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segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Sobre o primeiro ano e todos os outros - 04 de Fevereiro

Desejei, que o dia passasse rápido.
Que os pensamentos não me lembrassem a toda hora que olhasse no relógio do trabalho, que hoje é dia quatro.
Quatro de um mês que tem feriado.
Quatro, da saudades de outros anos. Quatro, de todos os outros dias e anos que estão por vir.
Hoje, eu não dormi.
Rolei na cama de um lado pro outro tentando contar carneirinhos (como você me ensinou), tentando ouvir a respiração e o coração pra ver se distraia a cachola e o sono chegava.
E olha, alguém aí em cima entendeu! Fez descer lágrimas que corriam aqui embaixo cair daí de cima do céu.
Nesse misto de aperto no peito cheio de saudades de ficar juntinho e te falar pra “parar de me abraçar” (me sufocando as vezes) veio o desejo de deixar a vida mais leve, fazer com que ela tenha sentido, depois de tanto esforço de vocês, por mim, ou melhor, por nós.
São 12 meses...
Doze de tantos outros...
Parece que foi ontem que o celular tocou pra me dar a notícia.
Parece que foi ontem, que despedi de vocês após dias de férias “em casa”.
Foram dias e finais de semana que o melhor era ficar todo mundo aninhado em cima de vocês depois do almoço. Ver filme com todo mundo cochilando e falar sobre fotografia, câmeras, e de como “anda a vida em Londrina”.
Comentamos outro dia, neste ano, como era divertido ver mamãe “reclamando” que na noite anterior quase não dormiu porque você de pés frios (tenho a quem puxar) encaixou nos dela e mesmo sentindo calor, ela deixou.rs* Li, e revi também os cartões postais que mandou durante o namoro de vocês. 
Não tenho idealização de perfeição em relacionamentos, Pai.
Mas, se o moço, ora barbudo, ora loiro, ora negro, aí de cima deixar...
Quero algo que pareça com metadinha do que presenciei com vocês.
Ainda bem que amadureci a tempo de entender os puxões de orelha, a correção e até quando “implicava” comigo.
“Tuniquinha!” Como a maioria me chamava quando criança, e hoje, nem um terço parecida com você. Tenho muito o que aprender.
Não escrevo por remorso. O tempo foi o suficiente em vida pra dizer o quanto amo você. Escrevo, porque sou assim, desde pequena. A pequena ás vezes áspera e madura demais e ora a que amanteigava nos pensamentos e nas palavrinhas escritas.
Fazer com que as tais palavrinhas saíssem do papel, por um tempo na famosa“aborrescência”,foi complicado, né?! Ainda bem que passou.
Sempre engasguei pra falar quando sentia que estava falando tudo aquilo que vinha láááá do fundinho. Lugar esse que as vezes desconheço se fica entre os rins, ou do lado esquerdo do peito. Engasgava e em seguida corria lágrimas no cantinhos dos olhos de quem não queria chorar. E a melhor resposta que tinha nessas situações era o abraço. Ainda amo abraços.
Naquela quinta-feira, fevereiro de 2015, tentei dar o melhor dos meus abraços na mamãe. Engasguei e agradeci todo mundo á presença e despedi ali do seu corpo físico... Senti falta do seu abraço pra poder chorar.
Talvez, hoje, eu queria só isso! Um desses abraços grudados que você me dava e as vezes sem pensar, parei distribuir.
Saudades sua, eu sinto.

sexta-feira, agosto 11, 2017

Com o passar do tempo... E a mesma saudade




Eu ia passar aqui e escrever sobre junho e julho. Meses interessantes da vida, entre inferno e mudança astral.
Mas, o que me chamou atenção esses dias foi o texto escrito tempos atras. 

Que faz sentido até hoje.

Nessa mesma data em 2015 já era saudade.
E ainda é. 

de 09/08/2015:

 Dia 04, fez 6 meses...E ainda sinto como se fosse hoje. Aquela semana de fevereiro em que todas as 'coisas' pareceram virar incertezas.

Hoje, fiz como de costume.
Liguei pra sua casa que agora é a mesma de Deus (em oração) e agradeci por ter você e mamãe em minha vida. Sim, sou dessas...

Agradeci a Deus pela escolha. Ninguém é perfeito, mas vocês para nos criar tentaram ao máximo (e continuam até hoje). Acredito que não há receita de bolo pra se criar um filho, afinal, cada um é tão diferente do outro né?!

Eu fui mimada por você! Queria sempre por na sua cama quando eu chorava com meus famosos pesadelos... Ajudava mamãe a noite me levando pra fazer xixi e escovar os dentes antes de dormir... Lembro de tudo e espero ter toda essa memória pra passar pros "meus filhos" com foi a minha infância. 

A caçula, a mais "seca" e "durona"na adolescência virou a mais manteiga depois de "velha". 

Quando ainda era só um grão na barriga da mamãe já avisaram que seria uma "Tuniquinha" que iria nascer...  Erraram!! rs* Em todos aspectos que herdei de você (de acordo com mamãe, não foram poucos), ainda não aprendi de fato, esquecer as mágoas como você. Que entristecia com a ingratidão de alguns, mas dali um tempo esquecia-se do ocorrido. Talvez, seja minha missão em vida aprender a ser assim...

Entendo que foi o tempo. Depois de várias "vidas" que Deus te deu (várias quase mortes), na sétima e última oportunidade você conversou sobre minhas escolhas. 

Cheguei em BH cansada da viagem em Dezembro, sentou comigo na sala junto com mamãe e falamos da vida, colocamos os meses em dia e você todo feliz com as apostilas de LIBRAS que levei de presente... Ali, onde sempre houve as melhores comidas e conversas, vi compreensão. Vocês, que já se preocuparam em " pq ainda não havia me casado", "Pra não ficar sozinha aí", compreenderam minhas escolhas em esperar ser de fato cia pra alguém que também decida ser a melhor cia pra mim. Afinal relacionar é parceria.

Gratidão à Deus por ser assim, ainda que o coração sinta "medo" de como será sem você por perto, como será o amanhã sem o beijo na testa em sinal de confirmação e carinho!


Fico com o obrigada por escolher ser pai! Por enfrentar com a mamãe a minha gestação tão cheia de cuidados. Enquanto alguns acreditaram que eu não nasceria com o corpo físico perfeito. Aqui estou eu pra contar que Graças aos cuidados de vocês  e repousos, eu nasci em Pedro Leopoldo/MG, entre 29 meninos da maternidade. A única menina, o único bebê com tanto cabelo que nasceu naquele 28 de junho.

sexta-feira, janeiro 27, 2017

" Para reabrir o mundo e fazê-lo dançar"

Ilustração: Luiza Normey (https://matizablog.com) 



Acordei e desejei que com o passar dos meses...
A vida tivesse diluído o que aconteceu.

Sinto falta da inteligência.
Sobre falar de todas as coisas... Das mais capciosas as mais corriqueiras.
Do sorriso bobo... Das gargalhadas de dar soluços.

De ver as coisas por um outro ângulo que não fosse só o meu.
De deixar fluir a amizade que caia bem, que surgiu sem pretensão de “dar certo”...

Talvez  a lembrança tenha surgido a mente, depois dos olhos notarem em um filme, o quanto em comum parecia* existir... E que amizades assim acontecem ...

Coisas boas acontecem.
Ruins também!

E com todas elas o aprendizado de que nada é pra sempre.
Por isso: “ Isso também passa”.

*parecia por ser como eu vejo a situação, de  fato hoje penso que não sei bem o que era para você.

sexta-feira, novembro 11, 2016

Mandei carinho pra além daqui...


Tem muita tempestade iniciando em copos razos.
Razos de alegria, de passividade, razos...

Hoje, pedi de coração pra que toda energia chegasse onde precisava chegar.
Talvez o campo de abrangência não seja dos melhores, ou a frequência não seja clara.
Mas, acredito que fruiu.

Foi ver como você estava, e retornou com o “cuide-se”.

Obedeci.

O corpo por fora anda claro e sem cor e por dentro meio apodrecido em decepção.
Com dias contados vai embora. Estando de volta a oportunidade de fazer acontecer de novo, e de novo... Quantas vezes forem necessárias para aprender.

Não questiono mais, “por quê comigo”, “pra quê”.
A pergunta virou o quê aprender com isso.
E a mais clássica: Isso também passa.

Acordei feliz, e com uma saudade imensa das minhas origens leia-se família.
Contando os dias...

De um certo dia chamado ontem.

10/11/2016

quarta-feira, setembro 09, 2015

Desejar tudo.

Eu te desejo.
(Título sugestivo né? Rs*)



Sim, eu te desejo mais cafés em todo lugar no mundo.
Mais risadas no final da tarde. 
Um pôr-do-sol de aquecer o coração 
E uma luar daqueles de tirar o fôlego.
Humm pão de queijo! Queijo!
Te desejo que permaneça a humildade conquistada em saber pedir desculpas,
Quando de fato for assumir um erro.
Desejo que prospere ainda mais os sonhos até aqui planejados,
E todos os outros guardados no coração.
Te desejo ainda o que muitos consideraram loucura e pra mim é amadurecimento:
Viagens! Muito mais delas, sempre que for necessário sair da zona de conforto e se reencontrar. 
Reencontrar a essência, a origem, refazer novos finais.
Ah os finais! Nem sempre são felizes, fazem de parte de uma etapa. Já vi finais virarem recomeço.
Te desejo sabedoria pras horas que o coração apertar e quiser sair pela boca,
Tranquilidade e serenidade na hora de pensar e agir.
Te desejo mais “ogrisses”, 
Mais macarrão de madrugada com um bom vinho,
Mais risadas,
Mais programas de pescaria, mais “mexe no meu cabelo”,
Mais “esquenta meus pés”, 
Mais Gabrielas, mais bailarinas, mais administradoras... Todas as mulheres!
Mais intensidade onde quer que vá, durante o tempo que for necessário pra saber definir sobre suas escolhas.
Se isso te fizer mais feliz, mesmo que não pareça, ficarei feliz por você!
Talvez seja esse o real valor da amizade, amar até quando não te faz bem, ainda assim, desejar ver o outro feliz.
Ou talvez burrice. Vai saber!
Pode ser fase, ou não. 
Pode ser que fique assim pra sempre. 
Ainda que tudo que aconteceu se embarace e desembarace daqui 5 anos. 
Não importa. O importante é saber que aconteceu. 
Que vou guardar no coração.
Você, é um mito. Uma pecinha pra lá de irreverente.
Não acredito em coincidências, acredito em sabedoria divina de colocar na nossa vida quem precisamos conhecer.
Independe do que eu te falo de cabeça quente, que é quando 
O coração num “guenta mais” e sai pela boca da maneira errada.
Seja feliz! É o que deseja quem te conheceu e quis desconhecer em 30 dias. 
Quem, talvez, passe alguns meses e você não
se lembre mais. 
Mas, que sinceramente te deseja tudo de bom.


Poderia escrever de diversas formas e diversas línguas, 
O importante é: GosDI Mai doCÊ!
Com afeto,

Gabi.

quarta-feira, julho 15, 2015

O valor de um: Tchau!

   Pudera eu poder voltar no tempo. Talvez, uns 15 anos atrás. Na adolescência tudo é bem I-N-T-E-N-S-O.  Ama se muito, vive, chora, cuida, odeia e questiona-se tudo.  Queria entender se deixei algo lá trás sem resolver. Por quê? Simples. Tenho encontrado pessoas pela vida que parecem ser tão maduras, centradas no que quer pra vida e ‘de repente’ mostram um lado que desconheço hoje nos meus 30 anos.  Minha calmaria vira ansiedade perto de acontecimentos assim. Demoram-se anos pra tentar amadurecer a ideia de não agir por impulso sempre, mas leva-se apenas um mês pra que tudo volte como um tufão. Angustia.
   Será? Que envelheci 20 anos nos dois últimos anos? Será que toda ‘rabugice’* de infância vem de fato de um espírito velho?  Sei, que desde o primeiro relacionamento (se é que posso dar esse nome) em que um garoto de 13 anos me presenteava todos os meses  com mimos comprados com sua mesada, em que mantínhamos uma amizade além da escola desencarnou precocemente, penso em o quanto as ultimas palavras com as pessoas são eternas.  Eternas? Sim. Eternas, ainda lembro-me daquele domingo de janeiro de 1998.
   Como toda pré-adolescente que se preze, eu tinha sonhos, vontades e um turbilhão de sensações acontecendo. Lembro-me do carinho que ele tinha por mim. Da companhia, nos trabalhos feitos em dupla, no qual ele sempre brincava com minha falta de paciência só para ver minhas bochechas rosadas.  Caramba! Como a nossa mente às vezes é um HD, uma caixa preta de informações das quais acreditamos que já esquecemos. Pareço agora ter um filme rodando na mente. (Sinto que vou escrever muito rs*)
   Aquele mocinho sentado na carteira de trás da minha chamava José, apelidado por nós de “Zezinho”. Era tímido, baixinho como eu e  quando ria tinha covinhas logo abaixo das sardas nas bochechas.  Era meu “parzinho” (nome carinhosamente dado por Khalel, meu sobrinho, a pessoas que são companhia um para o outro e se querem o bem um para o outro) em todas as situações, na fila da famosa Hora cívica, nas danças: Junina, temáticas e das olímpiadas, nos trabalhos em grupo e até mesmo nas aulas de natação. As que eu mais burlava por não querer aparecer de maiô. Ah! Aquele menino sapeca, que desamarrava meus cadarços quando não estava vendo só para depois me ‘acusar’ de esquecida. Que por diversas vezes ligava em casa e desligava se não fosse eu quem atendesse. Quantas saudades!
   Ele se foi num domingo. Aquele domingo tinha amanhecido estranho. Um apertinho no peito como se fosse um presságio. Dias antes do fim das aulas, ele tinha escrito um bilhete.  Sim, fui e sou dessas que conversa por papeizinhos.  Nele dizia que “mesmo você brigando comigo, você está sempre em meus pensamentos. Gosto muito de você.” Quando o recebi, quis rasgar, afinal eu não era tão briguenta assim (ou era né?), ia me esquecendo da última frase, daquele bilhetinho com letras tremidas que tem tanto significado pra mim até hoje. No fim das aulas do ano anterior, como de costume, conversamos no final do dia, e ele contou que estava feliz com o início das férias chegando. Que veria seu primo ‘Coxinha’ e que teria vários assuntos pra contar e diversos dias para passear. Despedi no telefone, toda sem graça, desejando um bom fim de semana e querendo mandar beijos, mas morrendo de vergonha. Do outro lado da linha, uma voz mais tímida ainda fala: “Você sabe o quanto gosto de você, não se esqueça disso.” E com a voz ainda mais engasgada respondi: Pode não parecer, mas eu também.
   No sábado, como de costume, a vida andou em família. Sim, sou dessas que a família ficava aninhada na casa da vó, com primas e primos todos jogando “mal, mal”, buraco e coisas afins.  Na noite de domingo o telefone toca, era uma colega da escola dizendo: “ Ficou sabendo? O Zezinho morreu.” Eu com toda a não paciência comentei:  - Poxa! Que brincadeira sem graça Isis. Ela respondeu: “Eu queria te avisar primeiro, sempre gostei dele, mas ele sempre foi apaixonado por você”. Vai aparecer no jornal, me contaram que foi acidente feio. “Queria te ligar pra avisar, bjo.” Sem entender muita coisa, desliguei o tel e comentei com minha mãe, era uma colega da escola, parece brincar com a minha cara com um tipo de brincadeira que eu não gostei. Passado nem um minuto da ligação, o telefone toca novamente e eu atendo na esperança de ser realmente uma “zuação” dela.  A voz do outro lado pergunta: “ Gabi? Você é Gabriela que estuda no SESI?” Eu já tremula respondi: SIM! “Seus pais estão em casa? Posso conversar com sua mãe?” Naquela hora só olhei pra minha mãe provavelmente pálida e passei o telefone dizendo: É pra você!  Em menos de um minuto de conversa vejo os olhos de mamãe olharem pra mim com se fosse “ Como vou te contar isso”, seguidos da frase: Pode deixar, verei como contar da melhor forma , qual será o local?”. 
   Entre a ligação e o velório, pareço ter ficado fora do ar. Lembro-me da minha mãe me contando, explicando que aparentemente ele morreu na hora, sem dor.  E que estava junto da mãe, do primo e da tia. Morreram todos. Horas depois no Fantástico a notícia de que o primeiro acidente do ano registrado após a alteração na lei matará 4 integrantes de uma mesma família em Contagem/MG e havia indícios que o motorista do caminhão que entrou na contramão estava embriagado.  Eu, não conseguia ter raiva , nem chorar, pensava: Como será esse ano (o ano letivo ainda não tinha começado de fato)? E quem vai me fazer raiva, vai aprontar todas, de quem eu comentaria com cara de brava “porque não fez o para casa”. A sensação era de um nó. Um vazio sem ar, um vácuo!
   No dia seguinte, após avisar meio mundo do ocorrido, fomos todos no velório. Eu não chorava, ainda tinha um nó na garganta que me impedia até mesmo de falar. Chegando à sala da funerária, encontro um senhor alto, meio ruivo e sardento como ele que me viu rodeadas de pessoas e disse baixinho: “Você é a Gabi? Ele sempre comentava de você, de que tinha amigos e conversava com todos, que foi por você que ele fez mais amigos. Queria te conhecer em outra situação. Meu filho que era apaixonado por você. E sei que você também é por ele.” Me deu um forte abraço e nessa hora senti que ia cair no chão. Que algumas lágrimas saíram dos olhos e eu mais que depressa as enxuguei. Mamãe veio e perguntou: quer chegar próximo a ele pra despedir? Eu queria, mas também queria lutar pra não ver ele ali, gelado, sem o rosto corado de menino levado. Ele estava ali deitado, gelado como uma pedra na beira do rio, a angústia voltou no peito esmagando o soluço do choro. Uma moça, muito bonita se aproxima, coloca a mão nos meus ombros e diz: “Ele havia planejado te pedir em namoro novamente no seu aniversário. Ele era meu meio irmão, de uns anos pra cá que o conheci, o sorriso dele me encantou desde o primeiro dia. Tenho certeza que lá do céu ele olhará por você, tenho ternura por saber do carinho de vocês. Tão novos e respeitando a vontade um do outro”. Explicando melhor a fala dela, no ano anterior, José tinha me pedido em namoro, após uma festa de Hellowen e eu disse que não. Porque não tinha idade para namorar, e que tinham outras meninas interessadas nele e que talvez um pouco mais velha, saberia como agir com essas situação. O fato era como contar pra minha família que eu tinha um namorado. Timidez boba, já que nossas mães acompanhavam o desenrolar de toda história. O motivo do aniversário, provavelmente por que o dele era um dia após o meu, ele poderia provavelmente alegar que: agora comigo mais velha, poderíamos namorar. Em 98, óbvio, o dia 29/06 não foi o mesmo.  
   O motivo de toda a história contada aqui é: E se o tchau no telefone não fosse como foi? Por muitos meses eu ainda permaneci engasgada, os mais próximos na escola viviam tentando me animar com frases sobre ele, sobre como ele estaria se estivesse vivo após o acidente que foi grave, e de alguma forma, pensar que ele estava em paz me confortava. E que desencarnou junto com a mãe, a quem era  tão agarrado. Não consigo nem imaginar ele sem ela ou ela sem ele. Precoce? Eu sei, ninguém planeja morrer tão jovem. Mas cabe a Deus determinar como cuidar dos “seus”. Passado muitos meses que consegui chorar a ausência que era presença em todo lugar. Um arrependimento? Talvez, só talvez, ter planejado muito os anos dali pra frente de alguma forma com ele. E a vida tentando desde sempre mostrar que: Quem muito planeja, às vezes esquece de viver.  Desde então, e após muitos outros casos que um dia descrevo aqui, que penso em não dormir magoada, não esperar até o outro dia pra resolver mal entendidos, aprendi o valor do “Tchau”. Afobação? Não. Apenas ter a certeza que se por algum desígnio do céus eu for embora amanhã. Com você eu estou em paz! Há muitos que estão em hospitais acamados, por guardarem sensações engasgadas e sentimentos feridos. Não quero ser doença pra ninguém e nem adoecer por ter hesitado em falar.


*Que demonstra mau humor, que não tem tolerância, que vive implicando ou se queixando de tudo

sexta-feira, junho 19, 2015

O que pedimos

O medo, a dúvida, são frutos de nossa insegurança. A insegurança está cercada de elementos que contradizem nossa vivência e impede a fruição de pensamentos positivos. Como na música da Julieta Venegas :
“O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como un laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar”

Ver a letra toda: YOUTUBE


Aquela chavinha da porta que deixamos de abrir para novas oportunidades, o passo a diante que muitos não dão. É o medo do desconhecido que te anula.
Digo isso, por desde criança ser “programada” para enfrentar a vida e muitas das vezes ainda ter medo. Ainda parar de frente a enorme porta de ferro cuja chave está nela e não saber se realmente quero abri lá.
Por que falar sobre tudo isso? O que tem haver com o que “pedimos”?
Simples. Ou parece ser simples, depois de duas noites até dormidas, porém conturbadas em sonhos mil. Se acredito em sonhos? Muitos. Digo sonhos sonhados não sonhos de projetos e metas. Por muitas vezes me ajudaram a resolver questões na vida que neles eu questionei e refleti por muito tempo. Deve ser esse o motivo de falar enquanto durmo rs*.

Pois bem, de uns dois anos pra cá tenho pedido muito esclarecimento divino do que realmente quero e gosto na vida. E se consigo conciliar as duas coisas. Pedi ao universo que me surpreendesse. Sim! Desafiei e duvidei que algo assim existisse.  Existe!
Incrivelmente, encontrei alguém com uma criação, valores e objetivos na vida particularmente parecidos com os meus. Aliás, sempre desejei encontrar pessoas que entendessem minha paixão pela dança e a respeitasse. Que pouco entendesse de cultura, mas respeitasse. Que eu pudesse falar sobre Deus e as diferenças entre as crenças e não me julgasse por isso. Em resumo, que tivesse os mesmo valores e de bom caráter. 
Talvez, o mesmo tenha acontecido com o outro lado da história. Se questionou, ou duvidou, não sei. Mas sinto que por diversas vezes pediu o mundo “surpreenda-me se for capaz”. E novamente, a vida pregou a peça. Diz ter encontrado várias coisas que acompanham a mesma linha de raciocínio, as brincadeiras, os gostos e a forma de respeitar as escolhas e sonhos do outro. Esqueceu, provavelmente, que alguém que faça boa companhia, seria em qualquer lugar e da melhor forma possível. Forma essa que não o afastaria dos amigos, de forma alguma, agregaria outros grupos. Afinal, companheirismo não é para dividir grupos, é ver no outro a felicidade compartilhada e querer também estar nela sem precisar ser DON@ de ninguém.
O incrível? Não são as duas pessoas se conhecerem “num dia improvável”. É elas sem pretensão alguma de fazer acontecer, perceberem que aconteceu. Que a velha história do: “parece que te conheço há anos” é real. E o que impede de continuarem a diante? O medo.
Medo esse de influenciar a vida do outro, de invadir um espaço ocupado hoje por outros problemas e assuntos. Medo esse que envolve a vontade de estar fisicamente perto e provavelmente estar longe por muito tempo nos próximos meses.
Me vi, depois de muitos anos, de mãos e pés atados. Atordoada eu diria. Por não poder resolver da melhor forma possível se não “metendo os pés pelas mãos”. Quando um laço vira nó, ele perde o sentido de ser laço. Mas se há forças suficientes para desamarrotar a fita, a beleza do laço novo será consequência das duas pontas. Compreender, ou tentar, os motivos da outra ponta me fez pensar sobre isso. O que eu pedi por muitas vezes, fui atendida e por medo deixei passar? Até onde nosso medo mascara a oportunidade que a vida nos dá e fugimos? Se há fé, há cuidado e respeito. O desenrolar do nó é consequência, independente dos próximos meses e da boa educação que recebeu.
Entre tantos pensamentos das duas pontas da fita. Fico com a vontade de ser laço, um dos mais bonitos, pelo menos hoje. Afinal, quem estará vivo amanhã?!

Inconsequência? Talvez. Ou talvez seja a vontade de te fazer feliz por hoje. Um dia de cada vez foi assim que 2014 me fez existir...


domingo, fevereiro 16, 2014

Ciclos

Mais um ano. 

Meu blog deixou de ser: semanal, quinzenal, semestral e passou a ser anual. Entra ano e sai ano, algumas dúvidas aparecem outras somem... 


Ciclos... 

Aqueles que estendem se.Outros que acabam. Tantas coisas para resolver, ou apenas "deixar o corpo ir". Sim! Estranho não parecer comigo este tipo de atitude. Há diferença em "empurrar com a barriga" e "deixar o corpo ir". Aquela sensação que viver pensando no ontem e preocupada com o amanhã me adoece.

Presente! Viver do "agora"é tão estranho. Falta de costume. Nessa tentativa do viver o hoje, que me descobri, redescobrindo coisas. Coisas? Fatos? Pessoas? Ah sim! Situações. Daquelas que acreditava não presenciar mais.

Encabulei, as pernocas tremeram, a voz engasgou e o sentimento entalou. Entalou de forma que me consumiu, me fez querer vomitar o que não me fazia bem. O desconhecido, ou o conhecido de forma desconhecida. O coração parou, palpitou, e hoje tennta ficar em 'paz', tudo em 15 dias. Um turbilhão de emoções e descobertas. Hoje procuro paz, mas me pego pensando na definição do que realmente é. 

É engolir um não, ou suposto não e seguir a vida. É entender que o tempo supera todas as coisas, aliás, transforma. É pegar pensando que 'valeu a pena'. É desejar bem, mesmo quando o sentimento ainda ferido te entristece. 

Outro dia, peguei pensando, esmiuçando o que ouvi. A maioria das vezes o que um 'doente' precisa é de amor. Amor, na simplicidade da palavra. Sentir que alguém te quer bem, te deseja o bem. Amor! Amor de mãe, de pai, de irmão, de amigo (a), do namorado,  simplesmente: Amor.  Aquele de ver o outro feliz e poder sorrir junto, carinho o cuidado de um: alô do outro lado da linha. Tá ok, me rendendo a tecnologia:um sms no meio do dia pra dizer que lembrou de você.Tenho pra mim que as coisas mais simples da vida, são as vezes as que complicamos mais.

Me vi pensando em coisas que ha muito tempo, pra ser sincera anos, não pensava. Como é bom pode imaginar envelhecer ao lado de alguém que sabe o valor de 'um beijo na testa' que vai entender que quando não houver sexo, a presença é muito mais importante. Aquela coisa de sentir o frio na barriga quando vai encontrar e ainda sim, sentir como velhos amigos. Acredito que voltei a me apaixonar. Pasme! Sim, talvez platonicamente. Por quê? Porque me pego sozinha, pensando em coisas boas, mas sozinha. Eu sei, ficantes, beijantes nada são além de tentativas, porém o pensamento acaba voltando na mesma página. Aquela que precisa ser 'colorida' pra dar certo.  (Se já não coloriu)

quinta-feira, março 24, 2011

24 Horas – Gabriela Bauer

Essa palhaçada de “Bauer” eu inventei (plágio puro) pra contar o curto tempo que fiquei em Minas nesse fim de semana. Amei!!! Com certeza. Sentir que você tem pessoas que te querem bem mesmo que seja pra dar um breve abraço e um “até logo”.
Relatando às aventuras:
Saí de casa muiiiito cedo pra um sábado derivado de uma noite mal dormida na sexta. Aliás, insônia é uma coleguinha muito insistente que anda aparecendo nas minhas noites. Não tô afim de papo com ela, e mesmo assim ela insiste em me fazer companhia altas horas da noite.
Pronto, Gabriela embarca e faz conexão em SP. Pra variar vôo atrasado..então lá vamos nós ficar umas duas horas de bumbum na cadeira... twittando...vendo facebook (tá virando vício isso).  Eis que avisto o Maestro ( João Carlos Martins ) simpatia de pessoa. Parou e ficou conversando, não diretamente comigo, sobre música a influência na vida das pessoas e sobre regionalização cultural. Ele percebeu meu interesse (quase uma bico de conversa) e perguntou sobre o vôo onde estava indo e tal... o achei simpático, comentou que eu fazia bem em aproveitar os poucos amigos que tenho e família que tanto amo, nem que fosse por apenas um dia.
E a sala de embarque esvaziou e encheu inúmeras vezes... e eu ainda lá sentada esperando... Depois que o maestro partiu se não me engano ruma a Uberlândia ou Brasília não percebi muito bem o que falaram sobre o vôo dele, mudei de lugar, fui pra perto do portão que estava descrito na passagem. Senta uma moça do meu lado com uma menina de mais ou menos uns 3 anos... Que cochicha no ouvido da mãe (bom ela tentou mas eu ouvi) _ Mãe essa moça tá tão séria, estou com medo dela. Ouvi e me senti mal... cadê a  Gabi brincalhona.. A que fala besteira e sorri. Sério me lembrei de Juh uma amiga que vive comentando que não vê sorriso em minhas fotos. Me assustei com isso, um assunto tão bobo que me fez pensar qual é o meu “amargo “ da vida. Porque essa seriedade toda? Enfim, acabei abrindo um sorriso e perguntando o nome da pequena mocinha. _ Mirela! Mirela, parecia comigo quando criança, pernas compridinhas cabelos encaracolados. Fiquei um bom tempo conversando com a mãe dela e ela. Para minha surpresa estavam indo para Betim , a cidade que tanto conheço e gosto. E não é que aprofundando a conversa Regiane (mãe de Mirela) estudou em Juatuba na Turma de  Adm. da J. Andrade onde também me formei um ano depois dela. Tivemos bons assuntos, risadas... Mundo grande esse, não?!
No vôo tudo tranqüilo, aquelas coisas todas de come lanchinho, mastiga bala. Mirela chorando, gente lendo as revistinhas.  E lá vai novamente surgir pessoas pra bater papo. Agora um mocinho que pra mim tinha cara de uns 20 anos. Renato, simpático paulistano que comentou do que fazia onde morava porque ia a BH. Rimos de coisas nada haver trocamos figurinhas de mercado de trabalho e segundo ele eu tenho uma forma de transformar tudo em sátira. Sei lá, nem tava de TPM, quando estou que debocho de muita coisa. Pra diversão da minha irmã e das minhas amigas de todos os dias.... Enfim vôo atrasado... Chegando no aeroporto cada um segue seu rumo e la se vai mais uma “amizade de aeroporto”.
Minas, solo mineiro...ventinho, montanhas e cansaço. Cruzes cheguei tão estranha sono com preguiça com mala pesada parecia ter mais uns 15kg junto comigo. Lá fomos nós, o problema de ir de avião é que sempre pego o tal ônibus que vai de Confins a rodoviária e de lá para o metrô até a casa dos meus pais... luta viu. Porque demora. Lógico, não sei como está o transito em BH, provavelmente nada semelhante com o de Londrina, mas acho mega demorado esse trajeto.
Chegando em casa:  Ver minha mãe... Perturbar meu pai e amassar meu cachorro não tem preço!!! Mas fui logo pra correria de arrumar unha escolher vestido.. que cá pra nós foi complicado, além de uns quilos a mais, eu ando fortinha nos braços coisas do boxe?Não sei ..rs* foi uma luta, me senti nocauteada pelas roupas de festa que tanto não gosto de usar. Mas fui bunita e ponposa segundo minha mãe (mãe é mãe) pra formatura de uma grande amiga... Quase da família se não fosse o sangue. E o carinho que elas tem por mim (Angel e Paulinha) é tão grande que me sinto da família.

Adoreeeeeei a formatura. Mesmo eu meio baqueada com sono e com a cabeça em outro lugar me diverti, conversei bastante, dancei, conheci pessoas, reencontrei pessoas.. e o principal participei de uma etapa muito importante da minha “prima”- amiga. Me fez lembrar de minha formatura, do sentimento de “cheguei lá” de vamos encontrar de novo, ou não.  Saudades!!!
Domingo mesmo durmindo às 6, o jeito foi acordar cedo ir no mercado central comprar queijo e trazer as encomendas. SIMMM queijo em MG é mais barato que aqui. Bom eu achei. Mas me esqueci de comprar o biscoito Aymoré rs*. Ainda recebi telefonema de quem ficou sabendo que eu estaria lá , recebi visita de amiga e ate twitter pra almoçar . Voltei de tarde chegando em Londrina só bem anoite cansada..com sono  sem amizades de aeroporto porque comecei a ler um livro que momis me emprestou. Essa foi as 24h corridas em MG. Valeu a pena, pelas pessoas e por matar a saudades, viajaria assim novamente.