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sexta-feira, janeiro 27, 2017

" Para reabrir o mundo e fazê-lo dançar"

Ilustração: Luiza Normey (https://matizablog.com) 



Acordei e desejei que com o passar dos meses...
A vida tivesse diluído o que aconteceu.

Sinto falta da inteligência.
Sobre falar de todas as coisas... Das mais capciosas as mais corriqueiras.
Do sorriso bobo... Das gargalhadas de dar soluços.

De ver as coisas por um outro ângulo que não fosse só o meu.
De deixar fluir a amizade que caia bem, que surgiu sem pretensão de “dar certo”...

Talvez  a lembrança tenha surgido a mente, depois dos olhos notarem em um filme, o quanto em comum parecia* existir... E que amizades assim acontecem ...

Coisas boas acontecem.
Ruins também!

E com todas elas o aprendizado de que nada é pra sempre.
Por isso: “ Isso também passa”.

*parecia por ser como eu vejo a situação, de  fato hoje penso que não sei bem o que era para você.

terça-feira, maio 17, 2011

Novidades

Eu sei, tenho deixado de falar de mim (não que seja interessante, mas esse é propósito deste blog). Hoje recebi a indicação de um vídeo, e não é que gostei da banda?! Resolvi postar o vídeo e volto aqui depois pra comentar como anda os obstáculos desse mês. Nada é 100% que não possa melhorar ou piorar, mas as mudanças acontecem e eu sou feliz com todas elas. De alguma forma sempre me favorecem mesmo que na hora eu não entenda.
bjus


Los Porongas


 

quinta-feira, maio 05, 2011

Quereres da minha vida

O seriado (Divã)  só veio relembrar a obra de Caetano Veloso. Hoje é cantado por Nise Palhares. E a versão que acho bunitinha é essa: 




O Quereres 
Chicas
Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro
sou paixão
Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo
queres não
E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem
alta
 eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha
liberdade na amplidão

Onde queres família sou maluco, e onde queres
romântico, burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres
eunuco, garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não
vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres
cowboy eu sou chinês
Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres
ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo
eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres
tortura, mansidão
Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu
sou o herói
Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos
dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e
rima e nunca dor

Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor
me armou
E te quero e não queres como sou, não te quero e não
queres como és
Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres
romance, rock'n roll
Onde queres a lua eu sou o sol, onde a pura natura, o
inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz, onde queres um
canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro, e onde queres
coqueiro eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de
mim tão desigual

Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao
quereres assim
Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem
ter fim
E querendo te aprender o total do querer que há e do
que não há em mim