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terça-feira, junho 06, 2017

Somos Passarinhos*...

O frio, o dia dos namorados, ou sei lá o que se passa nessa época do ano. Sei que a maioria começa a querer se aninhar. Achar um par, alguém que esquente os pés, as costas e que tenha o abraço que acolhe.

Por anos (sim, você leu certo), muitos deles, optei e ficar quieta. Obvio, sou alguém que sente  (as vezes até de mais), logo, me envolvi , decepcionei, fiz amizades, retratei alguns erros com pessoas no qual me relacionei em alguma época da vida até aqui, me apaixonei, desapaixonei, fiz da vida o que bem quis ou aconteceu. Fazer algumas opções nos levam algumas renúncias, rever prioridades... Enfim, escolhas.

 Escolhi desta forma por não me achar o suficiente ”boa” pra compartilhar com alguém um caminho. Por ver meus problemas com um microscópio enquanto o que deveria ter usado era um caleidoscópio.

Quem topa de verdade entrar na sua vida, veja bem estou falando de relacionar seja de qualquer esfera (a maioria só pensa em casamento, noivado, namoro – não necessariamente nessa mesma ordem), mas falo sobre algo que pra mim sempre foi importante: Parceria.  Talvez a parceria venha em forma de amizade, às vezes de um relacionamento de “trocas” ou de um sem nome. Digo dessa forma, por acreditar que existem relacionamentos “sem nome” no qual existe um interesse em satisfazer algumas expectativas e desejos, mas há a preocupação com o outro.  Sinceridade em demonstrar em que fase da vida está e o que quer.

Mesmo tendo o espírito de alguém velho, sempre me esbarrei na tendência em aguardar expectativas de situações nos quais eu não tenho como prever, mas se topei arriscar, que eu assuma mesmo quando der tudo errado.
E foi numa dessas que reencontrei.  Reencontrei pessoas, situações, sentimentos, interesse e encontrei de novo “Eu”. Um eu que anda se aceitando um pouco mais, com defeitos, com ou sem saúde, com cabelo ou sem, sendo padrão ou não, com desejos e vontades... 

Penso em ter vida! Se por mais 40 anos, mais cinco ou apenas dias, mas que seja de verdade.

*Título: trecho da Música Passarinhos 

quarta-feira, maio 03, 2017

“A sua loucura parece um pouco a minha”...

Se Clarice Falcão, sabia do meu dilema? Eu, não sei.
Ou talvez, seja a narração do o dia-a-dia mais comum entre semelhantes.

Ao descobrir esse turbilhão, quis fugir. É sempre assim quando me deparo com o que não controlo. A vontade é de estar perto estando longe... Possível? Talvez sim, talvez não.  

A moda antiga? Sim, talvez. Nasci num equivoco do tempo.
Possivelmente os 82 anos que me circundam demonstram naturalmente o que a alma deseja.
Desejo de passividade, ainda que ligada no 220v. Abraço que envolve e  dá segurança, sem precisar de falar, só ouvir o coração. Intimidade que um olhar descreve e reciprocidade. Sem precisar grandes demonstrações de afeto vazias de sentimento e recheadas de público, mas poder ver algo que lembrei e entregar de coração. Uma bala, um bombom ou um pedacinho de papel de pão.

A sensação é de um afeto pueril, daqueles que me recordo ter presenciado duas vezes na vida.
Ainda que por caminhos diferentes e destinos opostos, a saudade do tempo vivido é grande.  


Talvez, seja um sentimento passageiro, daqueles que vem se vive intensamente, e vira história pra contar. Histórias que tecem um trajeto percorrido que ninguém precisa acreditar. 

quarta-feira, julho 20, 2016

Vaga-lume no potinho,sapatilhas na janela

Toda faxina vem em boa hora.

Tem sempre aquela dor e a dúvida de estar ou não fazendo a coisa certa.
Mas, sim, o universo conspira pra que dias melhores aconteçam.

É de dar alegria quando se acha um fiapo da esperança ali grudadinho no casaco que você guarda a anos de todos invernos vividos.
O fiapo existe, e é como luz. Você o guarda como quem guarda um vaga-lume no potinho, com todo cuidado pra que não morra (apague).
E nessas horas, ainda sem expectativa, você então poe no papel toda imagem refletida daquela pequena luz do pote. E ela reascende a vontade de alguns projetos guardados na gaveta.

Não é a primeira vez, que a vida surpreende colocando pessoas que até então não são tão próximas, ao meu lado, dando apoio. E como reerguer um pilar tombado. Você fica sem chão, sem muros e aprende a reerguer um por um.

Um dia de cada vez com equilíbrio.

È assim que a bailarina sai do palco mas não deixa  cena de lado...

Ilustração Petite Pirouette _ Gabriele/Stephanie

quarta-feira, abril 06, 2011

Em tempos assim





♫ It's times like these you learn to live again 
It's times like these you give and give again 
It's times like these you learn to love again 
It's times like these time and time again ♪