionamentos “sem nome” no qual existe um interesse em satisfazer algumas expectativas e desejos, mas há a preocupação com o outro.  Sinceridade em demonstrar em que fase da vida está e o que quer.

Mesmo tendo o espírito de alguém velho, sempre me esbarrei na tendência em aguardar expectativas de situações nos quais eu não tenho como prever, mas se topei arriscar, que eu assuma mesmo quando der tudo errado.
E foi numa dessas que reencontrei.  Reencontrei pessoas, situações, sentimentos, interesse e encontrei de novo “Eu”. Um eu que anda se aceitando um pouco mais, com defeitos, com ou sem saúde, com cabelo ou sem, sendo padrão ou não, com desejos e vontades... 

Penso em ter vida! Se por mais 40 anos, mais cinco ou apenas dias, mas que seja de verdade.

*Título: trecho da Música Passarinhos 

quarta-feira, maio 03, 2017

“A sua loucura parece um pouco a minha”...

Se Clarice Falcão, sabia do meu dilema? Eu, não sei.
Ou talvez, seja a narração do o dia-a-dia mais comum entre semelhantes.

Ao descobrir esse turbilhão, quis fugir. É sempre assim quando me deparo com o que não controlo. A vontade é de estar perto estando longe... Possível? Talvez sim, talvez não.  

A moda antiga? Sim, talvez. Nasci num equivoco do tempo.
Possivelmente os 82 anos que me circundam demonstram naturalmente o que a alma deseja.
Desejo de passividade, ainda que ligada no 220v. Abraço que envolve e  dá segurança, sem precisar de falar, só ouvir o coração. Intimidade que um olhar descreve e reciprocidade. Sem precisar grandes demonstrações de afeto vazias de sentimento e recheadas de público, mas poder ver algo que lembrei e entregar de coração. Uma bala, um bombom ou um pedacinho de papel de pão.

A sensação é de um afeto pueril, daqueles que me recordo ter presenciado duas vezes na vida.
Ainda que por caminhos diferentes e destinos opostos, a saudade do tempo vivido é grande.  


Talvez, seja um sentimento passageiro, daqueles que vem se vive intensamente, e vira história pra contar. Histórias que tecem um trajeto percorrido que ninguém precisa acreditar. 

segunda-feira, abril 10, 2017

Precisa de aperfeiçoamento

Ele é míope. Só pode.
O danadinho tem  asas e se quer voa longe.
Precisa aprender a voar.
Cisma sempre em disparar as flechinhas em que está mais perto.

Cupido, bobo, ou será sábio!?

Por muitas vezes fiquei com raiva e outras tantas fiz as pazes.
Ele teima, que o coração do lado de cá é mole.
Eu insisto que já foi.
É uma briga danada.

Juro que matriculo ele nas aulas certas.

- Como enxergar com miopia.
- Como atirar flechas apropriadas em pontos estratégicos.
- Uma vida, um amor – como entender seu cliente.
- Aprenda em 5 passos como identificar o alvo.
- Voos para iniciantes – Aprenda voar sem medo da direção.


Ah! Danadinho. Se te pego nessa “sapecagem” que anda fazendo...
Tem tentado amolecer o que já endureceu faz tempo. Talvez só por fora.

Trouxe de volta o que achei que tinha perdido de vista a muito tempo.

segunda-feira, março 27, 2017

Ah! Essa menina.

Ela nasceu no Nordeste.
Não, não...  Ela é de Minas Gerais.

Já me avisaram que mineiro é “baiano que não terminou de subir a serra”.
Parou  no caminho pra uma prosa, pra uma reza e quisá um golin de pinga.
Quem dera, tivesse mar  pras bandas de lá.

O coração dela já parou e voltou a bater inúmeras vezes.
Quase morreu de amor...
Quase se foi com a solidão...
Solidão que ela escolheu por querer um mundo só seu.

Das asas que os pais deram, ela aproveitou para voar.
Do chão que a razão lhe traz ela aprendeu a pegar impulso.
E do coração que nasceu com ele, ela ainda teima em escutar.

Ah! Essa menina. Essa menina de moça prosa, que é ligeira e não é formosa.
Geniosa! As vezes teimosa.

Ah! Essa menina...
Não faz parte desse mundo quando dispara a falar da vida.
Quem dera poder enxergar a vida por esses olhos brilhantes.
Que insiste em ter uma felicidade constante.

Insiste em dizer que já viveu um século.
Que tem a alma jovem e o espírito de velho.

Pouco sabe ela o que quer da vida.
Pediu o universo que traga alegria.

A alegria vem todo dia ao amanhecer...
Quando ela encontra motivos para agradecer.
Ela abre os olhos e lembra que hoje não é mais um dia.
Hoje é O dia pra viver.


Ah! Essa menina...


sexta-feira, janeiro 27, 2017

" Para reabrir o mundo e fazê-lo dançar"

Ilustração: Luiza Normey (https://matizablog.com) 



Acordei e desejei que com o passar dos meses...
A vida tivesse diluído o que aconteceu.

Sinto falta da inteligência.
Sobre falar de todas as coisas... Das mais capciosas as mais corriqueiras.
Do sorriso bobo... Das gargalhadas de dar soluços.

De ver as coisas por um outro ângulo que não fosse só o meu.
De deixar fluir a amizade que caia bem, que surgiu sem pretensão de “dar certo”...

Talvez  a lembrança tenha surgido a mente, depois dos olhos notarem em um filme, o quanto em comum parecia* existir... E que amizades assim acontecem ...

Coisas boas acontecem.
Ruins também!

E com todas elas o aprendizado de que nada é pra sempre.
Por isso: “ Isso também passa”.

*parecia por ser como eu vejo a situação, de  fato hoje penso que não sei bem o que era para você.

sexta-feira, novembro 11, 2016

Mandei carinho pra além daqui...


Tem muita tempestade iniciando em copos razos.
Razos de alegria, de passividade, razos...

Hoje, pedi de coração pra que toda energia chegasse onde precisava chegar.
Talvez o campo de abrangência não seja dos melhores, ou a frequência não seja clara.
Mas, acredito que fruiu.

Foi ver como você estava, e retornou com o “cuide-se”.

Obedeci.

O corpo por fora anda claro e sem cor e por dentro meio apodrecido em decepção.
Com dias contados vai embora. Estando de volta a oportunidade de fazer acontecer de novo, e de novo... Quantas vezes forem necessárias para aprender.

Não questiono mais, “por quê comigo”, “pra quê”.
A pergunta virou o quê aprender com isso.
E a mais clássica: Isso também passa.

Acordei feliz, e com uma saudade imensa das minhas origens leia-se família.
Contando os dias...

De um certo dia chamado ontem.

10/11/2016

terça-feira, novembro 08, 2016

Fazendo silêncio

ShihiiiI!
Ela achou que o coração não dava mais pra ser ouvido por fora. Travou as mãos no peito e quis que ele parasse de bater e palpitar toda vez ... Toda vez que o visse.

Então ele, o coração, a obedeceu.

sexta-feira, novembro 04, 2016

Quando as pistas levam a ... Sonhos!

Voltando  a fazer as pazes com a tranquilidade.

Em meio à meses turbulentos do ano. Em que muitas situações aparentemente pacíficas e puras foram sendo mostradas como interesseiras e descometidas. Novembro vem pra acalmar.
Ando agradecendo, mais do que pedindo, de novo. Eu, sei parece falsa modéstia, mas atribuo a minha falta de capacidade de pedir com medo de exatamente pedir errado. Nessa horas viria uma frase irônica sobre esse fato, mas vou abrir mão dela é pensar que uma hora eu aprendo a pedir... Tô tentando ser um tico menos irônica com tudo...

Por estes dias tive um sonho, não sei se pesadelo porque as falas da senhora loira me deixou inquieta.
Mas tenho ideia de que isso não me sirva de fato agora. Parece mais um daqueles “problemas de criação” que quando você desconecta é que vem a melhor saída.

Não sei quem era, nem tão pouco sei se conheço alguém como ela. Mas ela calmamente comentou sobre equilibrio, sobre as coisas estarem desalinhadas pra poder voltarem ao normal. Que mesmo precisando hoje de cuidados, viriam até a minha presença pessoas precisando de mais cuidados e seria por elas que eu ficaria melhor. Não sou madre Tereza (entenda, isso náo é um deboche) nem ninguém importante digna de uma atenção grandiosa. Mas realmente em algumas situações me vi mais preocupada em ajudar e fazer as coisas pras pessoas do que pra mim. SIMMM eu acredito na lei do retorno. Mas tenho esquecido de respeitar os meus limites...  Sabe quando lembro disso?
Quando “tchanam!” o corpo pifa total. Você se vê doente e pergunta-se em que parte da história não notou os sinais. E olha! O que geralmente acontece quando o corpo adoece o primeiro que fica desequilibrado é meu senso de humor... E você se frustra por não ter prestado atenção e ter chegado a algo tão extremo.

Sobre a loira, ela tinha cabelos nos ombros partidos ao meio lisos e dos olhos azuis. Pareço ter visto ela em algum lugar, mas tentei numerar as pessoas loiras ou com o mesmo cabelo e não lembrei de ninguém tão próximo a imagem que vi. O olhar talvez me lembre alguém... Não tenho certeza.  Mas, lembro de ter visto a mesma expressão nos olhos há um tempo atrás. Vai entender!

A ultima frase foi “ Está dentro de você toda essa inquietação por ter mais pra dar do que pra receber, não espere receber, mas saiba que merece receber, sempre.”

E assim acordei sem saber quem era, nem quem poderia ser. Com a certeza de que aquele olhar ..HUmm esse, me parece familiar... 

terça-feira, outubro 25, 2016

De dentro pra fora.

Pedindo ao universo força, fé e saúde.
Pedindo perdão pelas vezes que não compreendi nem as minhas próprias vontades e decisões, e me culpei por elas. 
Pedindo perdão pros que me desejam mal. Que ao deitarem não conseguem emitir amor com relação a minha lembrança. Não é reciproco. 
A mágoa existe pela expectativa não correspondida... Mas não pelo mesmo sentimento de des-amor.
Enquanto pessoas, falhamos, enquanto alma, padecemos ... 
Pedindo perdão ao coração que por várias vezes não soube lidar com a falta de amor em algumas situações, e sofreu.

Perdoar a si mesmo, perdoar ao próximo e evoluir.
Somos todos capacitados a cometer erros, e poucos dispostos a praticar o amor de verdade.
Um processo de anos, pra vida inteira.
Pelo menos nesta. 

quinta-feira, outubro 20, 2016

Falando dela...

Aquele mapa astral com uma pitada de "senta lá Claudia".
 Como você nasceu num momento próximo ao pôr do sol, Gabriela, seu signo ascendente é Capricórnio que, combinado ao Sol em Câncer, sugere uma natureza introspectiva e profunda, capaz de se dedicar com afinco e extrema persistência às coisas que deseja. Uma tremenda força concentrada é o resultado natural desta combinação Câncer-Capricórnio, e você também conta com uma inteligência social pronunciada, uma capacidade de compreender o outro, de se colocar no lugar do próximo, justamente porque no momento de seu nascimento o Sol se projetava para o oeste - marca registrada de indivíduos dotados de uma alta percepção do "outro".(Seria isso Empatia??)
Cuidado, entretanto, com uma espécie de desconfiança fóbica oriunda de um exagero de percepção da dureza da realidade. A sensação de que o mundo é um terreno perigoso pode lhe conduzir a agir de uma forma muito defensiva, se censurando, e ainda por cima achando que os outros estão a lhe censurar, o que não é absolutamente uma verdade! Você nem necessita de outra pessoa a lhe criticar: você já tem a si. (Opa! Quase não faço isso o tempo todo rs*)
 Seus melhores objetivos são aqueles de longo prazo, portanto nem sonhe em batalhar por coisas que exijam resultados imediatos.
O tempo é seu melhor amigo, Gabriela. Imagine só: você une em sua alma a tenacidade do caranguejo, que prefere perder a pata a largar a isca, à persistência da cabra que sobe uma montanha. Seus melhores objetivos são aqueles de longo prazo, portanto nem sonhe em batalhar por coisas que exijam resultados imediatos (Isso também serve pra relacionamentos?). Há também um outro lado, entretanto: procure observar até que ponto algumas insistências suas são, de fato, relevantes. Como eu disse, muitas vezes o caranguejo perde a pata quando seria mais inteligente simplesmente largar a isca. (Mais uma vez , também serve pros relacionamentos?) E isso tem a ver com apego e teimosia, nada que um pouco de reflexão racional não amenize.

Seriedade demais pode lhe levar a parecer uma pessoa um pouco amarga, e de fato vale se questionar: até que ponto as coisas devem ser levadas com tanta preocupação? (né!? Depois de longas situações de stress vem sempre esse questionamento, sinal de que ainda é um processo que não aprendi) 

quarta-feira, setembro 14, 2016

A caixa, a cena, a diferença e a vida.

Dos cabelos brancos encaracolados que começaram a surgir em maior número pós 2014. Das mil dúvidas que surgiram pós o coração amolecer mesmo depois de tanta pancada. O que são 6 anos?

Se a cada 365 dias tanta coisa acontece, dois mil cento e noventa dias, é chão hein!?
Chão esse que andou me tirando sono. Sono esse que alimentou expectativa. Expectativa que novamente tirou sono.
É diferença de época, é vivenciar de alguma forma a mesma época. É encontrar duas gerações tão diferentes com valores iguais (talvez) e propostas diferentes de vida.
Bater de frente com uma força pra manter o foco e ao mesmo tempo ser perdido por tanta informação instantânea. É ter a diferença de pensar em estabilidade e ser instável em tantas outras áreas da vida. É ver que arriscar faz bem, que a aventura é incrível, mas ao mesmo tempo lutar contra qualquer coisa que te induza a situações de risco. O que é a vida se não essa vontade latente de acertar e dar certo, quando o “errado” das muitas vezes , pode não ser!?

O teatro de caixa avisou:
Surge o amor na história e com ele? As Dúvidas. E novamente o amor entra em cena, e com ele? Mais dúvidas. Entram os personagens em cena. Pausa dramática! As cenas continuam  e como toda boa história : a crise e o conflito.  Com o desenrolar da história surge: a esperança, e com ela? A alegria.  Novamente o amor é colocado em cena, e com ele? Mais dúvidas! O amor continua, e as dúvidas também (Dizem: o mistério é ser assim). E com o amor vem... Os amigos...  E a história volta a se repetir tantas outras vezes sol a sol  e noite após noite. Mesmo com a lua dos “apaixonados”, ali tão próxima à história se repete em meio a crise, torcendo pra que aconteça a felicidade. Foram assim 28 vezes no espetáculo e na vida real talvez mais... Ou menos...

A história que se passou na caixa, apenas de fato alguns ouviram... Ela passou entre os olhos e o que os ouvidos captaram ali, naquela hora, por fones nos ouvidos. Sem interferência externa, sem opinião alheia. Sem  especulações. Apenas de fato, o que existiu.

Ou não existiu?!

Vai saber!

Já dizia OTM : “Vai saber quem souber me salve!

(Sobra tanta falta)

terça-feira, setembro 13, 2016

45" do segundo tempo



Talvez ...
Eu tenha que viver pra aprender que as vezes, quase sempre, o que realmente digo as pessoas, cabe de fato a minha vida.
Quase sempre comento que as surpresas também podem ser boas mas quase nunca vivencio isso, passa se a ser um conselho vago. E quando acontece, parece surreal.

E agosto com todo desgosto que costuma ser atribuído a ele, trouxe brisa, trouxe vendaval e como boa “canceriana”, saudades. Saudades da casa que não é mais minha, da fase que não é mais minha e de toda aquela euforia que fez um tempo acreditar ter uma família em Londrina.

É agora que rumo ao fim do ano começamos a fase “reflexão dos dias”, todo mundo passa por isso mesmo que afirme que não, nos quarenta cinco do segundo tempo (ano novo) acaba pensando a respeito.
O que veio de bom com 2016, o que se foi, o quanto a vida mudou...

Agosto foi com seus 53 dias longos e um sensação boa de novidade no ar. Setembro tende a reafirmar, o que tiver que ficar...

Aguardando os últimos meses do ano, processando toda informação nova. Tendo certeza que o processo é longo. Pedindo resiliência e plasticidade pras atitudes.


Do que adianta ser inteligente pra tanta coisa se tanta outras ser tão mole?!

quarta-feira, julho 20, 2016

Vaga-lume no potinho,sapatilhas na janela

Toda faxina vem em boa hora.

Tem sempre aquela dor e a dúvida de estar ou não fazendo a coisa certa.
Mas, sim, o universo conspira pra que dias melhores aconteçam.

É de dar alegria quando se acha um fiapo da esperança ali grudadinho no casaco que você guarda a anos de todos invernos vividos.
O fiapo existe, e é como luz. Você o guarda como quem guarda um vaga-lume no potinho, com todo cuidado pra que não morra (apague).
E nessas horas, ainda sem expectativa, você então poe no papel toda imagem refletida daquela pequena luz do pote. E ela reascende a vontade de alguns projetos guardados na gaveta.

Não é a primeira vez, que a vida surpreende colocando pessoas que até então não são tão próximas, ao meu lado, dando apoio. E como reerguer um pilar tombado. Você fica sem chão, sem muros e aprende a reerguer um por um.

Um dia de cada vez com equilíbrio.

È assim que a bailarina sai do palco mas não deixa  cena de lado...

Ilustração Petite Pirouette _ Gabriele/Stephanie

sexta-feira, maio 20, 2016

Sobre os monstros e o inferno astral

Em analise fria de cada fato ou de cada passo descompassado. Vejo que o inferno astral as vezes reside nos piores monstros que estão aqui dentro. Todos saem em maio em busca de arejar as ideias próximas a mim.
E quando você passa a dar as mãos pra cada um deles, deixar de ser tão “sofrido”.

Aniversário é renovação, com ou sem planejar nada é ter consciência do que de fato de move, o que de fato não agrega e o que realmente deseja.

Eu vejo a luz ali logo alí a frente.
Um alí bem de mineiro, pode ser a dois passos como muitos anos luz à minha frente. Não importa, tá lá! Pra progredir. Pra renovar...


terça-feira, abril 12, 2016

Faço Um Barco de Papel, Pra Navegar*

Das descobertas internas, das ausências sentidas que ficam martelando na cabeça alguns “quês” e “por quês” que ao longo destes quase 31 eu ainda não descobri. Ou os descobri e não os assumi.

Ando sonhando muito a noite, são sonhos bizarros e até triviais. Em análise, em alguma noite não dormida, percebi que todos os assuntos tem haver com “apoio”. Quando digo bizarros, são pessoas que não vejo e tão pouco tenho contato, porém tem um significado profundo na minha vida. Outros tenho contato e talvez não quisesse mais ter, mas em sonho é algo tão fluído que chega a dar “gosto de ver”. Descobertas inúmeras do que não se pode ter.
 Ouvi uma vez, de uma das pessoas que hoje tenho contato e respeito e as vezes até um certo atrito que: “tudo que é baseado no outro dará errado. Não por não valer a pena, nem tão pouco questionar princípios, mas a expectativa frustra”. É uma via de quilometragem infinita onde não cabe uma placa se quer de “alerta”. Quando nota-se a chegada ao destino é a beira de um precipício no qual você mesmo acelerou tanto pra chegar...
Conhecer o outro as vezes requer desconstruir o que você sabe da vida. E por outras experiências, se reconhecer no outro. Ver os teus defeitos, no outro, ou que sua irritabilidade nada mais é que a negação das características que  ou outro tem iguais a você. Chega ser estranha  a sensação de repelir e ao mesmo tempo uma força tremenda atraindo.
 Se “opostos se distraem e os dispostos se atraem” que seja disposto a dar certo, é um grande passo. Que venha para a construção de algo a mais junto. Uma tentativa, sem formulas e formulários preenchidos, sem obrigação de dar certo ou a frustração dos outros que deram errado, sem orçamentos e status predefinidos, sem preocupar com o que os outros imaginam ser, que seja apenas companheirismo e partilha.
Que o apoio seja mútuo.

Ando repensando sobre... Sempre a oportunidade de mudar o rumo. Encontrar um novo caminho, talvez um recomeço para ancorar o barco a vela no porto seguro encontrado de um caminho onde se navegou junto. 

*
Título retirado da música: Barquinho de papel - Forrueiro