sexta-feira, dezembro 02, 2011

Teia da Vida


É a vontade que fica e a solução que vai.
Poderia eu, escrever sobre vários acontecimentos ruins. Ou diversas coisas boas. Grandes coisas acontecem com quem pensa em grandes feitos. Grandes tombos acontecem com aqueles que pensam em saltar bem alto.
 Eu estou aqui em Londrina, subindo cada degrau e às vezes escorregando em alguns. O fato é que aprendi a tentar não expor tanto os problemas afinal, o sentimento de dó alheio não me favorece em nada. Sei que o fato dos amigos às vezes não terem 100% do tempo , não quer dizer que o amor diminuiu ou a paciência. Bem sei que o que tem ficado é saudade de casa, a vontade de poder recortar a casa e as pessoas e colar em outro cenário (Londrina).  É praticamente um sonho infantil, olhar pra minha vontade e trazer pra realidade que me convém. Egoísmo sim, achismos. É a  vontade de ver as coisas acontecerem.

 Serei eternamente mineira, sentirei falta sempre do feijão, das belas paisagens, dos amigos de roda de violão e acampamento e principalmente do biscoito aymoré. Mas hoje, queria construir uma vida aqui sem pensar em “ter  que” voltar. Seria a passeio, com direito de ir e vir, de ter o poder da escolha e não da necessidade.  Tudo bem, conheci pessoas por aqui que não me fazem ver a construção do caráter de um Londrinense com bons olhos, mas se bem me recordo isso acontece em qualquer lugar , seja em solo mineiro , baiano, curitibano ou africano , sempre vai existir um pra falar falar mal ou desejar mal e até mesmo ter inveja sucumbida de um desejo doentio de repelir você. Vai entender. O ser humano tem razões e vontades que nem Freud entendia . (né?)

Sei que é assim. O coração dispara em pensar em soluções, a vontade no peito tem vontade de gritar e o medo agita toda a mudança. Porém maior é aquela força que cuida da minha vida. Bem maior ainda é o que vem tecendo a teia da vida.

domingo, setembro 18, 2011

A mala sem “alça”



Lembrei  finalmente contar o dia em que a mala sumiu.  Viajar tem o lado bom de rever pessoas, programar passeios ou simplesmente curtir a família.
Ir pra Minas é umas férias com gosto de quero mais pelos amigos e boas companhias, e um gostinho de quero isso somente a passeio. Tá certo eu acabei flertando de mais com Londrina, me envolvendo, apaixonando até que a desilusão chegue. Tenho pra mim que essa parte não chega nem com todas as desventuras que já vivi por aqui.
Foram quase 10 dias de ir atrás de documentos, mandar currículos, bate papo chamego com meus pais. Adorei rever os publicitários de 2009, fazer uma aula de Jazz muito boa e encontrar os ex-alunos do Sesi. Aliás, depois de quase 10 anos de formados e alguns depois de uns 15 anos sem contato, uma certeza eu tenho: Fomos felizes na infância. Afinal plantar cenoura, pentelhar o coleguinha, olímpiadas, paixãozinhas de criança, apresentações de dança de tudo um pouco aconteceu.  Foram dias de encontros e despedidas (né Angel?) válido, faria sempre se pudesse, tipo a cada três meses. Passo muito tempo sem ir a Minas claro, ainda existe uma grande parte de mim que loucamente Mineira.


 Ex Sesi CAACR














Publiciários - J. Andrade - MG



 Izabella brant - Menina do Céu.

Despedida do casal que tanto gosto













Voltando a “pequena Londres” chego de viagem à tarde, cansada, amassada. Sim, cansada. Ilusão achar por avião ser mais rápido não cansa. Lógico melhor que as quase 21 horas dentro de um ônibus “pinga-pinga”, mas de Londrina a Minas (vice e versa) tem conexões que demoram que particularmente me deixam lerda.  No aeroporto de Londrina aguardo a tão pesada mala (quando volto de Minas tenho a sensação que carrego mais coisas do que precisava e venho trazendo menos coisas do que realmente queria tipo; queijos e doces).  Cadê? Aguardo. Passam- se malas rosa, de bolinhas, as convencionais pretas e umas meio “safari” (leia se zebrinhas e oncinhas) e nada da minha. Ops! Minha não voltei com tanta coisa que tive que solicitar a do meu irmão que é maior e teoricamente mais confortável de carregar. Tá aí uma coisa que não entendo mala mesmo de rodinhas é desconfortável, acredito que o meu tamanho não colabore muito também pra tais eventos.
 Voltando ao assunto, ela não estava lá. Fui ate a empresa que embarquei e não tinha notícia de onde ela estava. Pronto, coração gelou quanta coisa minha de valor emocional veio ali dentro?! Fora as de valor “nutricional”, afinal meus doces vieram na mala. Medidas cabíveis foram tomadas como abrir o tal do RIB (uma coisa tipo reclamação de irregularidade de bagagens ou coisa do tipo, já me esqueci) o meu maior medo era ficar sem tudo ali, afinal, conheço histórias de pessoas que nunca mais viram seus pertences (né Sophia?).
Como se não bastasse à preocupação de não darem notícia nem se ela estava em SP, lembrei que às 6h da manhã quando saia da casa dos meus pais, na pressa quase esquecendo para trás, enfiei a chave da casa na mala que ia ser despachada ao invés de colocar na bolsa. Resumo: Sem mala sem chave e sem como entrar em casa. Graças a Deus que minha irmã mora em Londrina e pude abusar da boa vontade de passar o restante do dia na casa dela.
Passei o resto do dia pensando nas coisas que estavam perdidas por aí, se alguém tinha achado se iam devolver como entrar em casa se no dia seguinte tinha entrevistas pra fazer. Nada da empresa dar notícias... Trabalhos da faculdade para desenvolver já que retornei de MG com um dia de folga para apresentar o trabalho para a Papel de papel. Pensa num dia confuso? Pensa em várias coisas que precisava acertar antes de ir p faculdade. E que retornei antes da data do trabalho justamente p dar um toc final e apresentar. Sorte a minha que o pessoal do grupo ajudou muito e optamos por um “plano” B.
Por fim depois de reclamar no Twitter. AH! Claro sou comunicóloga tinha que “xingar muito no Twitter” . Engana-se quem acredita que tais coisas não deem resultados. Deu! A empresa prontamente resolveu meu problema depois de algumas Hastags disseminadas. E um viva ao poder da comunicação \o/. Localizaram a mala informaram que ela estava viva, respirando, com o coração de roupas batendo. Quando me ligaram pra contar a felicidade era tanta que quase desliguei o telefone sem entender como ela chegaria até a casa da minha irmã. Tenho certeza que o atendente deu boas risadas com a minha reação.
Não posso deixar de comentar que duas das pessoas mais felizes por minha mala ser encontrada foram  minha irmã por trazer mais um pouco das diversas  bagagens que ela deixou em Minas e meu cunhado. Mamãe fez geleia de pimenta que ele simplesmente ama. Se pudesse tomaria bons litros dela de canudinho. Mala encontrada, felicidade de todos. Eu posso contar que perdi uma mala e que consegui resgata- lá. Vou pensar agora duas vezes antes de viajar. Tenho que adotar logo o jeito “mochileira” de ser e viajar com a menor mala possível. Pelo menos evitaria tanto fuzuê, porém eu não teria essa história enorme pra contar.

Sempre analiso o que de bom a situação teve. Estranho e real eu penso de mais. Acredito que preciso  dar valor as coisas que tenho. Parece demagogia, meio clichê até. Mas já pensou no valor sentimental que os seus pertences  “coisas” tem? O quanto ela carrega da sua história? Não sou apegada ao material em si, mas tanta coisa ali guardava um pedacinho do que já vivi. AH e lógico pensar que se eu não tivesse um pedaço da minha família aqui pra me acolher e meus amigos para compartilhar certamente teria surtado. 

sexta-feira, setembro 16, 2011

Tudo

A vontade, o caos...
Certeza, o foco...
e vem vindo tudo aquilo que foi guardado. C'est la vie.

sábado, setembro 10, 2011

Inconstante

A forma de olhar nos olhos, de abrir o sorriso e de dizer o que se passa.
Encantadora e simplista. Sim, um jeito único de saber o que o outro pensa.

Inconstante como a lua... é fato!

domingo, setembro 04, 2011

Domingo!

Talvez eu entenda tudo corretamente como deve ser, e talvez nem tudo seja como deve ser! ... Domingo é dia de pernas pro ar, cabeça nas nuvens!

quinta-feira, setembro 01, 2011

Alma e coração


Ah se meus pés falassem, agradeceria cada bolha, cada calo e cada esparadrapo grudado. Riria comigo das vezes que ele por cansaço não obedeceu me levando ao chão e que por muitas vezes por força me levou a grandes saltos.  Fez de mim uma bailarina que por muitos anos dedicou a vida e abdicou de uma infância comum pra ser feliz dançando.
Quantas e quantas vezes não andei de patins nem de carinho de rolimã por que o festival se aproximava e lesionar seria um erro, esfolar então, uma catástrofe.
Aprendi desde os quatro anos que dançar era mais do que gostar das músicas clássicas que ouvia e ficar quase japa com os cabelos todo puxado para os coques impecáveis. Era disciplina, era treinar, era ser chata com contagem de tempo e ainda assim colocar as coleguinhas no lugar (sim sou antipática e detalhista desde criança). Aprendi novinha com uma professora carinhosa.  Depois de anos, depois de muitos professores extremamente qualificados e dedicados, larguei tudo!
Ser bailarina é estado de espírito, é pensar em passos quando anda, quando toma banho e principalmente quando houve uma boa música tocando.  Ser bailarina é fazer cara de tudo bem quando o sapato aperta e o corpo boicota. É graciosidade acima de qualquer “sobrepeso”  é acima de tudo ser feliz por dançar.
Depois de cinco anos quase sem dançar o corpo enferruja, o pé, os joelhos doem, mas a alma sempre vai ser de bailarina. A vontade virou prática em Londrina reascendeu o foguinho de tentar mais uma vez.  Bom retorno alegria no coração e pessoas fazendo parte dessa alegria.
Enfim, uma coisa eu digo, se morrer posso não usar o Tutu (pronuncia-se "titi" ou too-too), e sapatilhas, mas terei comigo a alma e o coração de bailarina.

sexta-feira, agosto 26, 2011

Quem conta um conto, aumenta um ponto.

Hoje eu corro, pra manter a linha, ter a compostura de ver a vida continuar.
Amanhã é outro dia e volto aqui pra contar o dia em que perdi minha mala!

Bjus