quinta-feira, maio 05, 2011

Quereres da minha vida

O seriado (Divã)  só veio relembrar a obra de Caetano Veloso. Hoje é cantado por Nise Palhares. E a versão que acho bunitinha é essa: 




O Quereres 
Chicas
Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro
sou paixão
Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo
queres não
E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem
alta
 eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha
liberdade na amplidão

Onde queres família sou maluco, e onde queres
romântico, burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres
eunuco, garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não
vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres
cowboy eu sou chinês
Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres
ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo
eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres
tortura, mansidão
Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu
sou o herói
Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos
dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e
rima e nunca dor

Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor
me armou
E te quero e não queres como sou, não te quero e não
queres como és
Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres
romance, rock'n roll
Onde queres a lua eu sou o sol, onde a pura natura, o
inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz, onde queres um
canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro, e onde queres
coqueiro eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de
mim tão desigual

Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao
quereres assim
Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem
ter fim
E querendo te aprender o total do querer que há e do
que não há em mim

quarta-feira, abril 27, 2011

Conto de páscoa

Feriado meio custoso. Companhias super agradáveis, amo muito, mas passar o feriado ‘meio’ acamada parece só acontecer comigo.  Devo ter problemas em ficar atoa, fico psicologicamente afetada. Resumo; passei mal ainda com aversão algumas comidas e com um dessaranjo cabuloso da saúde. 
Sem falar demais e tão pouco descrever os detalhes, descobri, aliás, recordaram-me que desde mais nova a páscoa era uma data que eu achava divertida. Minha avó materna simpaticamente espalhava pegadinhas pela casa a fim de fazer os netos acreditarem que o coelhinho passará por ali à noite deixando os ovos escondidos. SIM! Minha avó era uma fofa, criativa e inovadora pro seu tempo. Eu tinha um trunfo sempre na manga, enquanto todos devoravam todos chocolates ainda que fracionados durante o dia a pequena pessoa não comia ou quase não comia. Segundo minha irmã quando ela e meu irmão já não tinham mais chocolates eu aparecia com os meus intactos e eles ficavam na vontade. Segundo ela (pq incrivelmente não lembro de algumas proezas minhas) mamãe afirmava que cada um teve o seu chocolate e o seu tempo, que eles contentassem em me ver comendo pois se eu consegui não comer todos de uma vez certamente agora teria chocolates por muitos dias.  E é assim desde que me entendo por gente eu tenho umas coisas assim, guardo aqui, faço render ali, não sei por que guardar tanta coisa, chegou uma época que até papel de bombom que os namoradinhos da infância me davam eu guardava. AH! Minha infância quantas saudades... épocas de SESI de: José, de excursões de fazer ballet e ter namoradinhos dos quais morria de vergonha. Humhum eu tive namoradinhos de infância, sempre tinha uma paixonite aguda, amores platônicos e afins. Que tempo bom ...

quarta-feira, abril 20, 2011

São lembranças...

Tenho mania de ouvir rádio logo cedo.
Acordo às 6h vejo jornal e saio pro trabalho ouvindo música na sessão "baú" e não é que tocou essa de novo?!



é  mole?  Mereço né?! Top-top-top!!! 

terça-feira, abril 19, 2011

"Nostalgicamente " insatisfatório

AH! Nostalgia.
Acordei com saudades...
Aquele sentimento bobo, de que coisas boas aconteceram.
Ter colo, afago e carinho me fazem lembrar...   O que eu não deveria lembrar.
Fazer o quê?! (sou humanamente normal, ou não)
Prazer, meu nome é Gabriela e hoje eu vivo sem* você!



*sempre vivi né? 


sexta-feira, abril 15, 2011

Rá!


O Rá aí de cima é como se fosse um BUuu! Ou, te peguei !
Por quê? Simples, descobri a verdade absoluta das pessoas que mascaram certa educação sendo que por trás falam mal de você. De onde eu vim tem outro nome: Falsidade. Triste isso. Sorte a minha que a vida seguiu de uns anos pra cá e independente do que acreditavam de como seria, vou bem, obrigada!
Não vim aqui pra descrever a situação ou falar mal de ninguém. Simplesmente afirmar somente pra mim (ou não)  que as escolhas que eu fiz, até mesmo na profissão, tenho levado até o fim. Talvez de uma forma meio paralela ao que iniciei, mas falando emocionalmente: mais realizada. Isso é assunto pra outro post, que vai no outro blog em breve , aquele, que andava meio abandonado.

Então até logo. Volto em breve. E a você obrigado por fazer parte de uma boa parte da minha vida, mas ter contribuído hoje pra saber que algumas pessoas precisam ser assim em defesa dos seus próprios defeitos. Aponte os dos outros e esqueça os seus, bom lema hien?!

quarta-feira, abril 06, 2011

Em tempos assim





♫ It's times like these you learn to live again 
It's times like these you give and give again 
It's times like these you learn to love again 
It's times like these time and time again ♪

sexta-feira, abril 01, 2011

A vida...

Uma Luta diária, uma filosofia pra vida, frases que se encaixam e músicas que sonorizam.

O que seria de nós sem o sopro, leia-se vida. Sério, nas várias conversas filosóficas que tive essa semana em busca de entender um pouco onde eu errei, se é que eu errei, tive conversas que mesmo com toda brincadeira diversão foram consideráveis. Até mesmo que se ela (a vida) fosse fácil o nome seria tutorial ! (Jessy... ainda vamos escrever um livro, lógico que só nossas mães corujas comprariam).

Ah lá vem àquela fase: Quem eu sou? Pra onde vou? O que quero comer? O que estou sentindo?

Sério, não gosto. Ultimamente não to gostando de tanta coisa. Que chega a ser cômico. Tá eu sei essa fase é a da #TPM, mas não é só isso, eu garanto que não e estou BEM longe do tal inferno astral até onde eu sei nasci em Junho né? Não em Abril. Agora veio nitidamente o som da risada da minha irmã que concerteza ao ler vai pensar, essa é a Gabi. Humor acído.. Tão quanto meu estômago que anda rejeitando diversas guloseimas, e não, não é por dieta (apesar que ando muito fofa) simplesmente por não ver graça ou “enjoou !” .  Não quero macarrão, não quero Milk shake, chocolate, muito menos sorvete (sim é verdade). AH ! Não quero feijão.. arroz já não comia mesmo. Posso viver de queijo e Doritos? Rs* Esses ainda passam pela cabeça (tem dias). Enfim, esse enjôo é estranho, até de mais, mas deve passar. É fase, uma hora passa.
Ontem na aula de kickboxing, aliás, depois dela, que é quando meu corpo libera substâncias que me deixam feliz, decidi que vou levar as coisas sem pensar de mais. Tá! Quem me conhece sabe que pra mim é muito complicado essa parte, calculo erros às vezes os acertos só que sempre tenho mil planos, decidi não ter nenhum. Vou ter idéias, mas sem tentar por em prática, só colocá-las quaaaaaando as circunstâncias realmente colaborarem pra isso.
Motivo? Pode ser, por que acreditei ter começado o ano com uma energia muito boa que acabou furando no meio do caminho. Conheci, e vivi algumas coisas bem legais que como fumaça de um cigarro no vento, desapareceram (cigarro, vento, pessoas, entenderam? Piadinha interna, ou não)
O fim do ano se aproxima, parece exagero mas logo logo vou vir aqui desejar feliz ANO TODO, como sempre faço! Então até lá vamos conversar, ter idéias e nada de planos (será?)

Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...
Por que não, por que não...

PS: Não posso esquecer... uma frase ecoa todos os dias na cabeça " isso passa, tudo passa". (será?) Obrigada por me fazer lembrar disso.