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segunda-feira, março 27, 2017

Ah! Essa menina.

Ela nasceu no Nordeste.
Não, não...  Ela é de Minas Gerais.

Já me avisaram que mineiro é “baiano que não terminou de subir a serra”.
Parou  no caminho pra uma prosa, pra uma reza e quisá um golin de pinga.
Quem dera, tivesse mar  pras bandas de lá.

O coração dela já parou e voltou a bater inúmeras vezes.
Quase morreu de amor...
Quase se foi com a solidão...
Solidão que ela escolheu por querer um mundo só seu.

Das asas que os pais deram, ela aproveitou para voar.
Do chão que a razão lhe traz ela aprendeu a pegar impulso.
E do coração que nasceu com ele, ela ainda teima em escutar.

Ah! Essa menina. Essa menina de moça prosa, que é ligeira e não é formosa.
Geniosa! As vezes teimosa.

Ah! Essa menina...
Não faz parte desse mundo quando dispara a falar da vida.
Quem dera poder enxergar a vida por esses olhos brilhantes.
Que insiste em ter uma felicidade constante.

Insiste em dizer que já viveu um século.
Que tem a alma jovem e o espírito de velho.

Pouco sabe ela o que quer da vida.
Pediu o universo que traga alegria.

A alegria vem todo dia ao amanhecer...
Quando ela encontra motivos para agradecer.
Ela abre os olhos e lembra que hoje não é mais um dia.
Hoje é O dia pra viver.


Ah! Essa menina...


quinta-feira, maio 05, 2011

Quereres da minha vida

O seriado (Divã)  só veio relembrar a obra de Caetano Veloso. Hoje é cantado por Nise Palhares. E a versão que acho bunitinha é essa: 




O Quereres 
Chicas
Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro
sou paixão
Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo
queres não
E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem
alta
 eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha
liberdade na amplidão

Onde queres família sou maluco, e onde queres
romântico, burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres
eunuco, garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não
vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres
cowboy eu sou chinês
Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres
ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo
eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres
tortura, mansidão
Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu
sou o herói
Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos
dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e
rima e nunca dor

Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor
me armou
E te quero e não queres como sou, não te quero e não
queres como és
Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres
romance, rock'n roll
Onde queres a lua eu sou o sol, onde a pura natura, o
inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz, onde queres um
canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro, e onde queres
coqueiro eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de
mim tão desigual

Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao
quereres assim
Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem
ter fim
E querendo te aprender o total do querer que há e do
que não há em mim