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segunda-feira, março 27, 2017

Ah! Essa menina.

Ela nasceu no Nordeste.
Não, não...  Ela é de Minas Gerais.

Já me avisaram que mineiro é “baiano que não terminou de subir a serra”.
Parou  no caminho pra uma prosa, pra uma reza e quisá um golin de pinga.
Quem dera, tivesse mar  pras bandas de lá.

O coração dela já parou e voltou a bater inúmeras vezes.
Quase morreu de amor...
Quase se foi com a solidão...
Solidão que ela escolheu por querer um mundo só seu.

Das asas que os pais deram, ela aproveitou para voar.
Do chão que a razão lhe traz ela aprendeu a pegar impulso.
E do coração que nasceu com ele, ela ainda teima em escutar.

Ah! Essa menina. Essa menina de moça prosa, que é ligeira e não é formosa.
Geniosa! As vezes teimosa.

Ah! Essa menina...
Não faz parte desse mundo quando dispara a falar da vida.
Quem dera poder enxergar a vida por esses olhos brilhantes.
Que insiste em ter uma felicidade constante.

Insiste em dizer que já viveu um século.
Que tem a alma jovem e o espírito de velho.

Pouco sabe ela o que quer da vida.
Pediu o universo que traga alegria.

A alegria vem todo dia ao amanhecer...
Quando ela encontra motivos para agradecer.
Ela abre os olhos e lembra que hoje não é mais um dia.
Hoje é O dia pra viver.


Ah! Essa menina...


quarta-feira, julho 20, 2016

Vaga-lume no potinho,sapatilhas na janela

Toda faxina vem em boa hora.

Tem sempre aquela dor e a dúvida de estar ou não fazendo a coisa certa.
Mas, sim, o universo conspira pra que dias melhores aconteçam.

É de dar alegria quando se acha um fiapo da esperança ali grudadinho no casaco que você guarda a anos de todos invernos vividos.
O fiapo existe, e é como luz. Você o guarda como quem guarda um vaga-lume no potinho, com todo cuidado pra que não morra (apague).
E nessas horas, ainda sem expectativa, você então poe no papel toda imagem refletida daquela pequena luz do pote. E ela reascende a vontade de alguns projetos guardados na gaveta.

Não é a primeira vez, que a vida surpreende colocando pessoas que até então não são tão próximas, ao meu lado, dando apoio. E como reerguer um pilar tombado. Você fica sem chão, sem muros e aprende a reerguer um por um.

Um dia de cada vez com equilíbrio.

È assim que a bailarina sai do palco mas não deixa  cena de lado...

Ilustração Petite Pirouette _ Gabriele/Stephanie

sexta-feira, maio 20, 2016

Sobre os monstros e o inferno astral

Em analise fria de cada fato ou de cada passo descompassado. Vejo que o inferno astral as vezes reside nos piores monstros que estão aqui dentro. Todos saem em maio em busca de arejar as ideias próximas a mim.
E quando você passa a dar as mãos pra cada um deles, deixar de ser tão “sofrido”.

Aniversário é renovação, com ou sem planejar nada é ter consciência do que de fato de move, o que de fato não agrega e o que realmente deseja.

Eu vejo a luz ali logo alí a frente.
Um alí bem de mineiro, pode ser a dois passos como muitos anos luz à minha frente. Não importa, tá lá! Pra progredir. Pra renovar...


terça-feira, abril 12, 2016

Faço Um Barco de Papel, Pra Navegar*

Das descobertas internas, das ausências sentidas que ficam martelando na cabeça alguns “quês” e “por quês” que ao longo destes quase 31 eu ainda não descobri. Ou os descobri e não os assumi.

Ando sonhando muito a noite, são sonhos bizarros e até triviais. Em análise, em alguma noite não dormida, percebi que todos os assuntos tem haver com “apoio”. Quando digo bizarros, são pessoas que não vejo e tão pouco tenho contato, porém tem um significado profundo na minha vida. Outros tenho contato e talvez não quisesse mais ter, mas em sonho é algo tão fluído que chega a dar “gosto de ver”. Descobertas inúmeras do que não se pode ter.
 Ouvi uma vez, de uma das pessoas que hoje tenho contato e respeito e as vezes até um certo atrito que: “tudo que é baseado no outro dará errado. Não por não valer a pena, nem tão pouco questionar princípios, mas a expectativa frustra”. É uma via de quilometragem infinita onde não cabe uma placa se quer de “alerta”. Quando nota-se a chegada ao destino é a beira de um precipício no qual você mesmo acelerou tanto pra chegar...
Conhecer o outro as vezes requer desconstruir o que você sabe da vida. E por outras experiências, se reconhecer no outro. Ver os teus defeitos, no outro, ou que sua irritabilidade nada mais é que a negação das características que  ou outro tem iguais a você. Chega ser estranha  a sensação de repelir e ao mesmo tempo uma força tremenda atraindo.
 Se “opostos se distraem e os dispostos se atraem” que seja disposto a dar certo, é um grande passo. Que venha para a construção de algo a mais junto. Uma tentativa, sem formulas e formulários preenchidos, sem obrigação de dar certo ou a frustração dos outros que deram errado, sem orçamentos e status predefinidos, sem preocupar com o que os outros imaginam ser, que seja apenas companheirismo e partilha.
Que o apoio seja mútuo.

Ando repensando sobre... Sempre a oportunidade de mudar o rumo. Encontrar um novo caminho, talvez um recomeço para ancorar o barco a vela no porto seguro encontrado de um caminho onde se navegou junto. 

*
Título retirado da música: Barquinho de papel - Forrueiro

quarta-feira, abril 06, 2011

Em tempos assim





♫ It's times like these you learn to live again 
It's times like these you give and give again 
It's times like these you learn to love again 
It's times like these time and time again ♪