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quinta-feira, janeiro 18, 2018

Escrevendo um livro por sonhos

Dos sonhos que acontecem sem pedir licença, da vida que  vem em capítulos que ninguém escreveu. Você construiu, e o outro lê.

Dariam longo capítulos...

Devaneios jogado num papel.

A Universitária 
O curso tão pouco importa, se ligado a natureza ou não, se vinculado a burocracias e papeis também não. Sabe se que a paixão existiu ali. Veio gerando dúvidas, frustrações, inseguranças, medos.  Por qualquer “vacilo”  a vida mudou de rumo. Atou “nós” que viraram discussões sem fim, era o medo bobo de não dar certo. Insegurança em assumir uma responsabilidade: amar ao outro além dos outros.  Tudo não passou de “nós” dados com interferências de duas mentes inseguras no amanhã. Viria uma responsabilidade ali se um fruto dessa história brotasse. Não houve, a paixão dissipou ficou a mágoa revestida de visitas intimas ocasionais no intuito de não perder contato. Flagelação de vidas, ligação confusa num misto de expectativa e desgaste. História inacabada.


A funcionária
Veio da forma inusitada, interesses comuns, conversar simpáticas e beijos despretensiosos. Veio a oportunidade de sentir mais do que saber. Com o tempo sentir virou desejos, virou continuidade mesmo que enrustida de uma amizade despretensiosa. Pra se manter o elo, ela fez planos e projetos foram refeitos, oportunidades expostas por uma questão de: manter contato como fosse. Importante era ser lembrada, já que duas ou mais semanas o foco seria outro e ausência dele não deveria ser sentida por ela.  A proximidade continuou, ainda que de forma “meio assim” sem muito porque, só encontros carnais e conversas regadas de descontração. Rede de interesses sem fins concisos.


A ciumenta
Era o amor de infância, cresceram juntos ali, um de frente ao outro. Ela viu toda a vida dele acontecer. Desde as brincadeiras de médico as responsabilidade de adulto. Foram anos, mulheres, acontecimentos e viagens. E mesmo assim, se manteve ali, de fora da grade, com olhar voltado pra dentro da casa, espiando uma brecha, uma vínculo qualquer que mantivesse o que sentia acesso. Com os anos,nem o corpo bonito, da pele morena atraia mais atenção dele. Era uma insegurança que surgia e diariamente perguntava pra sí, se ele já a esquecera. Perguntava então a ele se o sabor dela ainda existia. Ele, mantendo mais um nó na vida, correspondia. Ainda que em sua mente só pensasse histórias corriqueiras, alimentava o seu ego e a expectativa dela. Mesmo com todas as dúvidas a mente da jovem continuava a produzir histórias, medos, receios e até orientações diferentes e questionamentos a fé. Ora! Se ele não a via mais como amiga nem mulher, que enxergasse como distração e diferença entre todas as outras. Um “nó” do avesso sem ponto final.


A paixão
Ela era morena, cabelos longos e tinha toda vida pela frente. O conheceu e apaixonou-se, entregou a ele sonhos, desejos  e segredos dos mais secretos.
Com tantas histórias passando diante deles se afastaram. Houve saudade, tristeza, conversas de dias e uma incoerência entre o que sentiam e que o que de fato acontecia. Ele então contou a ela, o que uma vidente disse sobre a sua vida. “Nó” que amenizou a dor do tempo, das queixas e dos sonhos.


A mulher do passado
Encontrou depois de anos, um homem formado. Aquela cara de menino franzino não fazia mais parte do visual, e talvez nem tanto das atitudes. Foi dali que nasceu o desejo. Vidas que se encontraram com o desejo a flor da pele. Encontro marcado pelo compromisso de viver uma vida a três. Responsabilidade precoce, cobranças despretensiosas e sufocantes. Escolhas feitas, tentativas inúmeras e uma certeza: o que existia ali era só o desejo e promessas de um homem que não sabia dizer não para os desejos. E uma mulher que nutria uma história acreditando no sim de todas as noites quentes. Existia ali, a força pra uma vínculo pra vida inteira, existia ali desacordos que parecem existir pra uma vida inteira. As falhas do passado desconstruiu uma aproximação. Hoje o elo permanece por não serem dois, e sim três.


A viajante
Ela conheceu despretensiosamente. Foi ele quem mudou o ritmo da história propondo um algo além, talvez um: sentir no lugar de saber o porque. E ela, resolver tentar. Seriam poucos dias e dali um tempo se esqueceriam. Ela foi vivendo um dia de cada vez, sem a pretensão de “ter que dar certo”. A aproximação era mútua, com histórias, trocas, risadas madrugada a dentro. Ele dizia entender toda a trajetória de vida dela, e acreditava em todo amor que ele sente pelo mundo. E ela ouvia todas as aventuras dele com os olhos brilhantes de entusiasmo.  Não houve adeus pra tudo isso, apenas um até logo.
Em assuntos divinos, perguntaram a ela porque não contar a ele,  de fato tudo que se passou, assumir então um vontade de ser mais que alguns dias. Ela com um “nó” na garganta, respondeu já em lágrimas, que tinha medo. Medo da distância. Medo de sentir que todas as imaturidades virariam brigas, e que a insegurança seja uma constante, já que ele mantém vários “nós”. Ao contrario dela, que a cada “nó” ela fez laços. Enfeitou seu passado e resolveu suas pendências. Os laços de amizade existem naturalmente, sem apertar, sem choro, sem medo de um até breve, que ano após ano ganham novas cores  e não dessabores. Aconselharam-na decidir sobre o que fazer. Ela até tentou contar ele todas as descobertas de sí, e sobre um “eles” que existiu, quem sabe fosse correspondida. Ele não teve tempo, ela então calou. Pegou toda história e guardou pra si, pegou o projeto de esperar mais um ano para revê-lo e reavaliou. Serão anos de amizade, talvez uma vida inteira sem ele saber a verdade. Se é que de fato, ele não sabe.

Das origens, da terra.
Interesses comuns, munidos de história encantadoras. A história vem sendo construída com quebras se não houvesse tantos “nós” distribuídos por aí. Vem no misto de amizade. Talvez ele encontro serenidade na vida pensando nela. Talvez ela aprende a rir das coisas sérias com ele. Novas histórias munidas de “nós” ou de nós. Vai saber. O tempo dirá...


(Aquele capítulo chamando: Veio por sonhos que ninguém acredita)

quarta-feira, setembro 28, 2016

Desfazer pra refazer...

Desabafo!

Desfazer do que te envolve as vezes é complicado.

Me pego pensando: “vi tal coisa massa, vou mandar msg pra contar”...
Vi um vídeo de um passo que dá pra estudar...
Vai passar na Tv aquele filme... Aquele que você indicou.
Aquela música tocou hoje na  rádio ...
Aquele exame que tanto insistiu, eu vou fazer...
Aquela mancha na parede, vou ter que limpar. Já teria, mas ela não me incomodava Hoje, me faz lembrar de como surgiu ali.
Aqueles dias parecem ter evaporado... Assim como água na panela de tantos dias de “panelaterapia”.
O bolo não fizemos. Sobrou a listinha anotada com todo itens que passou...
Queria eu poder amassar tudo como papel e jogar fora...
Mas é difícil, quando você dá valor a boas cias. Ou ainda raras amizades...
Sim, discordar também é dar valor. Respeitar ainda é dar valor.

Na hora da raiva você disse tudo que queria, tão pouco ouviu o sentido das palavras que eu tentei dizer.
Anda deslumbrado com o mundo novo. Ele tem carinho e colo, aconchego de amigos e vislumbra todas as coisas belas e pessoas diversas (indo contrário a tudo que sempre comentou).
Eu sou sim simplesmente... aquela “enorme” pessoa que ... Eu.  

Ofereci um coração desconfiado, mas que aprendeu a dar espaço.
Ofereci ombro, e ouvidos e muitas risadas... É o que tenho de melhor.
Um dia desses um vizinho no corredor comentou, “Sempre achei que você não morava ao lado, e estes dias ouvi uma das risadas mais gostosas e era do seu apto”.
Era felicidade, vizinho!
Era poder brincar com todas as coisas sem ferir o outro. Era puro “mimimi”.
Brincar de lutinha como irmãos, sem se machucar. 
Dormir e acordar juntos ou separados, mas em sintonia. 
Dançar no lago ou no mercado, dançar onde quer que fosse.
Era topar todos os passeios malucos que se quer aconteceram ou aconteceriam, mas na imaginação existiam.
Era poder dividir barraca, dividir ideias profissionais e ideias malucas...Risadas! Muitas, das mais escandalosas (as minhas) as mais sem motivos (as suas).
O canil dos vizinhos vai virar recordação...
Era poder olhar de canto de olho e torcer o nariz, e você entender todo contexto.
Poder escrever num pedaço de papel todas as ideias e rabiscos e mesmo assim você ler e guardar (!?)

No fim das contas, a gente precipita as coisas por querer que elas deem certo. Quando o errado de fato seria o ideal. Real ou ideal? 
Seria, mas não é. Então a ausência dói. O silêncio dói... Tentar não sentir nada dói.

Por que sou dessas que sente... Infelizmente.

Um dia aprendo, ou aprendem a me aceitar assim desse jeitinho.

terça-feira, novembro 17, 2015

Sutilezas


O que falar das sutilezas que deixam marcas?
Há quase 15 dias que antes de dormir fico pensando na forma como as coisas vão acontecendo na vida o que te “separa” ou “une” as pessoas.

Me lembro bem de cada um dos meus amigos. O que aqueles que o dizem ser. Talvez, esse seja meu mal, lembrar muito das pessoas ou o que fizeram comigo. Ainda tento entrar no estágio alfa do meu pai que dali um tempo esquecia do que quer tivesse acontecido.

Ando mais seca, mais fria e mais distante de muitas pessoas. Creio eu que para evitar ainda mais expectativas que não são nem 50% do que a pessoa é. É apenas como ela acredita que é. E obvio, analiso se isso de fato também acontece comigo. Não sou perfeita, porém considerada a chata por maioria das vezes por ser aquilo que realmente passo pras pessoas.

2015 um ano tão complicado e tão divisor. Acredito que com o desencarne do meu pai eu passei a avaliar quem são realmente meus amigos. Ver tantos amigos dele vindo de longe pra dar um abraço em minha mãe e um apoio a família foi essencial. Mas, é quem me conhece de fato, verdadeiramente sabe o que me decepciona e se isso acontece consegue avaliar se vale a pena ou não. Quantas vezes eu pedi desculpas? Aprendi muito  a saber que no auge de uma discussão não há certeza pra ninguém, somente quando a cabeça esfria e você consegue ponderar todos os fatos. Foi um ano de amizades que prometem coisas (sem você pedir) e depois simplesmente dizem não entender você ficar indiferente.


O casal
Na dor do outro, é comum você tentar estabelecer um apoio. Mas prometer coisas do tipo: “Se pudesse estaria com você nem que seja no fim de semana pra te alegrar” e na primeira oportunidade ir pra “mais do mesmo”  porque hoje casada precisa acatar as decisões do marido, aquele que você ajudou a unir no momento de crise do casal, mas que ela alega que ele não gosta de você. Poxa! Penso pra quê ajudei na época. Inclusive a amiga em questão ficou com raiva por que não queria me ouvir e disse estar falando coisas erradas. Tão erradas que hoje estão casados. Entre músicos, arquitetos e confusos salvaram se todos. Desejo felicidades pra toda vida juntos!

Promessas
Promessas falidas de pessoas que diante a morte do meu pai prometeram visita, companhia e várias coisas  e simplesmente não apareceram. Alguns comentaram que era um momento que eu deveria querer ficar sozinha. Não!!! A sua reação não é a minha, se tem dúvida, pergunte! Cada um leva uma vida com seus próprios problemas mas uma coisa que preservo desde a infância é: Não prometa! Eu vou lembrar do que prometeu. E foi assim, mais de 20 dias em MG e promessas e promessas falhadas e descumpridas como se nada tivesse acontecido.

E eu? Bom, com essa memória de elefante (como meu pai falava) lembro delas e começo a não acreditar mais em muita coisa do que a pessoa diz. Esfrio, talvez venha daí a parte do “você não é mais a mesma”. Poxa! Como ser a mesma? Nossos pais não são eternos, e você ainda vai passar pelo mesmo que eu. Espero eu que não tenha as mesmas decepções.

Sobre o passado
Em 2009/2010 me decepcionei com uma grande amiga da faculdade, as atitudes dela não eram coerentes e chegou a duvidar do que eu disse. Depois tentei contato para acertamos, em vão. Desde que vim para Londrina já ouvi diversas conversas tipo “ quando puder vou aí” . Vi que o glamour hoje em dia é postar as coisas no FB. E o fato de você ser alguém que vive coisas simples, não representa muito isso. Obrigada por quem esteve aqui por quase 4 dias e não avisou. Deve ter notado que procurei encontrar mas sou adepta do: Se não me procurou na certa não faço falta.

Ainda sobre o passado
Durante um período, alguns anos, adotei e fui adotada (acreditava nessa reciproca como verdadeira) por uma família cristã. Independente do laço de relacionamento com um dos filhos da família tinha eu um carinho como se fosse meus pais. Por vários motivos, inclusive minha mudança de estado acabamos nos afastando. Tentei contato um tempo, mas vi que era uma via de mão única  e parei. Engana-se pensar que era por causa do ex-relacionamento, era pelo contato e pelo carinho mesmo durante anos. Cansei! Abri mão disso quando meus pais comentaram que eu mudei eles não, se quisessem mesmo contato manteriam ao menos com eles. Pois bem! Meu pai desencarnou e nem um “meus sentimentos” recebi. A quem diga que evitam o meu nome ou falar sobre devido a atual nora. Não consigo definir que sentimento tenho diante dessa hipótese. Sério que eu apresento tanto risco assim ao relacionamento de um casal? Muitos holofotes pra um assunto passado. Só acho, aliás certeza. No fim fica o “Obrigada” por toda aquela época, mas hoje quero distância de pessoas que pensam assim... Costumava dar tanta importância pro sentimento que nutri, que hoje vi que foi sozinha. Considerei-os minha família enquanto fui só mais uma a passar por ali. Mais uma a ajudar em eventos, em ideias...Enfim...

Mínimas coisas
Sou daquelas que se convidada e afirmo que vou, quebrando esse trato sofro por ter dado minha palavra. Sério! Por meses foi motivo de terapia por esquecer as vezes da vontade de “hoje não quero fazer nada” e ir em tudo que era convidada. Quem dera eu ser rica pra ir em tudo que me convidam, quem dera eu ter regalias e entradas liberadas  que garantam minha presença. Quem dera eu não lembrar que do mesmo jeito que vou em uma apresentação sua quando convida, quando convido para as minhas e você não demonstra nenhuma inclinação a ir não te vejo mais da mesma forma. Por que não pedi que você simulasse um interesse. Prefiro o “aí, você sabe que não gosto de dança”. Mas, por favor dali em diante não me deixe presenciar nenhum comentário seu pra outras pessoas do tipo: “Adoro cultura”. Vamos pensar antes de falar, afinal defina o que faz parte da cultura?


As pessoas tendem a descontar nos mais próximos suas fraquezas, pode não parecer , mas sei disso. Só é realmente uma conflito interno preocupar com você enquanto todos esperam que pelo seu excesso de maturidade tenha que entender tudo o tempo todo e lidar bem com isso. “Ah mas você é tão madura, tão  inteligente que não pode ligar pra essas coisas”. Um dia ou outro “ok”, mas TODAS as vezes nem sempre  estou também num bom dia.  Do lado de cá ainda é um coraçãozinho bom, que como de todo mundo tem uns dias não tão bons assim. 

quarta-feira, março 11, 2015

Quem conta um conto...




E lá se vão 6 ou mais anos. Eu sempre me perco na conta do quanto o tempo passou.
Mas vamos lá, contar uma estória tem sempre 3 versões. A sua, a minha e que de fato aconteceu.
Era uma vez uma menina que acabava de sair de um namoro que lhe rendeu alguns aborrecimentos com o ‘mundo’, afinal, era adolescente e vivia tudo em sua vida com extrema empolgação.
Como de costume, no carnaval do ano seguinte (a todos os aborrecimentos) , foi convidada para acampar com os amigos. Era chegada a hora de rever os amigos de outras cidades, de ter um tempo em paz com seus pensamentos e com Deus. Chegando lá, todas as histórias que ainda a magoavam lhe causaram diversas dores físicas. O que confortava?! As amigas, com ideias em comum ou nada em comum. O famoso “ quarto das ex´s”.
Em uma dessas noites em que passará mal, um jovem de uma cidade vizinha, no qual ela tinha muita simpatia, ofereceu  um “ombro amigo”. Deu vida ao seu sapo de pelúcia e contou histórias sem pé nem cabeça para arrancar o sorriso e a febre. Conseguiu!
Dois jovens, uma que acabava de sarar uma ferida e outro tão disposto a fazê-la sorrir. Foi assim por alguns dias, a amizade estreitou laços. Era inevitável não ficar perto com tanto assunto em comum.  A menina, ainda sentia que aquela amizade lhe fazia bem, mas sentia que não tinha tanta alegria para devolver em troca ao amigo.
O grupo retornou de viagem, e em uma noite próxima eles trocaram bilhetinhos de amizade. O menino ainda com ar de garoto, decidiu oferecer companhia para levar a amiga em casa. No caminho, conversaram sobre todas as afinidades.  Em um impulso de alguém jovem, o garoto pede a menina em namoro. Os dois se olharam. Na cabeça dela passavam-se mil coisas inclusive a possibilidade de magoar alguém tão legal. Ele olhava pra ela aguardando uma resposta, e ela subindo no meio fio (para ficar da sua altura) aceitou com um beijo. 
Como todo casal de recém-namorados, passaram por todas as situações juntos. Conhecer famílias, passeios, “gosto disso ou daquilo”. Muitas atitudes certas, outras tanta equivocadas e o namoro prosseguiu por alguns anos. A cumplicidade dos dois como amigos era tão grande que ela o ajudou a acabar o Ensino Médio que outrora ele postergou. Afinal, a disciplina era de Artes a que ela mais amava. Ele a apoiou no vestibular esteve na torcida e na colaboração pra que o sonho de se formar fosse real. Ela, o fez descobrir o profissional técnico e todas as suas vantagens, o ajudou com trabalhos, e primeiro estágio... Mesmo com brigas e possíveis términos, a amizade e o respeito pelo outro era grande. Até o dia em que a falta do respeito, surgiu. Deu lugar aos ciúmes desmedido, promessas e uma traição extremamente marcante. Afinal, ela era sua ‘amiga-cristã’. As brigas se intensificaram e respeito foi desaparecendo... Tentaram diversas vezes se acertar, mas por serem geniosos não queriam dar o braço a torcer que o relacionamento havia acabado.  Meses se passaram entre inda e vindas e discursões, e o namoro supostamente escondido (de quem?), realmente acabou. Pareciam mais maduros, e certos de que estavam causando sofrimento a eles mesmo e as famílias. A amizade? Por um tempo, teve que se criar um espaço para cada um criar sua vida sem o outro, afinal, muitos amigos em comum, muitas histórias juntos, o mundo parecia tecer uma ‘teia’ entre eles sobre todos os assuntos. Romper? Talvez não. Apenas um tempo para separar as coisas.
E assim foi. Ele se formou, e a convidou para formatura como sinal de reconhecimento. Ela formou, e o convidou como forma de agradecimento a toda ajuda. E o respeito voltou a aparecer.
Em agosto de 2009, no mesmo mês de sua formatura, ela decide ir para outra cidade. Quem a conhece sabe bem que o desejo de mudança sempre foi latente naquele coração de bailarina. Ela ensaiara uns anos antes indo morar no interior, e agora sairia do estado. Com a benção da família e com todas as incertezas na cabeça ela muda de cidade, e despede de todos em sua formatura.
E os dois? Ele é enviado a trabalho para outro estado, ainda mantém contato com ela voltaram à velha amizade, os tempos que falavam do dia, das alegrias das dificuldades... Ele retornou para a cidade dele, e ela permaneceu em outro estado. Em pouco menos de 3 meses ela retorna a cidade natal para uma apresentação de dança, no qual ela conseguiu retornar a pratica depois de vários problemas, e ele aparece com alguns da sua família. Ela se sente confortadas pela presença dele e de todos os outros amigos.
Passado o encontro, a amizade estremece por motivos nunca explicados por ele. A mãe da menina, agora mais madura, aconselha a deixa-lo de lado, pois ‘se fosse seu amigo de verdade lhe diria o que ela teria feito de tão grave, e se acertariam, afinal amizade tem altos e baixos e é baseada em compreensão’. Dalí para frente tudo entre os dois muda.
Não há afeto, não há amizade, nem compreensão. Somente a proposta dele de quando em contato um com outro, seriam apenas dois estranhos. Ela segue o determinado por ele, inclusive em eventos de família... No começo ela entristeceu. Mas manteve com ela todas as atrapalhadas que os dois, ainda meninos, se meteram e todas as alegrias inclusive brigas. E viu que era hora de seguir em frente. Deixava um capítulo da história inacabado por falta de comunicação, mas finalizado para seguir em frente. Dalí em diante não haveria espaço para recaídas, para falsas esperanças nem possibilidades. Passou a desejar que o melhor estivesse por vir na vida dele inclusive na sua, e não sobrou mágoa nem afeto, apenas carinho por todas as recordações.
Alguns anos se passaram, ela segue a vida, ele também. Muitos ao redor não compreendem como duas pessoas que viveram intensamente uma amizade, hoje, não mantêm nem se quer contato. Não se cumprimentam nem por educação. Alguns, enganados com os “achismos” e julgamentos, o fazem lembrar-se da existência dela sempre que possível, enquanto ele mesmo não o faz. Ela, como sempre foi comunicativa, mantem contato com as “teias” os laços de amizades, afinal, foram anos juntos, foram momentos construídos com todos. Não criando relação com o passado ou a ideia de querer reviver tudo de novo, e sim de um passado vivido cheio de situações inusitadas e obvio com lembranças. Afinal, como muitas outras histórias, ela aconteceu com duas pessoas ainda jovens que hoje adultas entendem que não haveria como continuar a diante. Cada um seguiu a vida no seu ritmo, compasso, e contratempos...

Na música da vida, as notas com sentimentos valores diferentes se atraem, mas descobrem que o descompasso não os fará a virar música. Assim, cada uma vai a busca de um novo som, uma nota que vibre no mesmo ‘tom’.

“Quem conta um conto, aumenta um ponto. “ Será? 

quinta-feira, agosto 23, 2012

Ingratidão, sim!

Alguém me explica tamanha falta de noção? Teorizar sobre o que acredita ser culpa dos outros é totalmente "no sense". Que bom que recebi um obrigada por tudo que tentei por você mocinha, agora esclarece para sua consciência que nem todo mundo vive em função de você ou de preocupar com sua vida. Imaturidade de fato.